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Saúde em emergência e falhas recorrentes em serviços levam gestão a anunciar medidas

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Em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (16), o prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson (União), acompanhado de secretários municipais, prestou esclarecimentos sobre os problemas enfrentados pelo município nas áreas de saúde, coleta de lixo e infraestrutura urbana. (No topo, foto da coletiva)

O principal gargalo está na saúde pública, com aumento expressivo na demanda por atendimentos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em decorrência de um surto de Influenza “A” registrado no município.

Segundo Vander Masson (foto acima), a média diária varia entre 650 e 700 atendimentos de pacientes com sintomas gripais. A sobrecarga tem provocado demora nos atendimentos e impactado inclusive os estoques de medicamentos. Diante do cenário, o município decretou situação de emergência na saúde pública por 180 dias, autorizando medidas como contratação emergencial de profissionais, aquisição de insumos e locação de equipamentos e leitos na rede privada.

Surto de gripe gera entre 650 e 700 atendimentos diários na UPA de Tangará da Serra.

Entre as ações adotadas, está a ampliação do horário de atendimento até às 23h, de segunda a sexta-feira, no Posto Central, e até às 21h nas Unidades de Saúde da Família (USFs) dos bairros Cohab Tarumã e Jardim Presidente.

A implementação das medidas dependeu de autorização da Câmara Municipal para a contratação de médicos. Para isso, o Executivo encaminhou os projetos de lei nº 105 e 106, que tratam de contratações emergenciais e da abertura de crédito especial de R$ 2,45 milhões para custeio das ações. As propostas foram aprovadas em sessão extraordinária na última segunda-feira (13).

Também foi anunciada a ampliação dos leitos hospitalares contratados junto à rede privada, passando de 20 para 28 vagas disponíveis nos dois hospitais particulares do município.

Crise na coleta de lixo

As falhas recorrentes na coleta de lixo domiciliar têm gerado reclamações de moradores em diversos bairros. A empresa responsável pelo serviço enfrenta limitações técnicas, resultando em atrasos e acúmulo de resíduos em frente às residências, com potenciais riscos sanitários.

Empresa contrata tem cometido falhas na coleta de resíduos desde o início das suas operações no município.

De acordo com o prefeito, a empresa já foi notificada ao menos seis vezes e multada, com autos de infração que ultrapassam R$ 50 mil. Diante da situação, o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), responsável pelo contrato, instaurou procedimento administrativo que pode culminar na rescisão contratual.

Questionado sobre a capacidade técnica da empresa no processo licitatório, o diretor do Samae, Marcos Scolari (foto do topo), afirmou que todas as exigências legais foram cumpridas e que o certame priorizou o menor preço. No entanto, após o início das operações, a empresa apresentou falhas recorrentes. “Haverá medidas e, em breve, teremos a solução desses problemas”, declarou.

Problemas na infraestrutura

As dificuldades com empresas contratadas também se estendem às obras de infraestrutura urbana. No bairro Jardim Acapulco, intervenções que incluem a instalação de galerias de águas pluviais, rede de esgoto e pavimentação têm provocado transtornos aos moradores.

Moradores da Vila Goiás e Jardim Acapulco relatam transtornos com o atraso na reposição do asfalto.

Além de atrasos, a empresa responsável não realizou adequadamente a recomposição asfáltica após a instalação das redes. Diante da situação, o município suprimiu essa etapa do contrato e assumiu os serviços de forma emergencial.

As falhas já resultaram em notificações à empresa. Segundo o Executivo, os trabalhos seguem agora em ritmo de normalização, com previsão de conclusão durante o período de estiagem, quando as condições climáticas são mais favoráveis.

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Tangará da Serra

Secretário contesta ranking CLP e afirma que município é o menos endividado de MT

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O secretário municipal de Planejamento de Tangará da Serra, Adão Leite Filho, contestou o ranking do Centro de Liderança Pública (CLP) que posiciona o município na 12ª colocação entre os mais endividados do país.

A manifestação foi encaminhada à redação do Enfoque Business em resposta à matéria “Levantamento coloca Tangará da Serra entre os municípios mais endividados do Brasil”, publicada nesta terça-feira (6). Veja matéria no link a seguir:

Levantamento coloca Tangará da Serra entre os municípios mais endividados do Brasil

Na nota, o secretário afirma que o município não figura entre os mais endividados e que os próprios dados utilizados pelo CLP indicam situação de solvência.

Segundo ele, o conceito de endividamento adotado por instituições como o CLP considera a relação entre dívida e arrecadação, e não apenas a existência de obrigações financeiras. Conforme a explicação, operações de crédito recentes, como financiamentos para saneamento ou infraestrutura, entram no cálculo como Dívida Consolidada Bruta.

A matéria do Enfoque Business destacou que, de acordo com o Relatório de Gestão Fiscal (RGF) do segundo quadrimestre de 2025, a Dívida Consolidada Líquida (DCL) de Tangará da Serra é negativa, o que indica que as disponibilidades de caixa superam o volume das dívidas.

O secretário reforçou esse dado ao afirmar que a DCL negativa demonstra capacidade de pagamento imediato das obrigações financeiras.

Adão Leite Filho também declarou que Tangará da Serra é o município menos endividado de Mato Grosso, por apresentar liquidez financeira, e que a leitura isolada da posição no ranking pode levar a interpretações técnicas incorretas.

Adão Leite: “Tangará da Serra “é a menos endividada porque tem dinheiro sobrando (DCL negativa), mas aparece no ranking de endividamento porque possui operações de crédito ativas”.

Por fim, sustentou que a presença de Tangará da Serra no levantamento decorre do fato de o município possuir operações de crédito ativas, o que não ocorre em cidades de menor porte ou com restrições fiscais, e que isso não caracteriza situação de insolvência.

Nota da redação

A matéria publicada pelo Enfoque Business limita-se a reproduzir o ranking do Centro de Liderança Pública (CLP), responsável pelo indicador que posiciona Tangará da Serra entre os municípios com maior endividamento relativo do país.

Está claro: O Enfoque Business não criou o índice nem reinterpretou seus critérios.

A Dívida Consolidada Líquida negativa, citada na própria reportagem, indica solvência, mas não invalida a metodologia do CLP, que mede a proporção da dívida em relação à Receita Corrente Líquida. Assim, a divergência apresentada pelo secretário refere-se à metodologia do CLP, e não à conduta editorial da redação.

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