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Encontro da nova diretoria do Sindjor-MT define prioridades para valorização e fortalecimento da categoria

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Reunião realizada nos dias 30 e 31 de agosto, em Cuiabá, discutiu formação profissional, comunicação, parcerias e combate à precarização do trabalho jornalístico.

Nos dias 30 e 31 de agosto, o Hotel Veneza, em Cuiabá, foi palco do primeiro encontro da nova diretoria eleita do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT). Durante o fim de semana, jornalistas de diversas regiões do estado debateram propostas e definiram ações estratégicas para os próximos dois anos de gestão.

O encontro contou com a realização de cursos temáticos e workshops, além de grupos de discussão voltados para temas centrais como a aproximação do sindicato com os jornalistas, a valorização dos novos profissionais, a qualificação continuada e a necessidade de enfrentar os desafios impostos pelo trabalho precarizado e pelo modelo de contratação via MEI.

Reunião de jornalistas diretores do Sindjor-MT aconteceu nos dias 30 e 31 de agosto, no Hotel Veneza, em Cuiabá.

Entre os eixos discutidos, destacaram-se:

Formação e valorização profissional: Criação da Diretoria de Formação, oferta de cursos, oficinas e conteúdos relevantes para o dia a dia da categoria.

Comunicação e transparência: Reestruturação completa do site do sindicato, produção regular de newsletter, fortalecimento da presença em plataformas como YouTube, Instagram e WhatsApp, além de um canal de e-mails diretos para diálogo com os filiados.

Conveniência e parcerias: Ampliação dos convênios, com a proposta de criação de um guia digital para facilitar o acesso dos sindicalizados a serviços e benefícios.

Defesa de direitos e combate à desinformação: Ações de enfrentamento à precarização do trabalho, valorização do registro profissional e produção de materiais informativos, como folders e cartilhas em PDF.

Itamar Perenha, presidente do Sindjor-MT: “Nosso desafio é fortalecer a presença do sindicato junto à categoria, ampliando canais de diálogo e oferecendo serviços e formações”.

Outro ponto relevante foi a discussão sobre a necessidade de gerenciar melhor os grupos de comunicação, reservando-os a sindicalizados, e a criação de kits de boas-vindas para filiados, incluindo carteira sindical e materiais de orientação. Também foi aprovada a implementação de um link no site para prestação de contas da entidade, reforçando a transparência da gestão.

De acordo com presidente do Sindjor-MT, Itamar Perenha, a reunião marca uma nova etapa para a entidade. “Nosso desafio é fortalecer a presença do sindicato junto à categoria, ampliando canais de diálogo e oferecendo serviços e formações que reflitam diretamente na vida profissional dos jornalistas. A ideia é tornar o sindicato mais próximo, ativo e representativo”, afirmou.

Atualmente, o Sindjor-MT conta com cerca de 1.600 filiados, sendo 460 ativos e 197 contribuintes. Os números reforçam a importância de ações que estimulem a sindicalização e deem visibilidade às conquistas coletivas.

O encontro também encaminhou a criação de um calendário de notas públicas, incluindo datas comemorativas e notas de pesar pré-preparadas, além do fortalecimento do relacionamento institucional com entidades parceiras, como bancos e cooperativas de crédito.

Diretora de Finanças, Silvia Marques, e Itamar Perenha: “Sindjor-MT conta com cerca de 1.600 filiados, sendo 460 ativos e 197 contribuintes”.

Composição da Diretoria e Comissão de Ética – Gestão 2025/2026

Direção Colegiada:

Itamar Perenha (Presidente)

Silvia Marques Calicchio (Diretora de Finanças)

Konrad Felipe Hencke, Sergio Roberto Reichert e Rogério Florentino Pereira (Diretores Executivos)

Eduardo Cardoso da Silva Guedes (Vogal da Direção)

Robson Alex Campos Costa, Adilson Azevedo da Costa, Alexandre Aprá de Almeida, Marco Polo de Freitas Pinheiro e Eliane Ferreira Marques de Almeida

Comissão de Ética:

Titulares: Maricelle de Lima Vieira, Andreia Juliana Pintel Coutinho e Luiz Carlos Barnabé de Almeida

Suplentes: Agda Maria Pereira Catulé, Esdras Crepaldi Leitão e Saulo Moraes

Com este primeiro encontro da nova gestão, o Sindjor-MT inicia um ciclo de organização interna e construção coletiva, reafirmando seu papel na defesa do jornalismo e dos jornalistas em Mato Grosso.

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Muito além da Exposerra: Sindicato Rural qualifica quase 3 mil trabalhadores

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Em ano sem a tradicional feira agropecuária, entidade amplia ações de capacitação em parceria com o SENAR-MT e reforça sua atuação permanente na representatividade do agronegócio local.

Quem associa o Sindicato Rural de Tangará da Serra apenas à realização da Exposição Agropecuária e Empresarial (Exposerra) talvez desconheça uma das frentes mais importantes desenvolvidas pela entidade ao longo do ano. Em 2026, quando a feira não integra o calendário de eventos por ocorrer em sistema bienal, a instituição concentra esforços em um dos maiores desafios enfrentados pelo agronegócio: a formação de mão de obra qualificada.

Portal de entrada do Parque de Exposições: Sindicato Rural de Tangará da Serra dará prioridade a defesa dos interesses da classe produtora.

Em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR-MT), o Sindicato Rural prevê realizar, ao longo deste ano, 357 treinamentos, beneficiando aproximadamente 3 mil trabalhadores rurais. Somente no primeiro semestre, foram promovidos 165 cursos, com a participação de 1.366 pessoas. Para o segundo semestre, a previsão é de mais 192 treinamentos, alcançando cerca de 1.600 participantes.

Para o presidente do Sindicato Rural, Rubens Jolando, esse trabalho representa uma das principais estratégias para enfrentar um problema que hoje afeta não apenas o campo, mas praticamente todos os setores da economia: a escassez de mão de obra qualificada.

“Os produtores enfrentam desafios severos em Tangará da Serra e em Mato Grosso para atrair e reter funcionários. A escassez e a baixa qualificação da mão de obra são, hoje, os maiores obstáculos encontrados no campo”, afirma.

Continuidade e fortalecimento institucional

Empossado neste ano para suceder Romeu Ciochetta, Rubens Jolando afirma que sua gestão dará continuidade ao trabalho desenvolvido pela diretoria anterior, mantendo como prioridade a defesa dos interesses dos produtores rurais e o fortalecimento da economia agropecuária regional.

Rubens Jolando (dir) dará continuidade ao trabalho desenvolvido por Ciochetta.

Segundo ele, o Sindicato atua por meio de uma diretoria colegiada formada por 18 associados, distribuídos nas comissões de Administração, Infraestrutura e Pecuária, modelo que permite dividir responsabilidades e ampliar a atuação institucional da entidade.

“O compromisso permanece o mesmo: defender os direitos e as expectativas dos nossos associados, fortalecendo a agricultura e a pecuária como pilares da economia regional”, destaca.

Um novo perfil de trabalhador

Se antes o trabalho rural era associado principalmente ao esforço físico, hoje o cenário é outro. A evolução tecnológica transformou profundamente o agronegócio, elevando a demanda por profissionais cada vez mais qualificados.

Automação, agricultura de precisão, conectividade no campo, inteligência de dados, mecanização agrícola, gestão da produção e comercialização figuram entre as áreas que concentram maior necessidade de profissionais especializados.

“Hoje, o conhecimento técnico é muito mais importante. Nos próximos anos, competências como alfabetização digital, análise de dados, sustentabilidade, gestão e liderança serão cada vez mais valorizadas”, observa Rubens.

Essa transformação também influencia diretamente a competitividade das propriedades rurais.

“Pessoas serão determinantes para o futuro do campo. Tecnologias como inteligência artificial, biotecnologia de precisão, plataformas integradas e sistemas autônomos ganharão cada vez mais espaço. Mas todo esse potencial só poderá ser aproveitado se houver profissionais preparados para utilizar essas ferramentas de forma eficiente.”

Capacitação como investimento

Os cursos oferecidos em parceria com o SENAR acompanham justamente essa transformação tecnológica.

Entre os treinamentos mais procurados estão operação e manutenção de máquinas agrícolas, pilotagem de drones, agricultura de precisão, segurança no trabalho, pecuária, agricultura e cursos voltados às Normas Regulamentadoras, como a NR-35, destinada ao trabalho em altura.

Operação e manutenção de máquinas agrícolas figura entre os cursos mais demandados.

Segundo Rubens, o objetivo é levar conhecimento diretamente às propriedades rurais, contribuindo para aumentar a produtividade, reduzir custos, ampliar o uso de tecnologias e melhorar a qualidade dos processos produtivos.

“O investimento em pessoas tornou-se tão importante quanto o investimento em máquinas e equipamentos. Trabalhadores qualificados significam maior produtividade, menor rotatividade, mais eficiência operacional e melhores condições para a expansão da atividade.”

Muito além da Exposerra

Embora a Exposerra seja a iniciativa mais conhecida do Sindicato Rural junto à comunidade, Rubens faz questão de destacar que a atuação da entidade vai muito além da realização da feira.

“A principal função do Sindicato é representar e defender os interesses dos associados. A realização de exposições, rodeios e eventos faz parte da nossa atuação institucional, mas não é nossa obrigação principal.”

Exposerra passa a ser realizada a cada dois anos. Próxima edição será em setembro de 2027.

Neste ano, sem a realização da Exposerra, o foco foi direcionado à ampliação das ações de capacitação e a outros projetos estratégicos desenvolvidos em parceria com instituições públicas.

Entre eles está o programa Regulariza Tangará, realizado em conjunto com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMEA) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), que presta apoio à regularização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) de pequenas propriedades. Até o momento, 360 cadastros já foram concluídos, e outros 180 estão em fase de elaboração.

Outra iniciativa é o incentivo ao cultivo de cacau em pequenas propriedades, desenvolvido em parceria com a EMPAER e a Secretaria Municipal de Agricultura, como alternativa para a diversificação da produção rural e a geração de renda.

Sede administrativa do Sindicato Rural de Tangará da Serra: atuação da entidade em várias frentes fortalece classe produtora.

Competitividade passa pela gestão

Apesar dos avanços, Rubens avalia que o agronegócio ainda enfrenta desafios estruturais importantes.

Além da qualificação profissional, ele cita a necessidade de ampliar a capacidade de armazenagem, melhorar a infraestrutura logística, facilitar o acesso ao crédito e consolidar grandes projetos de transporte, como ferrovias e hidrovias integradas ao sistema rodoviário.

Jolando (dir): Gestão eficiente será um diferencial cada vez mais decisivo para o produtor rural.

Ao mesmo tempo, ressalta que a gestão eficiente será um diferencial cada vez mais decisivo para o produtor rural.

“Em um cenário de margens mais apertadas e desafios climáticos, a propriedade precisa ser administrada como uma empresa. Investir em agricultura de precisão, Internet das Coisas e inteligência artificial deixou de ser diferencial e passou a ser requisito para manter a competitividade.”

Capacitação em números:

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