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Saúde Pública

Tangará se aproxima de 400 casos de arboviroses em 2026; chikungunya causou um óbito

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As arboviroses voltam a preocupar durante o período chuvoso. Em Tangará da Serra, as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti somam 391 registros em 2026, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde.

De acordo com o Boletim de Doenças Emergentes atualizado pela Vigilância Epidemiológica nesta sexta-feira (06.03), o município contabiliza 371 notificações de Dengue e 15 de Chikungunya. Há ainda cinco registros de Zika. (Veja boletim ao final do texto)

Os números, porém, são modestos quando comparados ao “boom” de 2024. No início de março daquele ano, Tangará da Serra já registrava 2.545 casos de dengue e 2.664 de chikungunya.

Mesmo assim, os dados atuais colocam o município, por enquanto, como o de maior incidência dessas doenças em Mato Grosso. Em segundo lugar aparece Sinop, com 282 casos de dengue e 97 de chikungunya, totalizando 379 registros no município do Nortão.

Em 2026, até o momento, as arboviroses provocaram um óbito no município, associado à chikungunya.

Segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Juliana Herrero, os casos estão dentro do cenário esperado para o período, mas os cuidados devem ser mantidos. “A incidência está dentro do esperado, mas a preocupação continua porque as chuvas seguem intensas e já tivemos um óbito”, afirma.

Em Mato Grosso, as arboviroses somam 2.773 casos notificados, com dois óbitos confirmados e um em investigação. A chikungunya responde por 402 registros no estado em 2026, com uma morte confirmada e outras nove em investigação.

No Brasil, os casos de arboviroses superam 105 mil neste ano, sendo cerca de 95 mil de dengue e 10 mil de chikungunya.

Os números no estado e no país, vale destacar, constam no painel das arboviroses no Ministério da Saúde, e receberam atualização até 27 de fevereiro.

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Saúde Pública

Influenza: Baixa cobertura vacinal deixa cidade sob risco de surto; Município fará campanha

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A baixa cobertura vacinal contra a Influenza em Tangará da Serra acende um alerta para o risco de aumento da circulação do vírus e eventual surto da doença no município. O alerta é da Vigilância Epidemiológica, que destaca índices de vacinação muito abaixo da meta recomendada entre os grupos mais vulneráveis.

Entre os idosos, a cobertura vacinal alcança apenas 34,61%. Entre as crianças menores de seis anos, o índice é de 37,96%, enquanto entre as gestantes chega a 62,34%. (imagem abaixo)

“É preocupante. A campanha nacional de vacinação começou mais cedo este ano, mas as pessoas dos grupos de risco não estão procurando as vacinas conforme esperávamos”, afirma a coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município, Juliana Herrero. “A cobertura vacinal está muito baixa e isso coloca a população em risco”, acrescenta.

Segundo Juliana, a meta preconizada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é alcançar pelo menos 95% de cobertura entre os grupos prioritários, percentual considerado necessário para reduzir significativamente os casos graves, internações e mortes causadas pela doença.

Além do impacto direto sobre a saúde da população, a baixa adesão à vacinação aumenta a pressão sobre a rede hospitalar. Em todo o país, gestores da saúde têm alertado para a combinação preocupante entre o aumento das doenças respiratórias sazonais e a já elevada demanda por leitos decorrente de acidentes de trânsito e outras urgências, cenário que pode comprometer a capacidade de atendimento dos serviços de saúde. A vacinação é considerada a medida mais eficaz para evitar hospitalizações e reduzir a sobrecarga dos hospitais.

Com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal, a Secretaria Municipal de Saúde e a Vigilância Epidemiológica promoverão uma ação especial de vacinação durante o Arraiá da Serra, no próximo dia 12.

Além da campanha, a população pode procurar qualquer Unidade de Saúde da Família para receber a vacina contra a gripe. A imunização é realizada diariamente nos seguintes horários:

  • Pela manhã, das 8h às 10h30;
  • À tarde, das 13h30 às 16h30.

Preocupação nacional

A baixa cobertura vacinal está longe de ser uma preocupação exclusiva de Tangará da Serra. Em diversas regiões do país, autoridades sanitárias vêm reforçando os alertas para a necessidade de ampliar a vacinação antes do período de inverno, quando aumenta a circulação dos vírus respiratórios. O próprio Ministério da Saúde antecipou a campanha nacional deste ano diante do crescimento dos casos de doenças respiratórias e da circulação precoce da Influenza.

Menor índice de cobertura vacinal está no público idoso.

Na região Centro-Oeste, a cobertura vacinal está em torno de 42,24%. Nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul, a média gira em torno de 40,32%, números considerados insuficientes para garantir proteção coletiva. Em Tangará da Serra, a situação é ainda mais preocupante, com cobertura média de apenas 37,22%.

O cenário epidemiológico nacional também reforça a urgência da vacinação. Dados do Ministério da Saúde mostram que, até meados de março, o Brasil já havia registrado cerca de 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e aproximadamente 840 óbitos. A Influenza respondeu por 28,1% dos casos graves identificados.

Em análise mais recente da vigilância nacional, até a Semana Epidemiológica 11 de 2026, o país contabilizava 23.615 casos de SRAG e 1.001 mortes. Entre os óbitos com identificação viral, a Influenza foi responsável por 35% das ocorrências, superando outros vírus respiratórios monitorados. O Ministério da Saúde ressalta que a vacinação continua sendo a principal estratégia para prevenir complicações, hospitalizações e mortes causadas pela gripe.

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