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Nova sede de creche na Vila Horizonte terá investimentos de quase R$ 6,3 milhões

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O prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson, assinou na última segunda-feira (17/02) a ordem de serviço para a construção da nova sede do Centro Municipal de Ensino Infantil Irmã Maris Stella, no bairro Vila Horizonte. O investimento tem o objetivo de atender à crescente demanda por vagas na educação infantil e proporcionar melhor qualidade de ensino e de trabalho para os servidores da educação.

De acordo com o secretário de Educação do município, Vagner Constantino, o projeto amplia a extensão da escola de 714m² para 1.826m² de construção ampliadas no espaço da praça da Vila Horizonte. A capacidade será para a atender aproximadamente 450 crianças. A nova sede contempla novas salas de aula, almoxarifado, uma nova cozinha, refeitório e ampliação das salas de servidores como sala dos professores, direção e coordenação. O investimento total na obra é de R$6.279.000,00.

Vagner destacou que a obra é a segunda da educação infantil lançada nos primeiros 50 dias da segunda gestão Vander Masson. “É um avanço, mais uma etapa do projeto de ampliação, de melhoria, de construção de obras novas para a educação”, declarou o secretário.

Ordem de Serviço foi assinada na última segunda-feira pelo prefeito Vander Masson e pelo secretário Vagner Constantino (dir).

Corroborando a fala de Constantino, o chefe do Executivo, Vander Masson, observa que ofertar uma escola nova e mais ampla é ofertar uma melhor educação, mais vagas para a população, melhores condições de trabalho para a equipe e qualidade de vida para a comunidade. “Essa obra vai proporcionar aos moradores da região um salto de qualidade no âmbito da educação”, disse o gestor.

O vice-prefeito, Eduardo Sanches, também comentou a alegria deste projeto. “Essa construção representa um compromisso da gestão com a educação das nossas crianças”, ressaltou.

Por fim, a gestora do CMEI Irmã Maris Stella, Margarete Becker, afirmou que a nova sede é um anseio de muitos anos, que a princípio seria reforma e ampliação. “Nosso espaço era muito pequeno, a gente precisa de uma sala digna de professores, nosso banheiro é para 39 servidores e as salas de aulas são muito pequenas, mas esse projeto vai trazer para a gente uma escola linda e adequada para trabalhar”, projetou.

(Redação EB, com Assessoria)

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Obra estratégica: FICO avança em etapa indígena para definir trecho final em Mato Grosso

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Plano elaborado com participação de comunidades Xavante foi protocolado na Funai em 3 de setembro; etapa é necessária para continuidade do licenciamento, mas não representa autorização automática para as obras

A implantação da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO) avançou em uma das etapas socioambientais necessárias à execução dos aproximadamente 80 quilômetros finais do empreendimento em Mato Grosso, trecho estratégico para a consolidação do corredor ferroviário destinado principalmente ao escoamento da produção agrícola.

Em 3 de setembro de 2026, a Infra S.A. protocolou, na sede da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), em Brasília, o Plano Básico Ambiental do Componente Indígena (PBA-CI) relacionado à Terra Indígena Marechal Rondon.

Elaborado com participação das comunidades Xavante, o documento passou por discussão e validação junto às aldeias envolvidas.

O protocolo representa avanço no processo de licenciamento, mas não significa que os cerca de 80 quilômetros estejam automaticamente liberados para as obras. O plano ainda será analisado pelos órgãos responsáveis, e a execução dependerá do cumprimento das exigências socioambientais e das demais autorizações necessárias.

O PBA-CI estabelece medidas para prevenir, reduzir, controlar ou compensar impactos que a implantação e a futura operação da ferrovia possam provocar sobre as comunidades indígenas na área de influência do empreendimento. Entre as ações previstas nesse tipo de planejamento estão proteção territorial, acompanhamento ambiental, comunicação com as comunidades, preservação cultural e mitigação dos impactos da infraestrutura.

No caso da FICO, a etapa é relevante porque interfere diretamente na continuidade do trecho ferroviário em território mato-grossense.

Corredor logístico

A ferrovia é considerada uma das principais obras estruturantes para alterar a matriz logística de Mato Grosso. O projeto cria uma alternativa para o transporte da produção, reduzindo a dependência das rodovias e permitindo o deslocamento, por ferrovia, de grandes volumes de soja, milho, algodão e outros produtos.

A FICO integra um planejamento ferroviário mais amplo e deverá conectar áreas produtoras do Estado a outros corredores nacionais. A primeira etapa liga Mara Rosa (GO) a Água Boa (MT), estabelecendo conexão com a Ferrovia Norte-Sul. A expansão em direção ao interior mato-grossense é considerada estratégica para aproximar a malha ferroviária das grandes regiões produtoras.

De Mara Rosa, a Fico rumará para Mato Grosso, em um trajeto de 383 km, até chegar ao município de Água Boa.

A chegada da ferrovia também poderá produzir efeitos além do agronegócio. A implantação de terminais, pátios logísticos e estruturas de apoio tende a estimular a instalação de empresas, gerar empregos e atrair investimentos nos municípios situados no corredor.

Outro impacto esperado é a redução do custo logístico. Mato Grosso produz dezenas de milhões de toneladas de grãos por ano, mas grande parte ainda percorre centenas ou milhares de quilômetros por rodovias até alcançar terminais ferroviários, hidroviários ou portos.

A expansão da malha ferroviária poderá retirar parte desse volume das estradas nas viagens de longa distância, deixando ao transporte rodoviário papel maior na ligação entre propriedades, armazéns e terminais.

Próximas etapas

Apesar do avanço de 3 de setembro, ainda há questões a serem definidas antes que o segmento possa ser considerado efetivamente destravado.

Entre elas estão o custo das medidas previstas no PBA-CI e a definição dos responsáveis por cada despesa. Também será necessário acompanhar o prazo de análise da Funai, eventuais pedidos de complementação e as condicionantes que poderão ser estabelecidas para a continuidade do licenciamento.

O cronograma também é uma questão de interesse econômico. Eventuais atrasos nas autorizações ambientais e indígenas podem interferir no prazo de execução da ferrovia e, consequentemente, no momento em que a infraestrutura estará disponível para atender à produção mato-grossense.

Por isso, a análise da Funai será um próximo passo decisivo. O protocolo realizado pela Infra S.A. representa uma etapa formal importante e demonstra avanço nas tratativas com as comunidades Xavante, mas a liberação efetiva das obras dependerá das manifestações dos órgãos competentes.

Para Mato Grosso, o processo envolve uma infraestrutura com potencial para alterar profundamente a logística estadual. Os cerca de 80 quilômetros ainda dependentes dessa etapa socioambiental representam uma parcela limitada da extensão do empreendimento, mas são decisivos para a continuidade de um projeto ferroviário considerado estratégico para o futuro econômico do Estado.

(Com informações de ABIFER/Assessoria)

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