Em Tangará da Serra, o número de ocorrências decaiu de forma significativa desde o final do mês de fevereiro e o início deste mês de março.
O período com menos ocorrências contrasta com o mês de janeiro e meados do segundo mês do ano, quando várias ações policiais culminaram com cerca de 40 pessoas presas, sendo 20 por tráfico de drogas e outras 20 por roubo.
Somente em janeiro, 16 pessoas foram detidas por tráfico — uma média de quatro prisões por semana. Também no primeiro mês do ano, as ações ostensivas e de inteligência das forças de segurança resultaram em 11 prisões por crimes patrimoniais (roubos e furtos) somente no período de 1º e 20 de janeiro, significando uma média superior a uma detenção a cada dois dias.
Em fevereiro, as prisões por roubo foram o destaque nas ações policiais. Em dois assaltos a residência, dez pessoas foram presas. Já o tráfico rendeu cadeia para ao menos quatro pessoas.
Neste mês de março, as ocorrências reduziram em número, mas os crimes relacionados ao tráfico de drogas continuam sendo os mais frequentes.
Sequestro e tortura
No último dia 02 (segunda-feira), a Polícia Militar interrompeu uma “sessão” do tribunal do crime em que um homem estava prestes a ser executado por integrantes de uma facção criminosa. Os policiais obtiveram informações de que na Rua 19, nas imediações do Sicredi, indivíduos estariam numa área de mata com intuito de “dar um salve” em outro indivíduo do sexo masculino.

Homem horas amarrado, nas mãos de faccionados, e aguarda “julgamento” do tribunal do crime.
No local, os PMs localizaram a vítima, que estava amarrada, com pés e mãos imobilizados, junto a uma árvore, para ser submetida ao “tribunal do crime”. Os criminosos – quatro homens e uma mulher – fugiram assim que perceberam a ação policial.
A vítima – que já apresentava várias marcas de agressões pelo corpo – relatou que estava amarrada desde às 22h00 e aguardava a decisão do “tribunal do crime” se seria submetida somente a um “salve” (surra) ou se seria executada.
Dois envolvidos na agressão foram localizados nas proximidades do Terminal Rodoviário e presos, sendo apresentados na Delegacia de Polícia local.
Fantasma do tráfico
Ainda na segunda-feira, ao final da tarde, equipe da Força Tática recebeu informações de que um suspeito estaria comercializando drogas no Residencial Barcelona. De posse dessas informações, as equipes intensificaram as rondas na região, localizando o suspeito na Travessa 36 do bairro. Na abordagem, os policiais apreenderam 50 porções de pasta-base e cocaína, três frascos de lança-perfume, além de farto material como munição, carregadores e um rádio comunicador.
Outra prisão por tráfico aconteceu nesta quinta-feira (05), cedo da manhã, no Terminal Rodoviário de Tangará da Serra. Um jovem de 23 anos, conhecido por “Fantasma”, foi flagrado portando maconha. Fantasma é conhecido no meio policial, tendo ao menos 13 passagens por tráfico.
Extorsão sexual
A Polícia Judiciária Civil cumpriu mandado de busca e apreensão domiciliar e mandado de prisão preventiva contra uma jovem acusada de integrar uma organização criminosa especializada em extorsão sexual.

Jovem se apresentava como estudante e apoiava quadrilha especializada em extorsão sexual.
A acusada, de iniciais B. F., se apresentava como estudante universitária e dava apoio a um grupo que, após contato via whatsapp com as vítimas, obtinham imagens íntimas que eram usadas posteriormente para extorqui-las mediante ameaças de divulgação. Além de B.F., outros integrantes da quadrilha foram presos em outras cidades do estado. Um deles é um designer gráfico residente em Alta Floresta, que produzia os materiais utilizados nas extorsões.
Estupro de vulnerável

Aos, 82, “Ceará” tem condenação de 14 anos de reclusão em regime fechado.
Ontem, a Polícia Judiciária Civil deu cumprimento ao mandado de prisão decorrente de condenação transitado em julgado expedido pela Comarca de Tangará da Serra contra um idoso de 82 anos. De iniciais J. A. L. e conhecido por CEARÁ, ele tem prisão decretada por estupro de vulnerável (Lei 2.848, artigo 217-A) e cumprirá pena de 14 anos de reclusão em regime fechado.