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Infraestrutura & Logística

Tangará da Serra: Prefeitura projeta ligação de avenida ligando Centro ao Buritis/Bela Vista

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A extensão da Avenida Tancredo de Almeida Neves na direção do quadrante norte do perímetro urbano de Tangará da Serra (foto acima) está entre os projetos a serem executados pela prefeitura nos próximos meses.

A informação foi repassada pelo vice-prefeito Marcos Scolari em entrevista concedida à rádio Serra FM na manhã dessa terça-feira (02). A extensão da avenida, se confirmada, atenderá um antigo anseio da comunidade local, possibilitando a ligação da região do Buritis/Morada do sol com a área central da cidade.

Obra

A extensão representaria uma obra de pavimentação de aproximadamente 1,5 quilômetro, com necessidade de dois pontilhões, já que há dois córregos no trajeto – Araputanga e Mutum), com suas áreas de preservação. (Imagem abaixo)

A obra poderá conter até quatro bueiros celulares e incluirá, numa etapa anterior, estudo de vazão nos dois cursos d’água.

Para viabilizar a obra, o município contará com o apoio do governo do Estado. “Temos as portas abertas no governo e este bom diálogo favorecerá esta realização”, disse Marcos Scolari.

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Benefícios

A viabilização do prolongamento resultará no desenvolvimento daquela região da cidade, proporcionando o preenchimento do vazio urbano hoje existente entre as imediações da Vila Olímpica até os dois bairros Buritis e Bela Vista.

De acordo com o engenheiro e especialista em logística Silvio Tupinambá, a ligação favorecerá os moradores daquela localidade urbana com o encurtamento da distância para a área central da cidade, que hoje tem de ser percorrida ou pela Estrada 11, em conexão com MT-480 e Nilo Torres, ou pela avenida Zelino Lorenzetti, em direção à região do Tarumã.

Neste aspecto, segundo Tupinambá, o prolongamento seria opção de saída para quem está no centro, em direção à Linha 12, Deciolândia e anel viário. “Outras vantagens seriam o desafogo dos tráfegos nas avenidas Ismael José do Nascimento e Nilo Torres, a valorização imobiliária daquela região e, consequentemente, atração de investimentos”, disse o especialista.

Segundo informações obtidas pelo Enfoque Business junto à Secretaria Municipal de Infraestrutura, já há um projeto de ligação das localidades com a Tancredo Neves protocolado na prefeitura.

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Aeroporto de Tangará avança em obras e pode se tornar hub regional, diz Pivetta

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Governador defende ampliação da conectividade aérea e aponta perspectiva de voos regionais; obras de readequação do terminal devem ser concluídas em novembro

O Aeroporto Regional Joaquim Aderaldo de Souza (SWTS), de Tangará da Serra, passa por obras de readequação estrutural que, segundo o governador Otaviano Pivetta, poderão preparar a unidade para assumir uma função de maior alcance na aviação regional.

Ao responder, em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (10,09), sobre o futuro do aeroporto, Pivetta defendeu a transformação da unidade em referência logística, com oferta de voos para outras cidades. “A tendência é este aeroporto do município se transformar num hub regional”, afirmou.

Ao lado do prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson, o governador declarou que o Estado pretende atuar politicamente junto ao governo federal para ressaltar a importância econômica de Tangará da Serra e da região e ampliar a conectividade aérea. Pivetta disse acreditar que a cidade poderá ter voos regionais em breve, seguindo o exemplo de outras regiões de Mato Grosso.

Obras avançam no aeroporto

O Aeroporto Joaquim Aderaldo de Souza está passando por um conjunto de intervenções na infraestrutura. A pista, com 1.500 metros de extensão por 30 metros de largura, está sendo recapeada.

Também estão em execução obras na área de taxiway, no pátio de aeronaves, além de serviços de drenagem e sinalização.

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Segundo o engenheiro responsável pela execução, João Victor Carvalho, da Guaxe Construtora, a previsão é que os trabalhos sejam concluídos em novembro.

Recapeamento da pista está em fase final. Entrega do pacote de obras está prevista para novembro.

Os investimentos somam R$ 9,3 milhões, com recursos do Governo de Mato Grosso e contrapartida do município – que ampliou e regularizou a área da unidade aeroportuária.

Após a conclusão dessa etapa, o aeroporto deverá receber ainda obras de balizamento, previstas em outro contrato firmado pelo Governo do Estado.

Para Pivetta, o conjunto de intervenções deverá melhorar as condições de pouso e decolagem e preparar o aeroporto para receber aeronaves de maior porte utilizadas em operações regionais.

Aeroporto integra concessão de Brasília

Além das obras físicas, o futuro do aeroporto está relacionado ao novo modelo de concessão do Aeroporto Internacional de Brasília. As informações foram prestadas pelo prefeito Vander Masson, na mesma entrevista coletiva em que estava o governador.

“Tangará da Serra foi incluída, junto com outros nove aeroportos regionais, no processo de repactuação da concessão de Brasília, dentro do Programa AmpliAR”, disse o gestor municipal, acrescentando que o leilão está previsto para 17 de dezembro de 2026.

Governador Otaviano Pivetta vistoriou as obras, ao lado do prefeito Vander Masson e demais autoridades locais e estaduais.

O pacote inclui, além de Tangará, os aeroportos de Juína e Cáceres, em Mato Grosso; Alto Paraíso de Goiás, Barreiras, Bonito, Dourados, Ponta Grossa, Três Lagoas e São Miguel do Araguaia.

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A proposta prevê investimentos de aproximadamente R$ 857,8 milhões nos dez aeroportos regionais, destinados à expansão, manutenção e operação das unidades. O valor ainda poderá ser ajustado após uma etapa de diagnóstico inicial, que deverá avaliar as condições físicas e fundiárias de cada aeroporto.

No Aeroporto de Brasília, a previsão é de investimentos de aproximadamente R$ 1,2 bilhão, incluindo a construção de um novo terminal internacional.

Hub depende de infraestrutura e operação

A transformação do aeroporto de Tangará da Serra em um hub regional, portanto, envolve duas frentes distintas: a conclusão das obras de infraestrutura e a definição do modelo de operação que será adotado após a nova concessão.

A melhoria da pista, taxiway, pátio, drenagem, sinalização e, posteriormente, do balizamento amplia a capacidade física da unidade. A efetiva oferta de voos, por outro lado, dependerá da operação aeroportuária e da existência de demanda comercial que sustente novas rotas.

A perspectiva apresentada pelo governador coloca o aeroporto como uma das estruturas que poderão ampliar a integração de Tangará da Serra com outras regiões, especialmente em uma área de forte atividade econômica e circulação de empresas, produtores, investidores e prestadores de serviços.

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