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Gilberto Cattani compara mulheres com vacas ao justificar criação de frente contra o aborto

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É fácil medir a qualidade e o nível intelectual dos políticos brasileiros. Basta ouvi-los falar.

Um exemplo clássico dessa medida foi testemunhado durante o ato de instalação, essa semana, da Frente Parlamentar de Combate ao Aborto, denominada “Pró-Vida”, pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso instalou.

O objetivo da iniciativa seria discutir políticas públicas sobre o tema, e garantir apoio emocional a mulheres que tenham uma gravidez indesejada ou não planejada.

Além da Frente ser composta apenas por homens, outro fato gerou polêmica durante a cerimônia de instalação. O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) comparou a gestação de mulheres com a de vacas, associando fetos de filhotes a bebês.

“Quando a minha vaca… ela, ela entra no cio, né… tá no período fértil, e o toro cobre a minha vaca (…), então ela tá prenha… isso é natural (…) pergunta pra qualquer pessoa, o que tem na barriga da minha vaca? Se você pedir pra essas feministas ou pra essas pessoas que defendem o assassinato de bebês, no ventre da sua mãe, eles vão dizer que lá tem um feto, não é um bezerro…”, disse. (Ouça o áudio de Cattani abaixo)

A Frente Parlamentar contra o aborto é formada pelos deputados Claudio Ferreira, do PTB, que é o coordenador, Faissal Calil, do Cidadania, Elizeu Nascimento e Gilberto Cattani, ambos do PL, Júlio Campos, do União Brasil, e o suplente Alex Sandro, do Republicanos.

No Brasil, o aborto legal é um procedimento autorizado pela legislação somente em três casos: a gravidez decorrente de estupro, risco à vida da mulher e anencefalia do feto, ou seja, que não possui cérebro.

(Redação EB, com Sapicuá Rádio News)

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PJC cumpre mandados para apurar esquema de corrupção em hospital de Campo Novo

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Investigações iniciaram após denúncia de oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI ligada ao atendimento prestado pela unidade hospitalar

A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (26) a Operação Silêncio Comprado para cumprir 20 ordens judiciais relacionadas a um suposto esquema de corrupção envolvendo a gestão do Hospital Municipal Euclides Horst, em Campo Novo do Parecis.

As medidas, expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo de Tangará da Serra, incluem mandados de busca e apreensão, sequestro de bens, bloqueio de valores, medidas cautelares diversas da prisão e quebras de sigilo telefônico e telemático.

Os mandados são cumpridos em Campo Novo do Parecis, Arenápolis e nas cidades paulistas de Barueri e Cotia. O objetivo é reunir provas, dimensionar a extensão dos fatos investigados e preservar recursos públicos.

As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e apuram suposta tentativa de interferência nos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) nº 01/2025, instaurada para investigar possíveis irregularidades na gestão do Hospital Municipal Euclides Horst.

Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início após denúncia encaminhada pelo Ministério Público sobre suposta oferta de vantagem indevida para influenciar integrantes da CPI, além de indícios de irregularidades na execução de contratos de gestão da unidade hospitalar.

Entre os fatos apurados estão suspeitas de pagamentos por serviços não prestados, emissão de notas fiscais fraudulentas ou ideologicamente falsas, movimentação irregular de recursos públicos e possível desvio de valores ligados à administração do hospital.

De acordo com a Deccor, os elementos reunidos até o momento apontam, em tese, para a prática de crimes contra a administração pública, especialmente corrupção ativa, sem prejuízo da apuração de outros delitos no decorrer das investigações.

A operação contou com apoio da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), das delegacias de Arenápolis e Campo Novo do Parecis, além da Polícia Civil de São Paulo.

O nome da operação, Silêncio Comprado, faz referência à denúncia de suposta oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI, fato que originou a investigação.

A ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, por meio da Operação Pharus, voltada ao combate de grupos criminosos no estado.

(Assessoria PJC-MT)

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