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Em Tangará e Rondonópolis, PM impede homenagem com fogos de artifício a líder de facção

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A Polícia Militar frustrou, em Tangará da Serra e Rondonópolis, homenagens com uso de fogos de artifício a um líder de uma organização criminosa que morreu numa tentativa de fuga da prisão. Rudiney Rodrigues dos Santos, de 40 anos, mais conhecido como “Pinguim”, morreu na última terça-feira (24) no Pronto Socorro de Várzea Grande, após se ferir gravemente ao fugir do Presídio da Mata Grande, na última sexta-feira, 20, em Rondonópolis.

Ainda na terça-feira, a PM de Mato Grosso prendeu uma mulher de 23 anos por apologia ao crime organizado, na noite desta terça-feira (24.10), em Rondonópolis. Com a suspeita, a PM apreendeu grande quantidade de fogos artifícios para uma suposta homenagem a um membro de uma organização criminosa. Apreensões também foram realizadas em Tangará da Serra.

De acordo com o boletim de ocorrência, o núcleo de inteligência do 4º Comando Regional da Polícia Militar de Rondonópolis identificou que uma organização criminosa realizaria uma grande queima de fogos como homenagem à morte de um dos líderes da facção, no bairro Jardim Serra Dourada.

Em diligências na região, uma equipe da Força Tática abordou um veículo Corsa preto, conduzido por uma mulher, e encontrou grande quantidade de fogos de artifícios. Questionada pelos militares sobre o material, a suspeita confirmou a denúncia e disse que os artefatos eram pertencentes à organização criminosa, da qual ela também fazia parte.

Diante da situação, a suspeita foi conduzida para a Delegacia de Rondonópolis, com todo o material apreendido, e autuada por apologia ao crime organizado.

Artefatos, proibidos em Tangará da Serra, foram apreendidos pela PM, que procura envolvidos.

Em Tangará da Serra, o núcleo de inteligência da Força Tática também conseguiu impedir a ação planejada pela organização criminosa e apreendeu grande quantidade de fogos de artifícios. Na ação, não houve conduzidos pela equipe.

O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Alexandre Corrêa Mendes, afirmou que os núcleos de inteligência da PMMT, em apoio com as demais forças de segurança do Estado, estão em diligências na busca de localizar demais suspeitos e coibir a prática de apologia ao crime organizado.

“Neste momento, através de seus órgãos de inteligência, a PMMT trabalha para identificar envolvidos, logística e locais. Diga-se, por ora, em bom andamento (…) Estamos atentos para prevenir e coibir esta prática. A PMMT está trabalhando para identificar envolvidos, logística e locais. Vale ressaltar ainda que este trabalho mostra o rigoroso envolvimento das Forças de Segurança de MT no combate ao crime organizado, sem descanso, ininterrupto e sem trégua”, enfatizou.

O delito de apologia ao crime organizado é tipificado dentro do Código Penal Brasileiro pelo artigo 287 e prevê detenção de até seis meses ou multa.

Quanto à queima de fogos, a prática é vedada em Tangará da Serra através da Lei Municipal 5.456/2021, que proíbe o uso de fogos de artifício com estampido, os chamados ‘foguetes’.

Disque-denúncia   

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.

(Redação EB, com Assessoria PMMT)

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Obra estratégica: FICO avança em etapa indígena para definir trecho final em Mato Grosso

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Plano elaborado com participação de comunidades Xavante foi protocolado na Funai em 3 de setembro; etapa é necessária para continuidade do licenciamento, mas não representa autorização automática para as obras

A implantação da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO) avançou em uma das etapas socioambientais necessárias à execução dos aproximadamente 80 quilômetros finais do empreendimento em Mato Grosso, trecho estratégico para a consolidação do corredor ferroviário destinado principalmente ao escoamento da produção agrícola.

Em 3 de setembro de 2026, a Infra S.A. protocolou, na sede da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), em Brasília, o Plano Básico Ambiental do Componente Indígena (PBA-CI) relacionado à Terra Indígena Marechal Rondon.

Elaborado com participação das comunidades Xavante, o documento passou por discussão e validação junto às aldeias envolvidas.

O protocolo representa avanço no processo de licenciamento, mas não significa que os cerca de 80 quilômetros estejam automaticamente liberados para as obras. O plano ainda será analisado pelos órgãos responsáveis, e a execução dependerá do cumprimento das exigências socioambientais e das demais autorizações necessárias.

O PBA-CI estabelece medidas para prevenir, reduzir, controlar ou compensar impactos que a implantação e a futura operação da ferrovia possam provocar sobre as comunidades indígenas na área de influência do empreendimento. Entre as ações previstas nesse tipo de planejamento estão proteção territorial, acompanhamento ambiental, comunicação com as comunidades, preservação cultural e mitigação dos impactos da infraestrutura.

No caso da FICO, a etapa é relevante porque interfere diretamente na continuidade do trecho ferroviário em território mato-grossense.

Corredor logístico

A ferrovia é considerada uma das principais obras estruturantes para alterar a matriz logística de Mato Grosso. O projeto cria uma alternativa para o transporte da produção, reduzindo a dependência das rodovias e permitindo o deslocamento, por ferrovia, de grandes volumes de soja, milho, algodão e outros produtos.

A FICO integra um planejamento ferroviário mais amplo e deverá conectar áreas produtoras do Estado a outros corredores nacionais. A primeira etapa liga Mara Rosa (GO) a Água Boa (MT), estabelecendo conexão com a Ferrovia Norte-Sul. A expansão em direção ao interior mato-grossense é considerada estratégica para aproximar a malha ferroviária das grandes regiões produtoras.

De Mara Rosa, a Fico rumará para Mato Grosso, em um trajeto de 383 km, até chegar ao município de Água Boa.

A chegada da ferrovia também poderá produzir efeitos além do agronegócio. A implantação de terminais, pátios logísticos e estruturas de apoio tende a estimular a instalação de empresas, gerar empregos e atrair investimentos nos municípios situados no corredor.

Outro impacto esperado é a redução do custo logístico. Mato Grosso produz dezenas de milhões de toneladas de grãos por ano, mas grande parte ainda percorre centenas ou milhares de quilômetros por rodovias até alcançar terminais ferroviários, hidroviários ou portos.

A expansão da malha ferroviária poderá retirar parte desse volume das estradas nas viagens de longa distância, deixando ao transporte rodoviário papel maior na ligação entre propriedades, armazéns e terminais.

Próximas etapas

Apesar do avanço de 3 de setembro, ainda há questões a serem definidas antes que o segmento possa ser considerado efetivamente destravado.

Entre elas estão o custo das medidas previstas no PBA-CI e a definição dos responsáveis por cada despesa. Também será necessário acompanhar o prazo de análise da Funai, eventuais pedidos de complementação e as condicionantes que poderão ser estabelecidas para a continuidade do licenciamento.

O cronograma também é uma questão de interesse econômico. Eventuais atrasos nas autorizações ambientais e indígenas podem interferir no prazo de execução da ferrovia e, consequentemente, no momento em que a infraestrutura estará disponível para atender à produção mato-grossense.

Por isso, a análise da Funai será um próximo passo decisivo. O protocolo realizado pela Infra S.A. representa uma etapa formal importante e demonstra avanço nas tratativas com as comunidades Xavante, mas a liberação efetiva das obras dependerá das manifestações dos órgãos competentes.

Para Mato Grosso, o processo envolve uma infraestrutura com potencial para alterar profundamente a logística estadual. Os cerca de 80 quilômetros ainda dependentes dessa etapa socioambiental representam uma parcela limitada da extensão do empreendimento, mas são decisivos para a continuidade de um projeto ferroviário considerado estratégico para o futuro econômico do Estado.

(Com informações de ABIFER/Assessoria)

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