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Pedágio nas quatro praças do trecho Jangada/Itanorte é reajustado para R$ 10,90

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A Via Brasil reajustou as tarifas das quatro praças de pedágio do trecho sob concessão da rodovia estadual MT-246, desde a localidade de Itanorte, no alto da Serra dos Parecis, até o acesso a Jangada, antes do entroncamento com a BR-264. O trajeto inclui as cidades de Tangará da Serra, Nova Olímpia e Barra do Bugres.

O novo valor da tarifa básica vigora desde a última quinta-feira (28.08), e passou de R$ 10,40 para R$ 10,90. (Veja tabela na sequência)

O reajuste foi confirmado na 9ª Sessão Regulatória, realizada no dia 26/08/2025. Na oportunidade, a Diretoria Executiva Colegiada da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (AGER) aprovou o novo valor de tarifa de pedágio, conforme ata publicada nas página 72 da Edição n°. 29.061 do Diário Oficial do Estado de Mato Grosso.

Segundo a Via Brasil, o percentual de reajuste aplicado foi inferior à variação do IPCA para o mesmo período, que é o indicador oficial utilizado como parâmetro de avaliação no processo. “O cálculo do valor reajustado da tarifa foi realizado conforme previsto no Contrato de Concessão, validado por empresa independente que avalia os serviços prestados pela Concessionária e, posteriormente, confirmado pela AGER”, diz a concessionária, em nota.

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Economia & Mercado

Guerra segue e mercado deverá reagir com forte alta nos combustíveis e lubrificantes

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A guerra no Oriente Médio segue com reflexos diretos no mercado internacional de petróleo com tendência de forte aumento nos preços dos combustíveis e lubrificantes no Brasil. Nesta quinta-feira, o barril do petróleo tipo Brent crude oil atingiu a marca de US$ 120, em meio ao aumento das tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto da produção mundial.

Analistas de mercado e instituições financeiras apontam que, em caso de prolongamento do conflito ou interrupção no fluxo da commodity, os preços podem subir ainda mais, elevando o custo global da energia e pressionando cadeias produtivas em diversos países.

No Brasil, os efeitos tendem a ser sentidos de forma gradual, mas inevitável. A política de preços praticada pela Petrobras acompanha as cotações internacionais, o que deve resultar em repasses ao consumidor nas próximas semanas.

Em Mato Grosso, onde a gasolina já é comercializada em torno de R$ 6,70 por litro, há o temor de que os preços ultrapassem a marca de R$ 7,00 nos postos, caso o cenário internacional se mantenha pressionado.

O diesel, principal insumo do transporte e das atividades agrícolas, também deve registrar alta, ampliando os custos logísticos e operacionais em toda a cadeia produtiva.

Lubrificantes em alta

Além dos combustíveis, o aumento no preço do petróleo impacta diretamente os lubrificantes e outros derivados petroquímicos. Fabricantes já relatam elevação nos custos de produção, o que tende a ser repassado ao mercado.

O encarecimento desses insumos afeta desde o transporte até a manutenção de máquinas e equipamentos, ampliando o impacto econômico.

Agro sob efeito

Principal motor da economia de Mato Grosso, o agronegócio está entre os setores mais expostos à alta dos combustíveis. O aumento no preço do diesel encarece operações como plantio, colheita e transporte da produção.

O cenário se soma a um momento já desafiador para o setor, que enfrenta custos elevados e queda nos preços internacionais de commodities agrícolas.

Com margens pressionadas, produtores podem reduzir investimentos e ajustar o ritmo de produção, o que tende a refletir na economia regional.

Efeito em cadeia atingirá consumidor

O aumento nos combustíveis tem impacto direto sobre o custo do frete, o que influencia os preços de alimentos e outros produtos essenciais. A tendência é de repasse gradual ao consumidor final, contribuindo para a elevação da inflação.

Organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional, já alertam que a continuidade do conflito pode provocar desaceleração econômica global, com efeitos sobre preços, produção e consumo.

Enquanto o cenário permanece incerto, o mercado acompanha os desdobramentos da guerra e seus impactos sobre o fornecimento de petróleo, fator determinante para a evolução dos preços nas próximas semanas.

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