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Prefeitura de Tangará da Serra e Asfet discutem projeto de modernização da Feira do Centro

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A modernização da Feira do Produtor do Centro, em Tangará da Serra, foi tema de reunião nessa quarta (03) entre o prefeito Vander Masson e o presidente da Associação dos Feirantes e gestor do mercado público local, Valdeci Ferraz Aquino.

Em 2023, a estrutura da Feira do Centro completa 20 anos de inauguração. Ocorreu em 2003, no segundo mandato do prefeito Jayme Muraro. Desde então, houve apenas pequenas melhorias. “A Feira do Centro precisa ser modernizada para melhor atender os feirantes e, principalmente, o público consumidor”, disse Valdecir Ferraz Aquino.

O prefeito Vander Masson confirmou a necessidade de readequação da estrutura e citou a padronização dos boxes, reformas da rede elétrica e do sistema de abastecimento e distribuição de água, além de readequação dos banheiros, do sistema de esgotamento sanitário e um novo escritório para a administração do complexo. “É um patrimônio do município de Tangará da Serra, uma referência para Mato Grosso e estamos dando o ‘start’ para o projeto de uma ampla reforma daquela estrutura”, disse Vander.

Prefeito Vander Masson e presidente da Asfet, Valdeci Ferraz Aquino, trataram do assunto em reunião na manhã da última quarta-feira (03).

Ainda segundo o prefeito, o município aguarda a liberação de uma verba de convênio com o governo federal, oriunda de emenda parlamentar da ex-deputada federal Rosa Neide (PT), no valor de R$ 300 mil, para custear projetos de prevenção e combate de incêndios (Corpo de Bombeiros) e proteção contra descargas atmosféricas (PDA), ambos já licitados.

A Feira do Produtor do Centro é um imóvel que pertence ao município, com cessão de uso à Associação dos Feirantes de Tangará da Serra (Asfet). Ano passado, num processo liderado pelo próprio prefeito Vander Masson, o imóvel teve toda a sua documentação imobiliária regularizada, o que permite a celebração de convênios com verbas públicas para obras da estrutura através da própria Asfet.

Ainda na reunião, Vander Masson mobilizou as secretarias de Planejamento e de Agricultura para iniciar o processo. Por telefone, o gestor também conversou com o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, para contribuir com a elaboração do projeto. “Semana que vem teremos uma equipe técnica da AMM aqui para dar início aos levantamentos”, adiantou o gestor. “Com o projeto, poderemos levantar recursos para essa finalidade”, completou.

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Obra estratégica: FICO avança em etapa indígena para definir trecho final em Mato Grosso

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Plano elaborado com participação de comunidades Xavante foi protocolado na Funai em 3 de setembro; etapa é necessária para continuidade do licenciamento, mas não representa autorização automática para as obras

A implantação da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO) avançou em uma das etapas socioambientais necessárias à execução dos aproximadamente 80 quilômetros finais do empreendimento em Mato Grosso, trecho estratégico para a consolidação do corredor ferroviário destinado principalmente ao escoamento da produção agrícola.

Em 3 de setembro de 2026, a Infra S.A. protocolou, na sede da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), em Brasília, o Plano Básico Ambiental do Componente Indígena (PBA-CI) relacionado à Terra Indígena Marechal Rondon.

Elaborado com participação das comunidades Xavante, o documento passou por discussão e validação junto às aldeias envolvidas.

O protocolo representa avanço no processo de licenciamento, mas não significa que os cerca de 80 quilômetros estejam automaticamente liberados para as obras. O plano ainda será analisado pelos órgãos responsáveis, e a execução dependerá do cumprimento das exigências socioambientais e das demais autorizações necessárias.

O PBA-CI estabelece medidas para prevenir, reduzir, controlar ou compensar impactos que a implantação e a futura operação da ferrovia possam provocar sobre as comunidades indígenas na área de influência do empreendimento. Entre as ações previstas nesse tipo de planejamento estão proteção territorial, acompanhamento ambiental, comunicação com as comunidades, preservação cultural e mitigação dos impactos da infraestrutura.

No caso da FICO, a etapa é relevante porque interfere diretamente na continuidade do trecho ferroviário em território mato-grossense.

Corredor logístico

A ferrovia é considerada uma das principais obras estruturantes para alterar a matriz logística de Mato Grosso. O projeto cria uma alternativa para o transporte da produção, reduzindo a dependência das rodovias e permitindo o deslocamento, por ferrovia, de grandes volumes de soja, milho, algodão e outros produtos.

A FICO integra um planejamento ferroviário mais amplo e deverá conectar áreas produtoras do Estado a outros corredores nacionais. A primeira etapa liga Mara Rosa (GO) a Água Boa (MT), estabelecendo conexão com a Ferrovia Norte-Sul. A expansão em direção ao interior mato-grossense é considerada estratégica para aproximar a malha ferroviária das grandes regiões produtoras.

De Mara Rosa, a Fico rumará para Mato Grosso, em um trajeto de 383 km, até chegar ao município de Água Boa.

A chegada da ferrovia também poderá produzir efeitos além do agronegócio. A implantação de terminais, pátios logísticos e estruturas de apoio tende a estimular a instalação de empresas, gerar empregos e atrair investimentos nos municípios situados no corredor.

Outro impacto esperado é a redução do custo logístico. Mato Grosso produz dezenas de milhões de toneladas de grãos por ano, mas grande parte ainda percorre centenas ou milhares de quilômetros por rodovias até alcançar terminais ferroviários, hidroviários ou portos.

A expansão da malha ferroviária poderá retirar parte desse volume das estradas nas viagens de longa distância, deixando ao transporte rodoviário papel maior na ligação entre propriedades, armazéns e terminais.

Próximas etapas

Apesar do avanço de 3 de setembro, ainda há questões a serem definidas antes que o segmento possa ser considerado efetivamente destravado.

Entre elas estão o custo das medidas previstas no PBA-CI e a definição dos responsáveis por cada despesa. Também será necessário acompanhar o prazo de análise da Funai, eventuais pedidos de complementação e as condicionantes que poderão ser estabelecidas para a continuidade do licenciamento.

O cronograma também é uma questão de interesse econômico. Eventuais atrasos nas autorizações ambientais e indígenas podem interferir no prazo de execução da ferrovia e, consequentemente, no momento em que a infraestrutura estará disponível para atender à produção mato-grossense.

Por isso, a análise da Funai será um próximo passo decisivo. O protocolo realizado pela Infra S.A. representa uma etapa formal importante e demonstra avanço nas tratativas com as comunidades Xavante, mas a liberação efetiva das obras dependerá das manifestações dos órgãos competentes.

Para Mato Grosso, o processo envolve uma infraestrutura com potencial para alterar profundamente a logística estadual. Os cerca de 80 quilômetros ainda dependentes dessa etapa socioambiental representam uma parcela limitada da extensão do empreendimento, mas são decisivos para a continuidade de um projeto ferroviário considerado estratégico para o futuro econômico do Estado.

(Com informações de ABIFER/Assessoria)

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