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Circuito Rural

Medidas de China e Rússia afetam o agro; ciclo da soja encerrado entre recordes e desafios

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O mercado internacional sente os efeitos da suspensão temporária das exportações de fertilizantes nitrogenados pela China e pela Rússia. A medida, associada a instabilidades geopolíticas, atinge o agronegócio, com impacto direto no Brasil, que depende majoritariamente da importação desses insumos.

O tema é abordado na coluna semanal do jornalista Olmir Cividini, de Tangará da Serra.

Suspensão

China e Rússia anunciaram, em março de 2026, restrições e suspensões temporárias nas exportações de fertilizantes nitrogenados. O objetivo é garantir o abastecimento interno e conter a alta de preços durante os períodos de plantio. As medidas envolvem dois dos principais fornecedores globais e ampliam o risco de desabastecimento, além de pressionar os custos de produção agrícola, especialmente no Brasil.

  • Rússia: suspendeu as exportações de nitrato de amônio por um mês, até 21 de abril de 2026, priorizando o plantio de primavera. A medida atinge parcela relevante do comércio global do produto.
  • China: restringiu exportações de ureia, fertilizantes fosfatados (DAP e MAP) e parte dos NPK, com controle previsto até agosto de 2026. A ação busca estabilizar preços internos e garantir segurança alimentar.
  • Impacto global: a redução da oferta elevou os preços, com registros de aumento de até 40% na ureia, em patamares próximos aos observados durante a crise energética de 2022.
  • Brasil: a dependência de importações amplia o risco de desabastecimento e pressiona os custos no campo.
  • Fatores adicionais: aumento da demanda global e incertezas logísticas, incluindo restrições no Estreito de Ormuz, contribuem para o cenário.

Ciclo da soja encerrado

A coluna também aborda o ciclo da soja 2025/26 em Mato Grosso, encerrado com produção recorde, mas com dificuldades operacionais e pressão sobre a rentabilidade.

A colheita alcançou volumes históricos, porém o fim do ciclo foi marcado por chuvas intensas em algumas regiões, o que afetou a logística e elevou os custos.

Destaques da safra 2025/26 em Mato Grosso:

  • Produção: dados revisados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) indicam colheita de 51,56 milhões de toneladas, o maior volume já registrado no estado.
  • Área: Mato Grosso superou 3 milhões de hectares cultivados, mantendo a liderança nacional e participação superior a 30% da produção brasileira.
  • Chuvas: precipitações intensas no fim da colheita, principalmente no sudeste do estado, danificaram estradas e dificultaram o escoamento.
  • Custos: despesas com diesel e fertilizantes seguem elevadas, reduzindo as margens dos produtores em um cenário de preços ajustados.
  • Sanidade: registros de podridão de vagens na região médio-norte provocaram perdas localizadas.

Cronograma

O calendário agrícola mantém o plantio da soja em Mato Grosso até o início de janeiro, enquanto o vazio sanitário se estende até meados de setembro, período que antecede o próximo ciclo.

Na sequência, a íntegra da coluna de Olmir Cividini.

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Circuito Rural

Famato: Ampliações de áreas protegidas sem debate gera insegurança jurídica e territorial

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A coluna Circuito Rural desta sexta-feira (27) aborda o anúncio da ampliação do Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense e da Estação Ecológica de Taiamã, feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no domingo (22).

O anúncio ocorreu durante a 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS), realizada em Campo Grande (MS). Além das ampliações, foi anunciada a criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas, em Minas Gerais. As três áreas somam mais de 148 mil hectares.

Insegurança jurídica e territorial

A medida provocou reação de entidades, que apontam ausência de debate com organizações do setor. Em Mato Grosso, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso manifestou posicionamento contrário aos Decretos Federais nº 12.886/2026 e nº 12.887/2026, que tratam da ampliação das unidades de conservação.

Segundo a entidade, a ampliação de áreas protegidas no bioma exige análise técnica, diálogo institucional e avaliação dos impactos sobre o território, a atividade produtiva e o desenvolvimento regional. A federação cita preocupações relacionadas a desapropriações, indenizações, logística e efeitos sobre populações e setores econômicos ligados ao Pantanal.

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso também defende que o debate considere estudos técnicos e a realidade regional. Nesse contexto, menciona o papel da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária na produção de conhecimento sobre o bioma e aponta a necessidade de conciliar a preservação ambiental com iniciativas estratégicas, como a implantação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres.

O Circuito Rural é assinado pelo jornalista Olimir Cividini, de Tangará da Serra. Para ouvir a íntegra, acesse o conteúdo disponibilizado pela coluna.

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