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Obra na Feira exige colaboração de motoristas para garantir segurança de pedestres

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Estacionamento em locais sinalizados compromete circulação de pessoas junto ao canteiro; Município e Associação dos Feirantes pedem bom senso durante execução da reforma.

As obras de reforma e modernização da Feira do Produtor do Centro avançam dentro do cronograma, mas um problema registrado nos primeiros dias de execução tem preocupado a equipe técnica responsável pelo empreendimento: o desrespeito à sinalização de trânsito instalada no entorno do canteiro de obras.

Segundo a engenheira da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Inovação (Seplan), Letícia Basílio, alguns motoristas continuam estacionando em locais onde há placas proibindo a parada de veículos, especialmente nas áreas reservadas para garantir a circulação segura de pedestres ao longo do tapume da obra.

“Apesar da sinalização implantada, alguns veículos continuam estacionando junto ao canteiro, situação que se intensifica nos dias de funcionamento da feira. Como consequência, os pedestres ficam sem espaço adequado para circulação e acabam utilizando a pista de rolamento, dividindo espaço com os veículos e se expondo a riscos desnecessários”, explica.

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De acordo com a engenheira, a restrição de estacionamento não foi adotada para dificultar o acesso à Feira do Produtor, mas para preservar a segurança de trabalhadores, feirantes, consumidores e demais pessoas que circulam diariamente pelo local durante o período das obras.

Veículos, motos e bicicletas estacionados junto aos tapumes representam riscos aos pedestres que circulam pelo local.

“A colaboração dos motoristas é fundamental. O respeito à sinalização garante mais segurança para todos e contribui para o bom andamento dos serviços”, ressalta Letícia.

O presidente da Feira do Produtor, Valdeci Ferraz Aquino, também faz um apelo à compreensão da comunidade. Segundo ele, os transtornos momentâneos são naturais em uma obra dessa dimensão e serão compensados pelos benefícios que a modernização proporcionará.

“Estamos satisfeitos em ver esse sonho tomando forma aqui na nossa Feira. Essa é uma conquista coletiva, dos feirantes, dos consumidores e do próprio município. Mas precisamos da colaboração de todos para que a obra transcorra da melhor maneira possível, sem riscos e sem entraves”, afirma.

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A reforma da Feira do Produtor representa um investimento importante na valorização da agricultura familiar e na modernização de um dos principais espaços públicos de comercialização de Tangará da Serra. Quando concluída, a nova estrutura oferecerá mais conforto, acessibilidade, segurança e melhores condições de trabalho aos feirantes, além de proporcionar um ambiente mais funcional e acolhedor para a população.

“Por isso, neste período de obras, a principal contribuição que a comunidade pode oferecer é simples: respeitar a sinalização, utilizar apenas os locais permitidos para estacionamento e compreender que pequenos ajustes na rotina são necessários para que um benefício permanente seja entregue à cidade”, acrescenta Valdeci Ferraz Aquino. Ele finaliza afirmando que “em uma obra que trará ganhos para toda a coletividade, o bom senso e a colaboração também fazem parte da construção”.

(Assessoria Especial)

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Iphan realiza vistoria em áreas de interesse arqueológico de comunidades quilombolas

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Uma equipe técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) percorre nesta semana a região de Porto Estrela e Barra do Bugres, no oeste-sudoeste de Mato Grosso, para uma agenda de fiscalização relacionada a sítios arqueológicos existentes na área.

O foco da atividade envolve territórios tradicionalmente ocupados por comunidades quilombolas. Entre os locais de interesse está o sítio arqueológico Laje de Pedras, situado em área tradicionalmente ocupada por comunidades quilombolas da região.

A atividade ocorre no contexto da Portaria nº 79/2026, publicada em agosto no Diário Oficial da União, que autoriza ou renova projetos de pesquisa arqueológica em diferentes estados, entre eles Mato Grosso.

(*) Veja a Portaria 79/2026: PORTARIA 79 2026 – IPHAN

Nos trabalhos de campo, os técnicos verificarão grau de preservação do sítio arqueológico e para coleta de informações e efetivação do registro desse bem no banco de dados da instituto (SICG/IPHAN).

Território quilombola sofre com problemas ambientais, pressão de posseiros e pesca predatória.

A presença da equipe ocorre em uma região que reúne comunidades tradicionais e áreas de interesse histórico e arqueológico que remontam ao período pré-colonial. As comunidades quilombolas também enfrentam outros problemas, entre eles queimadas, dificuldades relacionadas à produção agrícola e questões de saúde. A região registra ainda ocorrências de pesca predatória, como a registrada no rio Jauquara em julho, além de conflitos internos e relatos de pressão de posseiros sobre territórios tradicionalmente ocupados.

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A fiscalização do patrimônio arqueológico integra as atribuições do Iphan, que acompanha pesquisas autorizadas e adota medidas destinadas à proteção dos sítios arqueológicos. A legislação brasileira estabelece proteção específica para esses bens, independentemente de eventual processo de reconhecimento ou tombamento.

A expectativa é que, após o retorno da equipe de campo, o Iphan realize uma reunião por meio virtual com representantes das comunidades para apresentar os resultados da fiscalização e esclarecer dúvidas sobre os procedimentos relacionados às pesquisas arqueológicas e à proteção do patrimônio existente na região.

(*) Abaixo, vídeo de pesca predatória na localidade.

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