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Entre exigência e escassez, Tangará da Serra enfrenta dilema na contratação de serviços

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As dificuldades enfrentadas por Tangará da Serra na execução de serviços públicos e obras de infraestrutura expõem um problema que vai além de casos pontuais: a limitação do poder público em contratar empresas com capacidade operacional compatível com as demandas do município.

Durante entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (16), o prefeito Vander Masson e secretários municipais reconheceram os entraves, mas afirmaram que não são exclusivos da cidade. Segundo os gestores, trata-se de uma realidade recorrente em municípios de diferentes regiões do país, marcada pela escassez de empresas consideradas confiáveis para a execução de contratos públicos.

Na prática, o cenário se reflete em falhas na coleta de lixo, atrasos em obras e necessidade de intervenções emergenciais por parte da própria administração municipal — situações que têm impacto direto na rotina da população.

Obras na Vila Goiás/Jardim Acapulco: Empresa contratada demonstrou incapacidade técnica.

Questionados sobre o rigor nos processos licitatórios, especialmente na verificação da capacidade técnica das empresas, os gestores admitiram a existência de um impasse. De um lado, a exigência por critérios mais rigorosos poderia elevar o nível das contratações. De outro, segundo relataram, o endurecimento das regras tende a reduzir a participação de empresas nos certames, resultando em licitações esvaziadas.

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O argumento evidencia um dilema estrutural: ao flexibilizar critérios para garantir concorrência, abre-se margem para a contratação de empresas que, posteriormente, demonstram dificuldades em cumprir as obrigações assumidas. Por outro lado, ao elevar o nível de exigência, o risco é não atrair interessados suficientes, comprometendo a própria realização dos serviços.

População insatisfeita e dores de cabeça para o município: Empresa contratada tem cometido falhas frequentes.

Esse equilíbrio delicado coloca o município em posição de dependência de fornecedores que, em alguns casos, não apresentam desempenho satisfatório. A consequência tem sido a recorrência de notificações, multas contratuais e, em situações mais críticas, a necessidade de rescisão e substituição das empresas — processos que, além de burocráticos, prolongam (e até podem agravar) os problemas.

No caso das obras de infraestrutura e da coleta de lixo, já há registros de medidas administrativas em andamento, incluindo abertura de processos que podem culminar na ruptura de contratos. Ainda assim, a substituição de empresas não garante, por si só, a resolução definitiva da questão, diante do cenário descrito pelos próprios gestores.

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A realidade de Tangará da Serra evidencia os limites do modelo atual de contratação pública em municípios de porte médio, especialmente em regiões afastadas dos grandes centros, onde o número de fornecedores qualificados tende a ser menor. Nesse contexto, o desafio não se restringe à fiscalização dos contratos, mas passa também pela capacidade do mercado em atender às exigências do setor público.

Enquanto o impasse persiste, os reflexos seguem perceptíveis no cotidiano da cidade, com serviços irregulares e obras que avançam em ritmo aquém do esperado.

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Meteorologia prevê declínio de temperatura em Mato Grosso na próxima semana

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Conforme antecipado pelo Enfoque Business no início deste mês, uma nova e forte massa de ar polar deverá avançar sobre o Centro-Sul do Brasil nos próximos dias, provocando a tradicional “friagem” em Mato Grosso. As mínimas poderão chegar aos 12°C em cidades como Tangará da Serra e Cuiabá, especialmente a partir do dia 25 de junho.

Em municípios localizados em áreas mais elevadas ou de relevo favorável ao resfriamento, como Chapada dos Guimarães e Reserva do Cabaçal, os termômetros poderão registrar até 10°C, configurando uma queda significativa para os padrões climáticos do estado.

De acordo com os principais institutos e plataformas de meteorologia do país, o declínio das temperaturas deverá começar a ser sentido já neste final de semana, quando há previsão de aumento da nebulosidade e possibilidade de garoas isoladas. Na próxima semana, a ocorrência de chuvas rápidas entre terça e quarta-feira poderá favorecer o avanço da massa de ar frio, intensificando a friagem em diversas regiões mato-grossenses.

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As temperaturas deverão voltar a subir gradualmente nos últimos dias de junho, mas ainda dentro de um padrão mais ameno, que poderá se estender pelos primeiros dias de julho.

Fenômeno típico

Friagens são típicas nos meses de junho e julho em Tangará da Serra.

Embora o inverno em Mato Grosso seja caracterizado predominantemente pelo tempo seco, dias ensolarados e baixa umidade relativa do ar, a estação também é marcada pela chegada periódica de massas de ar polar vindas do Sul do continente. Essas incursões de ar frio provocam as conhecidas friagens, fenômeno típico da região Centro-Oeste e que costuma provocar quedas bruscas de temperatura em intervalos curtos de tempo.

Atenção à saúde

Além do desconforto térmico, as mudanças climáticas desta época do ano exigem atenção especial à saúde. A combinação entre frio, tempo seco e maior permanência das pessoas em ambientes fechados favorece a circulação de vírus respiratórios, entre eles o da Influenza. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis.

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Especialistas recomendam reforçar a hidratação, manter ambientes ventilados, evitar exposição prolongada ao frio durante as primeiras horas da manhã e à noite, além de manter a vacinação contra a gripe em dia. Também é importante procurar atendimento médico diante de sintomas persistentes como febre, tosse intensa, falta de ar ou agravamento de doenças respiratórias já existentes.

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