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Saúde Pública

Tangará da Serra tem crescimento de 128% em 21 dias nos casos de arboviroses

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As chuvas persistentes tem provocado um aumento substancial na incidência dos casos de arboviroses em Tangará da Serra. Segundo boletins da Vigilância Epidemiológica do município, os casos de infecção pelo Aedes aegypti mais que dobraram nos últimos 21 dias – desde o último dia sete até a data atual -, chegando a um crescimento de 128% nas notificações.

Segundo boletim divulgado nesta sexta-feira (28) pela Vigilância Epidemiológica, os casos de dengue somam 266 desde 01 de janeiro, enquanto os de chikungunya chegam a 116, totalizando 382 casos de arboviroses. De acordo com o boletim do dia 07 desse mês, as arboviroses somavam 167 casos, sendo 101 de dengue e 66 de chikungunya. Ou seja, em Tangará da Serra, do dia 07/02 até hoje, 28, os casos de dengue aumentaram 163% e os de Chikungunya, 75%%. (Veja, na sequência, quadro com números e percentuais de aumento de casos)

Fonte: Vigilância Epidemiológica; Arte: Redação EB

Em Mato Grosso os casos de dengue aumentaram 61% e os de chikungunya, 45%, havendo 34,5% no aumento geral de casos de arboviroses.

O aumento nos casos de arboviroses liga um sinal de alerta para as autoridades sanitárias em Tangará da Serra. Ou seja, é preciso redobrar os cuidados e manter a vigilância quanto a possíveis focos de proliferação (locais e recipientes com água parada) do mosquito transmissor. (Veja, na sequência, gráfico com a progressão dos casos de arboviroses)

Gráfico: Redação EB

Contudo, apesar do aumento expressivo nos casos, Tangará da Serra ainda está bem abaixo do boom sofrido no ano passado. Em 2024, os casos de dengue, por exemplo, já somavam 2.407 na oitava semana epidemiológica do ano.

Ainda haverá mais um mês de chuvas em bom volume no estado. A partir de abril, com a diminuição das chuvas, a tendência é de diminuição considerável nos casos de arboviroses.

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Saúde Pública

Influenza: Baixa cobertura vacinal deixa cidade sob risco de surto; Município fará campanha

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A baixa cobertura vacinal contra a Influenza em Tangará da Serra acende um alerta para o risco de aumento da circulação do vírus e eventual surto da doença no município. O alerta é da Vigilância Epidemiológica, que destaca índices de vacinação muito abaixo da meta recomendada entre os grupos mais vulneráveis.

Entre os idosos, a cobertura vacinal alcança apenas 34,61%. Entre as crianças menores de seis anos, o índice é de 37,96%, enquanto entre as gestantes chega a 62,34%. (imagem abaixo)

“É preocupante. A campanha nacional de vacinação começou mais cedo este ano, mas as pessoas dos grupos de risco não estão procurando as vacinas conforme esperávamos”, afirma a coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município, Juliana Herrero. “A cobertura vacinal está muito baixa e isso coloca a população em risco”, acrescenta.

Segundo Juliana, a meta preconizada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é alcançar pelo menos 95% de cobertura entre os grupos prioritários, percentual considerado necessário para reduzir significativamente os casos graves, internações e mortes causadas pela doença.

Além do impacto direto sobre a saúde da população, a baixa adesão à vacinação aumenta a pressão sobre a rede hospitalar. Em todo o país, gestores da saúde têm alertado para a combinação preocupante entre o aumento das doenças respiratórias sazonais e a já elevada demanda por leitos decorrente de acidentes de trânsito e outras urgências, cenário que pode comprometer a capacidade de atendimento dos serviços de saúde. A vacinação é considerada a medida mais eficaz para evitar hospitalizações e reduzir a sobrecarga dos hospitais.

Com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal, a Secretaria Municipal de Saúde e a Vigilância Epidemiológica promoverão uma ação especial de vacinação durante o Arraiá da Serra, no próximo dia 12.

Além da campanha, a população pode procurar qualquer Unidade de Saúde da Família para receber a vacina contra a gripe. A imunização é realizada diariamente nos seguintes horários:

  • Pela manhã, das 8h às 10h30;
  • À tarde, das 13h30 às 16h30.

Preocupação nacional

A baixa cobertura vacinal está longe de ser uma preocupação exclusiva de Tangará da Serra. Em diversas regiões do país, autoridades sanitárias vêm reforçando os alertas para a necessidade de ampliar a vacinação antes do período de inverno, quando aumenta a circulação dos vírus respiratórios. O próprio Ministério da Saúde antecipou a campanha nacional deste ano diante do crescimento dos casos de doenças respiratórias e da circulação precoce da Influenza.

Menor índice de cobertura vacinal está no público idoso.

Na região Centro-Oeste, a cobertura vacinal está em torno de 42,24%. Nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul, a média gira em torno de 40,32%, números considerados insuficientes para garantir proteção coletiva. Em Tangará da Serra, a situação é ainda mais preocupante, com cobertura média de apenas 37,22%.

O cenário epidemiológico nacional também reforça a urgência da vacinação. Dados do Ministério da Saúde mostram que, até meados de março, o Brasil já havia registrado cerca de 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e aproximadamente 840 óbitos. A Influenza respondeu por 28,1% dos casos graves identificados.

Em análise mais recente da vigilância nacional, até a Semana Epidemiológica 11 de 2026, o país contabilizava 23.615 casos de SRAG e 1.001 mortes. Entre os óbitos com identificação viral, a Influenza foi responsável por 35% das ocorrências, superando outros vírus respiratórios monitorados. O Ministério da Saúde ressalta que a vacinação continua sendo a principal estratégia para prevenir complicações, hospitalizações e mortes causadas pela gripe.

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