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Futuro verde: Florestas de eucalipto são alternativa de investimentos com margem garantida

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A atividade florestal vem ganhando um espaço cada vez mais notável na economia brasileira. Segundo o relatório anual de 2023 da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), o setor florestal brasileiro gerou uma receita bruta de R$ 260 bilhões em 2022, valor 6,3% maior em relação ao ano anterior, representando 1,3% do Produto Interno Bruto nacional.

Os produtos são os mais diversos. Para a região Sudoeste de Mato Grosso, as florestas plantadas – em especial de eucalipto – rendem produtos que suplementam o setor produtivo, como lenha, biomassa (cavaco), pisos, aberturas, painéis, palanques e madeira em toras para serraria. Em outras regiões – como no Mato Grosso do Sul, São Paulo, Espírito Santo e Paraná, os produtos integram uma cadeia mais complexa, que inclui desde subprodutos para uso na própria floresta até atividades industriais para celulose e papel.

Sede da Liptosflora, no Anel Viário, em Tangará da Serra: Pioneirismo numa atividade verticalizada, com tecnologia e qualidade em projetos florestais.

A Liptosflora é uma tradicional empresa do ramo em Tangará da Serra (Assista ao vídeo, ao final do texto). Verticaliza a sua atividade desde a produção de mudas clonais e seminais de eucalipto, planejamento, implantação, manejo para diversos fins, manutenção, colheita, transporte, tratamento em auto clave, comercialização, processamento de madeira para cavaco, comercialização e transporte.

Setor mantém uma estabilidade na região e se prepara para vivenciar uma fase de desenvolvimento.

Segundo o diretor-proprietário da empresa, Valdir Soares de Andrade, a atividade mantém uma estabilidade na região e se prepara para vivenciar uma fase de desenvolvimento com a  implantação de novas usinas de Etanol e com as melhorias de logística, através da implantação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres, da pavimentação de estradas e, a médio-longo prazo, do início das operações da Hidrovia do Rio Paraguai. “É um setor que agrega na atividade rural e que em breve representará grandes oportunidades de investimentos não só para o produtor rural, mas também para quem deseja diversificar seus investimentos”, diz Andrade.

Valdir Andrade, diretor da Liptosflora: “Setor agrega na atividade rural e em breve representará grandes oportunidades”.

O diretor da Liptosflora relata que incrementou seu viveiro, ampliando sua capacidade para dois milhões de mudas por ciclo, o que representa uma grande diferença na qualidade da floresta implantada pela empresa com a produção própria. As mudas vão direto do viveiro ao local de plantio, com cuidados especiais. A Liptosflora realiza o planejamento da floresta e promove o plantio, podendo manter o manejo por seis meses e ou até o ponto de corte.

Aspecto homogêneo de floresta implantada pela Liptosflora.

Modelo de negócio

Para se tomar a decisão de investir  num negócio florestal o produtor deverá  se acercar de informações extremamente necessárias para a tomada de decisões.

Alguns pontos são de fundamental importância entre eles:

  • Localização da área a ser plantada (Logística da madeira estradas, distância e mercado consumidor);
  • Documentação da área (ambiental e demais exigências);
  • Materiais genéticos a serem utilizados para a finalidade pretendida;
  • Mudas de qualidade com bom sistema radicular vivo, com altura padrão, sadias e bem
  • Técnicas florestais de ponta para toda a silvicultura, desde o preparo de solo, controle de pragas, fertilização, plantio, manutenções, prevenção de incêndio, refertilizações, e outras práticas e procedimentos

 

  • (*) A Liptosflora tem sua sede no Anel Viário André António Maggi 4920-S – Cx. Postal 267 – Zona Urbana, Tangará da Serra – MT, 78300-000 – Telefone: +55 65 999955-4095

Na sequência, fotos e vídeo das atividades da empresa:

 

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Biorrefinaria Uisa integra produção sustentável à preservação de nascentes e biodiversidade

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No ano em que Nova Olímpia completa 40 anos de emancipação, a presença da Uisa remonta ao período anterior à formação do município. Fundada em 1980, ainda como Destilarias Itamarati, a empresa acompanhou a estruturação da cidade e sua evolução ao longo das últimas décadas. Com atuação contínua no setor sucroenergético, a biorrefinaria integra a base econômica local e mantém participação no desenvolvimento regional, associando produção industrial a iniciativas voltadas à sustentabilidade ambiental.

Instalada em Nova Olímpia, a Uisa, empresa do setor sucroenergético que transforma matérias-primas em bioprodutos e bioalimentos, mantém um conjunto de programas ambientais voltados à preservação de nascentes, recuperação de áreas degradadas e segurança hídrica.

Caetano Henrique Grossi: “Mantemos o foco na preservação ambiental, no uso consciente da água e na recuperação de áreas degradadas”.

O programa Águas da Guanabara, uma das principais iniciativas da Uisa, criado em 2004, opera em uma área estratégica por integrar a zona de transição entre os biomas Cerrado e Amazônia, na bacia do Alto Paraguai, região formadora do sistema hídrico do Pantanal.

Segundo o gerente de Sustentabilidade da Uisa, Caetano Henrique Grossi, atualmente 245 nascentes localizadas em cerca de 50 mil hectares da companhia estão mapeadas e preservadas. “Nosso objetivo é garantir o abastecimento de rios e córregos, além de manter o equilíbrio ambiental e a disponibilidade de água na região”, afirmou.

Mapeamento com tecnologia e validação ambiental

A tecnologia é um dos pilares do programa. O levantamento das nascentes é realizado com uso de sensoriamento remoto, geoprocessamento e imagens de satélite, cruzadas com dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Levantamento das nascentes ocorre por sensoriamento remoto, geoprocessamento e imagens de satélite.

“Esse método permite identificar áreas que necessitam de intervenção e monitorar as condições ambientais, caso a caso”, explicou Grossi.

O trabalho também conta com validação de órgãos ambientais e acompanhamento técnico, além de estudos independentes que atestam a precisão do mapeamento e a efetividade das ações.

Biodiversidade e qualidade da água

As intervenções incluem reflorestamento, controle de erosão, manejo do solo e manutenção da cobertura vegetal. A recomposição das áreas é feita com espécies nativas do Cerrado e da Amazônia, produzidas em viveiro próprio, que mantém cerca de 75 variedades, incluindo espécies ameaçadas.

O viveiro conta com capacidade de produção anual de até 200 mil mudas.

Desde o início do programa, mais de 2 milhões de mudas foram plantadas. Entre 2007 e 2024, a área de vegetação nativa foi ampliada em 1.030 hectares, o que representa aumento de 8% na cobertura vegetal.

De acordo com Grossi, os resultados também aparecem na biodiversidade e nos recursos hídricos. “Identificamos 163 espécies arbóreas e 355 espécies de animais — incluindo onça-pintada, anta, lobo-guará e tamanduá-bandeira — considerados indicadores de equilíbrio ambiental”, relatou.

Na área hídrica, sete nascentes degradadas tiveram a vazão recuperada após ações de revitalização. O Índice de Qualidade da Água (IQA) permanece classificado como “bom”, segundo monitoramento técnico.

Integração entre produção e sustentabilidade

As ações ambientais estão integradas ao modelo produtivo da biorrefinaria, baseado em economia circular. A produção utiliza integralmente a cana-de-açúcar e reaproveita subprodutos como vinhaça e resíduos orgânicos na fertirrigação e na melhoria do solo.

O uso eficiente da água é um dos pilares operacionais.  “Em nosso processo industrial, a água é reutilizada em circuito fechado, sem descarte em corpos hídricos”, disse Grossi. Segundo ele, a adoção de tecnologias de recirculação contribuiu para a redução do consumo de água, tanto na indústria quanto nas operações agrícolas.

A unidade também gera energia elétrica a partir da biomassa, garantindo autossuficiência energética e fornecimento de excedente ao Sistema Interligado Nacional.

Ações regionais e engajamento comunitário

Além das áreas próprias, a empresa mantém iniciativas voltadas à comunidade, com destaque para a doação de mudas e ações de educação ambiental, por meio do projeto Pensamos Verde, que já destinou mais de 570 mil mudas a produtores rurais, instituições e comunidades em 16 municípios de Mato Grosso.

As atividades incluem orientação técnica, campanhas educativas e programas voltados a estudantes.

“Mantemos o foco na preservação ambiental, no uso consciente da água e na recuperação de áreas degradadas”, afirmou Grossi. “A ampliação das ações ocorre principalmente por meio da distribuição de mudas e do fortalecimento de projetos comunitários.”

O modelo adotado já recebeu premiações e certificações ambientais e é apontado como referência no setor sucroenergético, com reconhecimento por iniciativas voltadas à preservação do bioma pantaneiro.

Segurança hídrica como eixo estratégico

A segurança hídrica é fundamental para garantir a regularidade dos fluxos de água que sustentam rios, biodiversidade e atividades econômicas. A preservação dessas áreas mantém o equilíbrio dos ecossistemas, reduz riscos de escassez e assegura o abastecimento humano e produtivo, além de contribuir para a estabilidade climática.

Segundo Grossi, na Uisa, a preservação das nascentes é tratada como elemento central para a continuidade das atividades produtivas e para a manutenção dos ecossistemas regionais.

“Nossa estratégia busca alinhar produção agrícola, conservação ambiental e disponibilidade de água em uma região sensível do ponto de vista hídrico”, concluiu.

(*) Na sequência, link com matérias sobre registro da presença de onças na área da Uisa e sobre ação educativa com foco ambiental da biorrefinaria.

Imagens registram três onças-pintadas em área da biorrefinaria uisa em Mato Grosso

Uisa promove ação educativa entre produtores para prevenção da mosca-dos-estábulos

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