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Terceira agência do Sicredi em Tangará da Serra será inaugurada em 31 de março

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Polo da região sudoeste de Mato Grosso, economia sólida, diversificada e com espaço para crescer. Um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 3 bilhões, que figura entre os dez maiores do estado. Estes são os principais atrativos para o Sicredi Sudoeste MT/PA investir em mais uma agência – a terceira – em Tangará da Serra, no bairro Cidade Alta.

Os tangaraenses já sabiam da nova agência da cooperativa de crédito, mas foi na manhã desta sexta-feira (28), durante um café da manhã oferecido à imprensa, que os diretores da instituição fizeram o anúncio oficial. A inauguração acontecerá dia 31 de março, quando o Sicredi MT/PA celebrará 31 anos de fundação na região.

Anúncio aconteceu na manhã desta sexta-feira (28), durante um café da manhã oferecido à imprensa.

Segundo o presidente do Sicredi MT/PA, a nova unidade é uma demanda de moradores e empresas. “As pessoas querem contar com quem olhe para elas, que ofereça um atendimento personalizado e invista os recursos na comunidade”, explica o presidente da cooperativa, Antônio Geraldo Wrobel.

Wrobel aposta no modelo de negócio do Sicredi como fator de crescimento e de participação na economia. Segundo dados mostrados pelo gestor do Sicredi MT/PA, os principais resultados constatados em municípios onde as cooperativas de crédito atuam apontam para índices de 5,6% dos PIBs per capita municipais, são responsáveis por 6,2% dos empregos formais e estão presentes como agentes em 15,7% dos estabelecimentos comerciais.

Wrobel: “Para cada R$ 1 concedido em crédito, adicionamos outros R$ 2,45 no PIB local”.

O dirigente da instituição vai além e cita como exemplo os resultados auferidos pelos créditos concedidos pelo Sicredi nas comunidades em que atua, “Para cada R$ 1 concedido em crédito, adicionamos outros R$ 2,45 no PIB local”, considerou. Ele destaca, ainda, que em Tangará da Serra são 10 mil cooperados, número que o faz acreditar na continuidade do crescimento dos resultados da cooperativa, com a ampliação do quadro de associados dos atuais 81 mil para 96 mil, e de um resultado de R$ 90 milhões em 2020 ante os R$ 80,8 milhões alcançados ano passado.

Agência

Nova agência será inaugurada em 31 de março.

A agência Sicredi Cidade Alta contará com 600 metros quadrados e amplo estacionamento. Dez caixas eletrônicos oferecerão a praticidade do autoatendimento. A estética da agência da confirma o otimismo da instituição para com o município. “Temos grandes metas e expectativas, por isso vamos inaugurar a nossa terceira agência aqui em Tangará da Serra”, disse o futuro gerente da unidade, Ibomar Santos.

Cooperativa

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa que tem foco no crescimento dos seus associados e no desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos mais de 4,2 milhões de associados em todo o Brasil, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, oferecendo mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).

No Mato Grosso e no Pará, o Sicredi MT/PA conta com 35 agências para atendimento de mais de 80 mil associados em 29 dos 97 municípios da região onde atua.

Além de Tangará da Serra, onde está a sede administrativa, as agências do Sicredi MT/PA estão localizadas nas cidades de Arenápolis, Barra do Bugres, Cáceres, Campo Novo do Parecis, Campos de Júlio, Curvelândia, Denise, Glória d’Oeste, Mirassol d’Oeste, Nortelândia, Nova Marilândia, Nova Olímpia, Poconé, Porto Esperidião, Santo Afonso, Sapezal e Várzea Grande, em Mato Grosso. No Pará está presente nos municípios de Canaã dos Carajás, Marabá, Parauapebas, Redenção, Rio Maria, Tucumã, Xinguara, Dom Eliseu, Rondon do Pará, Paragominas e Tomé-Açú.

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Biorrefinaria Uisa integra produção sustentável à preservação de nascentes e biodiversidade

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No ano em que Nova Olímpia completa 40 anos de emancipação, a presença da Uisa remonta ao período anterior à formação do município. Fundada em 1980, ainda como Destilarias Itamarati, a empresa acompanhou a estruturação da cidade e sua evolução ao longo das últimas décadas. Com atuação contínua no setor sucroenergético, a biorrefinaria integra a base econômica local e mantém participação no desenvolvimento regional, associando produção industrial a iniciativas voltadas à sustentabilidade ambiental.

Instalada em Nova Olímpia, a Uisa, empresa do setor sucroenergético que transforma matérias-primas em bioprodutos e bioalimentos, mantém um conjunto de programas ambientais voltados à preservação de nascentes, recuperação de áreas degradadas e segurança hídrica.

Caetano Henrique Grossi: “Mantemos o foco na preservação ambiental, no uso consciente da água e na recuperação de áreas degradadas”.

O programa Águas da Guanabara, uma das principais iniciativas da Uisa, criado em 2004, opera em uma área estratégica por integrar a zona de transição entre os biomas Cerrado e Amazônia, na bacia do Alto Paraguai, região formadora do sistema hídrico do Pantanal.

Segundo o gerente de Sustentabilidade da Uisa, Caetano Henrique Grossi, atualmente 245 nascentes localizadas em cerca de 50 mil hectares da companhia estão mapeadas e preservadas. “Nosso objetivo é garantir o abastecimento de rios e córregos, além de manter o equilíbrio ambiental e a disponibilidade de água na região”, afirmou.

Mapeamento com tecnologia e validação ambiental

A tecnologia é um dos pilares do programa. O levantamento das nascentes é realizado com uso de sensoriamento remoto, geoprocessamento e imagens de satélite, cruzadas com dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Levantamento das nascentes ocorre por sensoriamento remoto, geoprocessamento e imagens de satélite.

“Esse método permite identificar áreas que necessitam de intervenção e monitorar as condições ambientais, caso a caso”, explicou Grossi.

O trabalho também conta com validação de órgãos ambientais e acompanhamento técnico, além de estudos independentes que atestam a precisão do mapeamento e a efetividade das ações.

Biodiversidade e qualidade da água

As intervenções incluem reflorestamento, controle de erosão, manejo do solo e manutenção da cobertura vegetal. A recomposição das áreas é feita com espécies nativas do Cerrado e da Amazônia, produzidas em viveiro próprio, que mantém cerca de 75 variedades, incluindo espécies ameaçadas.

O viveiro conta com capacidade de produção anual de até 200 mil mudas.

Desde o início do programa, mais de 2 milhões de mudas foram plantadas. Entre 2007 e 2024, a área de vegetação nativa foi ampliada em 1.030 hectares, o que representa aumento de 8% na cobertura vegetal.

De acordo com Grossi, os resultados também aparecem na biodiversidade e nos recursos hídricos. “Identificamos 163 espécies arbóreas e 355 espécies de animais — incluindo onça-pintada, anta, lobo-guará e tamanduá-bandeira — considerados indicadores de equilíbrio ambiental”, relatou.

Na área hídrica, sete nascentes degradadas tiveram a vazão recuperada após ações de revitalização. O Índice de Qualidade da Água (IQA) permanece classificado como “bom”, segundo monitoramento técnico.

Integração entre produção e sustentabilidade

As ações ambientais estão integradas ao modelo produtivo da biorrefinaria, baseado em economia circular. A produção utiliza integralmente a cana-de-açúcar e reaproveita subprodutos como vinhaça e resíduos orgânicos na fertirrigação e na melhoria do solo.

O uso eficiente da água é um dos pilares operacionais.  “Em nosso processo industrial, a água é reutilizada em circuito fechado, sem descarte em corpos hídricos”, disse Grossi. Segundo ele, a adoção de tecnologias de recirculação contribuiu para a redução do consumo de água, tanto na indústria quanto nas operações agrícolas.

A unidade também gera energia elétrica a partir da biomassa, garantindo autossuficiência energética e fornecimento de excedente ao Sistema Interligado Nacional.

Ações regionais e engajamento comunitário

Além das áreas próprias, a empresa mantém iniciativas voltadas à comunidade, com destaque para a doação de mudas e ações de educação ambiental, por meio do projeto Pensamos Verde, que já destinou mais de 570 mil mudas a produtores rurais, instituições e comunidades em 16 municípios de Mato Grosso.

As atividades incluem orientação técnica, campanhas educativas e programas voltados a estudantes.

“Mantemos o foco na preservação ambiental, no uso consciente da água e na recuperação de áreas degradadas”, afirmou Grossi. “A ampliação das ações ocorre principalmente por meio da distribuição de mudas e do fortalecimento de projetos comunitários.”

O modelo adotado já recebeu premiações e certificações ambientais e é apontado como referência no setor sucroenergético, com reconhecimento por iniciativas voltadas à preservação do bioma pantaneiro.

Segurança hídrica como eixo estratégico

A segurança hídrica é fundamental para garantir a regularidade dos fluxos de água que sustentam rios, biodiversidade e atividades econômicas. A preservação dessas áreas mantém o equilíbrio dos ecossistemas, reduz riscos de escassez e assegura o abastecimento humano e produtivo, além de contribuir para a estabilidade climática.

Segundo Grossi, na Uisa, a preservação das nascentes é tratada como elemento central para a continuidade das atividades produtivas e para a manutenção dos ecossistemas regionais.

“Nossa estratégia busca alinhar produção agrícola, conservação ambiental e disponibilidade de água em uma região sensível do ponto de vista hídrico”, concluiu.

(*) Na sequência, link com matérias sobre registro da presença de onças na área da Uisa e sobre ação educativa com foco ambiental da biorrefinaria.

Imagens registram três onças-pintadas em área da biorrefinaria uisa em Mato Grosso

Uisa promove ação educativa entre produtores para prevenção da mosca-dos-estábulos

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