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Tangará perde duas posições no PIB, mas equilíbrio dos setores indica distribuição de renda

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Tangará da Serra apresentou um crescimento do seu produto interno bruto (PIB) na ordem de 36,9% d 2020 para 2021, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar dessa alta taxa de crescimento, o município decaiu duas posições no ranking do PIB dos municípios.

(*) Veja tabela na sequência, com os 20 maiores PIBs de Mato Grosso:

Em 2020, Tangará da Serra sustentava o 10º maior PIB (R$ 4,078 bilhões) entre os municípios mato-grossenses. Em 2021, com um PIB de R$ 5,585 bilhões, o município figura na 12ª colocação no ranking estadual, tendo sido ultrapassado pro Sapezal (R$ 6,978 bi) e Diamantino (R$ 5,746 bi) na somatória do PIB a preços correntes. A maior produção agropecuária é o fator preponderante para a escalada desses dois últimos municípios.

Apesar da perda de duas posições, Tangará da Serra mostra, além do crescimento importante de praticamente 37% em seu PIB, uma apresenta uma maior distribuição de renda em relação aos municípios de maior produção de grãos.

Setor de Comércio e Serviços responde por quase 37% da economia de Tangará da Serra, garantindo melhor distribuição de renda.

O setor que responde pela maior fatia do produto interno bruto de Tangará da Serra é o de Serviços (que inclui o Comércio), principal gerador de empregos na economia estadual. Este setor soma um PIB adicionado bruto de R$ 2.044,5 bilhões, representando nada menos que 36,6% da economia local. Na sequência, aparecem a Agropecuária (R$ 1.448,8 bilhão, participação de 26%) e Indústria (R$ 735,9 milhões, 7,8%). Vale ressaltar que a Indústria, pelo índice menor de participação na economia tangaraense, carece de ampliação em sua atividade, o que deverá ocorrer a partir do momento em que o município contar com uma melhor logística de transporte (intermodalidade).

Porém, comparando a economia de Tangará da Serra com Diamantino, Sapezal e Campo Novo do Parecis, o principal município da região mostra uma melhor distribuição de renda. Afinal, os setores dividem melhor a geração de riquezas e de empregos.

Já Campo Novo, Diamantino e Sapezal justificam suas altas performances no PIB com seu setor agropecuário. Em Diamantino, a agropecuária responde por praticamente 70% da economia local. Em Sapezal e Campo Novo do Parecis, a agropecuária participa do PIB desses municípios com valores adicionados respectivos de R$ 5,004 bi (71%) e R$ 3,914 bi (56%).

Riqueza que vem do campo: Diamantino tem na agropecuária 70% da sua economia.

Mas, se por um lado há predomínio do setor agropecuário nestes municípios, por outro há uma participação mais tímida de um setor que responde por grande parte da geração de empregos e, por isso, por uma maior distribuição de renda. Em Campo Novo do Parecis, o setor de serviços/comércio responde por uma fatia de 23,2% da economia. Em Diamantino e Sapezal, esse mesmo setor representa, respectivamente, 16,4% e 14,4% das economias locais.

Mato Grosso

O PIB do Mato Grosso cresceu 6,7% no segundo trimestre de 2023, em relação ao mesmo período de 2022. Nesta mesma comparação, o PIB nacional cresceu 3,4%, segundo o IBGE. Conforme a Secretaria de Planejamento e Gestão do Mato Grosso (Seplag-MT), o avanço do PIB mato-grossense foi puxado pelo setor da agropecuária, que cresceu 18,9%, devido aumento da produção da soja, algodão e do milho. A pecuária também apresentou um aumento na sua produção — em especial na criação de bovinos, suínos e de aves.

De acordo com o levantamento, a indústria também cresceu 6,8% e o setor de serviços avançou 2,6%.  Segundo o economista e responsável pelo estudo, Eduardo Matsubara, o crescimento do setor agropecuário do estado induziu o avanço de outros setores.

Cuiabá, capital dos mato-grossenses: PIB de R$ 29 bilhões e crescimento constante.

“A agropecuária é um setor que está aumentando sua participação no estado. Já aumentou em torno de 15% no começo da década, já está quase 20% agora. E esse setor acaba induzindo o crescimento de outros, como o transporte das safras, dos insumos agrícolas, a própria industrialização desses produtos. Aqui a gente tem esmagamento de soja, produção de ração, produção de biodiesel, de biocombustível. Tudo é atrelado a essa produção. Além do mais, essa produção de milho, soja acaba ajudando também a produção agropecuária: de aves, suínos, de bovinos, também acaba se beneficiando desse crescimento da agricultura”, explica.

(*) Veja abaixo comparativo dos 20 maiores PIB entre 2020 e 2021:

Já no acumulado dos doze meses terminados em junho de 2023, a economia do estado também apresentou um crescimento de 6,7%. Os setores da agropecuária, indústria e serviços tiveram um crescimento de 17,2%, 4,6% e 4,4% — respectivamente.

No acumulado do ano até junho, em comparação ao mesmo período de 2022, a economia de Mato Grosso apresentou crescimento de 8,3%. A agropecuária teve um avanço de 22,1%, seguida por serviços, com 3,4%, e pela indústria, com 2,2%.

(Redação EB, com Brasil 61)

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Guerra segue e mercado deverá reagir com forte alta nos combustíveis e lubrificantes

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A guerra no Oriente Médio segue com reflexos diretos no mercado internacional de petróleo com tendência de forte aumento nos preços dos combustíveis e lubrificantes no Brasil. Nesta quinta-feira, o barril do petróleo tipo Brent crude oil atingiu a marca de US$ 120, em meio ao aumento das tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto da produção mundial.

Analistas de mercado e instituições financeiras apontam que, em caso de prolongamento do conflito ou interrupção no fluxo da commodity, os preços podem subir ainda mais, elevando o custo global da energia e pressionando cadeias produtivas em diversos países.

No Brasil, os efeitos tendem a ser sentidos de forma gradual, mas inevitável. A política de preços praticada pela Petrobras acompanha as cotações internacionais, o que deve resultar em repasses ao consumidor nas próximas semanas.

Em Mato Grosso, onde a gasolina já é comercializada em torno de R$ 6,70 por litro, há o temor de que os preços ultrapassem a marca de R$ 7,00 nos postos, caso o cenário internacional se mantenha pressionado.

O diesel, principal insumo do transporte e das atividades agrícolas, também deve registrar alta, ampliando os custos logísticos e operacionais em toda a cadeia produtiva.

Lubrificantes em alta

Além dos combustíveis, o aumento no preço do petróleo impacta diretamente os lubrificantes e outros derivados petroquímicos. Fabricantes já relatam elevação nos custos de produção, o que tende a ser repassado ao mercado.

O encarecimento desses insumos afeta desde o transporte até a manutenção de máquinas e equipamentos, ampliando o impacto econômico.

Agro sob efeito

Principal motor da economia de Mato Grosso, o agronegócio está entre os setores mais expostos à alta dos combustíveis. O aumento no preço do diesel encarece operações como plantio, colheita e transporte da produção.

O cenário se soma a um momento já desafiador para o setor, que enfrenta custos elevados e queda nos preços internacionais de commodities agrícolas.

Com margens pressionadas, produtores podem reduzir investimentos e ajustar o ritmo de produção, o que tende a refletir na economia regional.

Efeito em cadeia atingirá consumidor

O aumento nos combustíveis tem impacto direto sobre o custo do frete, o que influencia os preços de alimentos e outros produtos essenciais. A tendência é de repasse gradual ao consumidor final, contribuindo para a elevação da inflação.

Organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional, já alertam que a continuidade do conflito pode provocar desaceleração econômica global, com efeitos sobre preços, produção e consumo.

Enquanto o cenário permanece incerto, o mercado acompanha os desdobramentos da guerra e seus impactos sobre o fornecimento de petróleo, fator determinante para a evolução dos preços nas próximas semanas.

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