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SINCOVATAN: A importância da filiação de uma empresa a um sindicato patronal

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Amparo, defesa dos interesses, representatividade, benefícios. Estas são algumas das vantagens para uma empresa vinculada a um sindicato patronal. Em Tangará da Serra, esse suporte é proporcionado pelo Sindicato do Comércio Varejista (SINCOVATAN), uma entidade patronal, que busca fortalecer o setor criando condições favoráveis para o funcionamento de toda a cadeia produtiva.

Presidida pela empresária Greici Mara da Cruz, o SINCOVATAN é uma entidade filiada à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio-MT), integrando o Sistema Comércio no estado de Mato Grosso. Toda essa estrutura no âmbito estadual é ligada à Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Greici: “Entidade assegura equilíbrio entre os direitos dos trabalhadores e a capacidade financeira das empresas”.

Atuação

Ao representar o setor varejista, o SINCOVATAN cuida dos interesses dos empresários e garante que as necessidades e preocupações das empresas sejam levadas em consideração. “A entidade assegura um equilíbrio entre os direitos dos trabalhadores e a capacidade financeira das empresas”, afirma a presidente Greici Mara da Cruz.

A entidade também negocia com os sindicatos dos trabalhadores (no caso de Tangará, o SECGETS – Sindicato dos Empregados no Comércio em Geral) nas negociações coletivas, como a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2025/2026, homologada no início desse ano.

Nesse instrumento (CCT), já estão negociados temas como reajuste salarial, benefícios, jornada de trabalho, horas extras, trabalhos em feriados, banco de horas, entre outros.

Estratégia

Luiz Carlos: “Filiação a um sindicato patronal não é só uma formalidade, é uma estratégia”.

Para o contador Luiz Carlos da Silva, de Tangará da Serra, a filiação a um sindicato patronal não é só uma formalidade, é uma estratégia de proteção, informação e força coletiva. “A filiação em um sindicato patronal significa que a empresa tem voz ativa nas negociações com os sindicatos dos trabalhadores e, assim, a empresa filiada pode influenciar essas pautas e até participar de assembleias e discussões”, explica.

Luiz acrescenta que “além do fortalecimento da categoria empresarial, o sindicato patronal pode influenciar políticas públicas, contribuir para redução de burocracias, além de intermediar incentivos fiscais e programas de apoio ao setor”.

Representatividade

A assessora jurídica da FECOMÉRCIO/MT, Luana Maria de Andrade, destaca a importância da filiação das empresas ao sindicato patronal.

Segundo ela, “a filiação ao sindicato é fundamental para garantir que as empresas da categoria estejam representadas nas negociações coletivas. Essa representatividade assegura melhores condições para o setor, além de proteção jurídica e institucional”.

Drª Luana: “Representatividade assegura melhores condições para o setor, além de proteção jurídica e institucional”.

Luana destaca que, como vantagem, as empresas filiadas têm acesso a uma série de benefícios exclusivos, como:

– Infraestrutura: Descontos na utilização de salas para reuniões e eventos;

– Saúde: Plano Unimed com tabela diferenciada e acesso à telemedicina (VID);

– Assessoria Jurídica: Consultoria trabalhista especializada por e-mail;

– Serviços e Tecnologia: Descontos em serviços como emissão de Certificado Digital e acesso à plataforma Fechat;

– Economia: Redução de até 20% na fatura de energia elétrica;

– Eficiência Tributária: Consultoria com foco em economia fiscal;

– Benefícios no Sesc e Senac: Descontos significativos em serviços e atividades como cursos, restaurantes, lazer e cultura.

Quanto à Contribuição Assistencial, a assessora ressalta que “é essencial para manutenção e fortalecimento do sistema sindical patronal, permitindo que entidades como a Fecomércio-MT continue atuando na defesa dos interesses das empresas, especialmente em negociações coletivas”.

Ainda segundo Drª Luana, a Contribuição Sindical viabiliza ações importantes, como acompanhamento, assessoramento e transmissão das Convenções Coletivas de Trabalho junto ao MTE, autorização de funcionamento em feriados, prestação de serviços e benefícios às empresas do setor. “Todas essas vantagens e benefícios promovem redução de custos, suporte técnico, melhoria na gestão empresarial e maior segurança jurídica para as empresas contribuintes”, conclui a advogada.

(Assessoria)

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Muito além da Exposerra: Sindicato Rural qualifica quase 3 mil trabalhadores

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Em ano sem a tradicional feira agropecuária, entidade amplia ações de capacitação em parceria com o SENAR-MT e reforça sua atuação permanente na representatividade do agronegócio local.

Quem associa o Sindicato Rural de Tangará da Serra apenas à realização da Exposição Agropecuária e Empresarial (Exposerra) talvez desconheça uma das frentes mais importantes desenvolvidas pela entidade ao longo do ano. Em 2026, quando a feira não integra o calendário de eventos por ocorrer em sistema bienal, a instituição concentra esforços em um dos maiores desafios enfrentados pelo agronegócio: a formação de mão de obra qualificada.

Portal de entrada do Parque de Exposições: Sindicato Rural de Tangará da Serra dará prioridade a defesa dos interesses da classe produtora.

Em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR-MT), o Sindicato Rural prevê realizar, ao longo deste ano, 357 treinamentos, beneficiando aproximadamente 3 mil trabalhadores rurais. Somente no primeiro semestre, foram promovidos 165 cursos, com a participação de 1.366 pessoas. Para o segundo semestre, a previsão é de mais 192 treinamentos, alcançando cerca de 1.600 participantes.

Para o presidente do Sindicato Rural, Rubens Jolando, esse trabalho representa uma das principais estratégias para enfrentar um problema que hoje afeta não apenas o campo, mas praticamente todos os setores da economia: a escassez de mão de obra qualificada.

“Os produtores enfrentam desafios severos em Tangará da Serra e em Mato Grosso para atrair e reter funcionários. A escassez e a baixa qualificação da mão de obra são, hoje, os maiores obstáculos encontrados no campo”, afirma.

Continuidade e fortalecimento institucional

Empossado neste ano para suceder Romeu Ciochetta, Rubens Jolando afirma que sua gestão dará continuidade ao trabalho desenvolvido pela diretoria anterior, mantendo como prioridade a defesa dos interesses dos produtores rurais e o fortalecimento da economia agropecuária regional.

Rubens Jolando (dir) dará continuidade ao trabalho desenvolvido por Ciochetta.

Segundo ele, o Sindicato atua por meio de uma diretoria colegiada formada por 18 associados, distribuídos nas comissões de Administração, Infraestrutura e Pecuária, modelo que permite dividir responsabilidades e ampliar a atuação institucional da entidade.

“O compromisso permanece o mesmo: defender os direitos e as expectativas dos nossos associados, fortalecendo a agricultura e a pecuária como pilares da economia regional”, destaca.

Um novo perfil de trabalhador

Se antes o trabalho rural era associado principalmente ao esforço físico, hoje o cenário é outro. A evolução tecnológica transformou profundamente o agronegócio, elevando a demanda por profissionais cada vez mais qualificados.

Automação, agricultura de precisão, conectividade no campo, inteligência de dados, mecanização agrícola, gestão da produção e comercialização figuram entre as áreas que concentram maior necessidade de profissionais especializados.

“Hoje, o conhecimento técnico é muito mais importante. Nos próximos anos, competências como alfabetização digital, análise de dados, sustentabilidade, gestão e liderança serão cada vez mais valorizadas”, observa Rubens.

Essa transformação também influencia diretamente a competitividade das propriedades rurais.

“Pessoas serão determinantes para o futuro do campo. Tecnologias como inteligência artificial, biotecnologia de precisão, plataformas integradas e sistemas autônomos ganharão cada vez mais espaço. Mas todo esse potencial só poderá ser aproveitado se houver profissionais preparados para utilizar essas ferramentas de forma eficiente.”

Capacitação como investimento

Os cursos oferecidos em parceria com o SENAR acompanham justamente essa transformação tecnológica.

Entre os treinamentos mais procurados estão operação e manutenção de máquinas agrícolas, pilotagem de drones, agricultura de precisão, segurança no trabalho, pecuária, agricultura e cursos voltados às Normas Regulamentadoras, como a NR-35, destinada ao trabalho em altura.

Operação e manutenção de máquinas agrícolas figura entre os cursos mais demandados.

Segundo Rubens, o objetivo é levar conhecimento diretamente às propriedades rurais, contribuindo para aumentar a produtividade, reduzir custos, ampliar o uso de tecnologias e melhorar a qualidade dos processos produtivos.

“O investimento em pessoas tornou-se tão importante quanto o investimento em máquinas e equipamentos. Trabalhadores qualificados significam maior produtividade, menor rotatividade, mais eficiência operacional e melhores condições para a expansão da atividade.”

Muito além da Exposerra

Embora a Exposerra seja a iniciativa mais conhecida do Sindicato Rural junto à comunidade, Rubens faz questão de destacar que a atuação da entidade vai muito além da realização da feira.

“A principal função do Sindicato é representar e defender os interesses dos associados. A realização de exposições, rodeios e eventos faz parte da nossa atuação institucional, mas não é nossa obrigação principal.”

Exposerra passa a ser realizada a cada dois anos. Próxima edição será em setembro de 2027.

Neste ano, sem a realização da Exposerra, o foco foi direcionado à ampliação das ações de capacitação e a outros projetos estratégicos desenvolvidos em parceria com instituições públicas.

Entre eles está o programa Regulariza Tangará, realizado em conjunto com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMEA) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), que presta apoio à regularização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) de pequenas propriedades. Até o momento, 360 cadastros já foram concluídos, e outros 180 estão em fase de elaboração.

Outra iniciativa é o incentivo ao cultivo de cacau em pequenas propriedades, desenvolvido em parceria com a EMPAER e a Secretaria Municipal de Agricultura, como alternativa para a diversificação da produção rural e a geração de renda.

Sede administrativa do Sindicato Rural de Tangará da Serra: atuação da entidade em várias frentes fortalece classe produtora.

Competitividade passa pela gestão

Apesar dos avanços, Rubens avalia que o agronegócio ainda enfrenta desafios estruturais importantes.

Além da qualificação profissional, ele cita a necessidade de ampliar a capacidade de armazenagem, melhorar a infraestrutura logística, facilitar o acesso ao crédito e consolidar grandes projetos de transporte, como ferrovias e hidrovias integradas ao sistema rodoviário.

Jolando (dir): Gestão eficiente será um diferencial cada vez mais decisivo para o produtor rural.

Ao mesmo tempo, ressalta que a gestão eficiente será um diferencial cada vez mais decisivo para o produtor rural.

“Em um cenário de margens mais apertadas e desafios climáticos, a propriedade precisa ser administrada como uma empresa. Investir em agricultura de precisão, Internet das Coisas e inteligência artificial deixou de ser diferencial e passou a ser requisito para manter a competitividade.”

Capacitação em números:

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