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Momento Agrícola

Plano Safra, negócios com o Vetnã, notícias comentadas e entrevistas são os destaques

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Principal fato relacionado ao Agro na semana, o anúncio do Plano Safra 2025/2026 figura logo no início do Momento Agrícola. Notícias comentadas da semana também são destaques na primeira parte do programa, assim como as entrevistas do segundo ao quarto blocos

De autoria do produtor rural, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, o Momento Agrícola é um programa veiculado aos sábados pela rede de rádios do Agro e repercutido em forma de notícias e com podcast Soundcloud pelo Enfoque Business, também aos finais de semana.

Plano Safra

O anúncio do Plano Safra 2025/2026 realizado pelo governo federal nos últimos dias 30 e 1º é o assunto de abertura do Momento Agrícola deste sábado (05.07).

Ricardo Arioli é autor e apresentador do Momento Agrícola.

O pacote que financiará a produção na próxima temporada saiu em duas etapas, sendo a primeira no dia 30 de junho, para a agricultura familiar, de R$ 89,2 bilhões para políticas de crédito rural, contas públicas, seguro rural, assistência técnica e garantia de preço mínimo, entre outras. Para os familiares, os financiamentos via Pronaf disponibilizarão R$ 78,2 bilhões com taxas de jutos de 3% quando a produção for de alimentos. Se a produção for orgânica ou agroecológica, os juros caem para 2%.

Leia mais:  Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

Para a agricultura de médio e grande porte foram anunciados, dia 01 de julho, R$ 516,2 bilhões. Desse valor, R$ 414,7 bilhões serão destinados para custeio e R$ 101,5 bilhões para investimentos. Para estas faixas, os juros passaram de 8% para 10% para os médios e de 12% para 14% para os demais.

Ricardo Arioli comenta o Plano Safra ponto a ponto e faz uma avaliação precisa, do ponto de vista do Agro. Um destaque é o encarecimento dos juros para os médios e grandes. A taxação das LCAs integram a abordagem.

Outras

O Momento Agrícola traz outras abordagens em forma de notícias comentadas. Numa delas, no primeiro bloco, o programa destaca que o Vietnã habilitou oficialmente o mercado para a carne bovina brasileira desde 28 de março de 2025, marcando o fim de um embargo que durava desde 2017 após a Operação “Carne Fraca”. A planta habilitada é da JBS, e fica no estado de Goiás.

Além das notícias comentadas, o Momento Agrícola traz os blocos com entrevistas, com os temas “Os Sistemas Agro-Florestais de Tomé-Açu”, com Alberto Oppata; “Os Produtores e a COP 30”, com Nélson Ananias, da CNA; e “As riquezas da Ilha de Marajó”, com Hildegardo Nunes.

Leia mais:  Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

Para ouvir o Momento Agrícola deste sábado na íntegra, clique no podcast abaixo.

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Momento Agrícola

Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

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O produtor rural brasileiro enfrenta um momento delicado e vivenciou uma semana de decisões difíceis. O custo do dinheiro, o endividamento e a demora na renegociação de dívidas limitam o acesso ao Plano Safra justamente no período em que é preciso financiar a implantação das lavouras. Ao mesmo tempo, o mercado da carne passa por uma mudança de configuração: União Europeia e China perdem espaço relativo, enquanto os Estados Unidos aparecem como novo destino estratégico.

Na avaliação do consultor, engenheiro agrônomo e produtor rural Ricardo Arioli, em seu programa de rádio semanal “Momento Agrícola”, a dificuldade não está apenas no volume de recursos anunciado, mas na capacidade de o produtor acessar o crédito em tempo hábil. A burocracia, as exigências bancárias e o passivo acumulado reduzem a margem de manobra de quem precisa comprar insumos, reorganizar o fluxo de caixa e decidir quanto plantar.

A renegociação das dívidas é, hoje, um dos temas centrais do setor produtivo. Sem condições claras e operacionais para repactuar débitos, produtores permanecem com restrições que dificultam novos financiamentos. O risco é que a falta de capital provoque cortes na adubação, reduza investimentos em tecnologia e comprometa a produtividade da próxima safra. O calendário agrícola, porém, não acompanha a velocidade das negociações financeiras.

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Na pecuária, a entrada dos Estados Unidos entre os mercados relevantes da carne brasileira amplia as alternativas comerciais. A diversificação pode reduzir a dependência de poucos compradores e abrir espaço para novas estratégias de exportação, mas também exige atenção a requisitos sanitários, qualidade, logística e regularidade de fornecimento. A mudança de destinos ocorre em um ambiente de disputa internacional e de consumidores mais exigentes.

Feijões e pulses

Lavoura com feijão-mungo verde em Tangará da Serra: Mais de 90% da produção é exportada.

No segundo bloco do Momento Agrícola deste sábado, Marcelo Luders, do IBRAFE, destaca as oportunidades de mercado para feijões e pulses — grupo que inclui leguminosas como lentilhas, grão-de-bico e ervilhas. Para aproveitar esse potencial, o setor precisa de informação confiável para orientar decisões de plantio, comercialização e investimento. A proposta de uma campanha para ampliar o consumo interno aparece como caminho para fortalecer a demanda e reduzir a exposição do produtor às oscilações externas.

Biodiesel estratégico

Na sequência, Jerônimo Gorgen, presidente da Aprobio, trata da qualidade do biodiesel e dos efeitos de uma eventual ampliação da mistura ao diesel. O aumento do uso pode criar mercado para matérias-primas agrícolas, contribuir para a redução de emissões e fortalecer a renda dos produtores. A expansão, entretanto, depende de qualidade constante, controle técnico e segurança para toda a cadeia de produção e distribuição.

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Plantio de soja

No último bloco, o professor Rogério Coimbra, especialista em sementes da Universidade Federal de Mato Grosso, chama atenção para ações básicas que determinam o resultado do plantio de soja. A escolha de sementes adequadas, o planejamento da operação, a qualidade da implantação e o cuidado com as condições do solo são decisões que não podem ser tratadas como detalhes. A produtividade começa antes da semeadura e depende da execução correta de cada etapa.

Em conjunto, os quatro blocos mostram um setor pressionado no curto prazo, mas com oportunidades em novos mercados, na bioenergia, nas pulses e na eficiência do plantio. Para o produtor, a prioridade é proteger o caixa, buscar informação e concentrar recursos nas decisões capazes de preservar produtividade e renda.

Ouça o Momento Agrícola na íntegra:

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