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Denise recebe ambulância indicada pelo deputado Chico Guarnieri; cidade ganha UBS

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Os moradores de Denise terão duplo reforço na área da saúde. O deputado estadual Chico Guarnieri fará a entrega de uma ambulância ao município, viabilizada por meio de indicação do parlamentar, e convidou a população para acompanhar a inauguração da nova Unidade Básica de Saúde (UBS) Centro Dr. Samuel Teixeira.

A cerimônia está marcada para as 15h desta sexta-feira (6), na Rua Wilson de Almeida, e marcará também a entrega oficial do novo veículo, que irá reforçar o atendimento de saúde no município.

A destinação da ambulância atende a uma demanda apresentada pelo município, que enfrenta dificuldades para o transporte de pacientes em situações de urgência e emergência, especialmente em casos que exigem deslocamento para cidades com unidades hospitalares de referência.

Segundo o deputado, a aquisição do veículo representa um reforço importante para a rede municipal de saúde e para o atendimento à população, principalmente para moradores que vivem em áreas mais afastadas.

“Nosso objetivo é fortalecer a estrutura da saúde nos municípios e garantir que a população tenha acesso mais rápido e seguro ao atendimento médico. A ambulância vai ajudar muito no transporte de pacientes e no suporte às equipes de saúde”, destacou o parlamentar.

A nova ambulância deve ampliar a capacidade de resposta do sistema municipal de saúde, contribuindo para mais agilidade no atendimento e maior segurança no encaminhamento de pacientes que necessitam de atendimento especializado.

Além da entrega do veículo, a população também poderá acompanhar a inauguração da nova UBS Centro Dr. Samuel Teixeira, que passa a integrar a rede de atenção básica do município, ampliando a estrutura de atendimento à comunidade.

Guarnieri também destacou a importância da nova unidade de saúde para o município e reforçou o convite para que a população participe do momento.

“Fico muito feliz em ver Denise avançando com uma estrutura de saúde cada vez melhor. A nova UBS vai ampliar o atendimento e trazer mais qualidade para quem precisa do serviço público. Convido toda a população para participar dessa entrega, que é uma conquista de todos nós. E podem ter certeza: seguimos trabalhando e lutando por ainda mais investimentos e melhorias para Denise e toda a região”, afirmou o deputado.

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Cidades & Geral

Aripuanã vê duas obras milionárias travadas por decisões da Justiça e do Tribunal de Contas

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Usina solar de R$ 30 milhões tem pagamentos suspensos pelo Tribunal de Contas, enquanto licitação da nova Prefeitura é barrada pela Justiça; investimentos somam mais de R$ 40 milhões e pressionam município de 26 mil habitantes

Dois grandes investimentos da gestão da prefeita Seluir Peixer Reghin (União) estão sob intervenção dos órgãos de controle e ampliam a preocupação com a questão da regularidade e, também, quanto aos impactos financeiros para Aripuanã. Enquanto o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) suspendeu os pagamentos restantes da usina solar de aproximadamente R$ 30 milhões, a Justiça determinou a paralisação da licitação para a construção da nova sede da Prefeitura por indícios de irregularidades no edital.

Juntas, as duas obras ultrapassam R$ 40 milhões em investimentos previstos — valor expressivo para um município de pouco mais de 26 mil habitantes e orçamento anual de cerca de R$ 250 milhões. Apenas a usina fotovoltaica representa cerca de 12% de toda a receita orçamentária do município.

No caso da usina solar, o TCE concedeu medida cautelar suspendendo o pagamento dos cerca de R$ 2,32 milhões ainda pendentes do contrato, diante de indícios de sobrepreço e outras possíveis irregularidades. Segundo a decisão, aproximadamente R$ 27,67 milhões já foram desembolsados à empresa contratada, enquanto a Corte instaurou Tomada de Contas para apurar eventual dano ao erário.

Prefeita Seluit Peixer Reghin: Obras milionárias de sua gestão são alvos de embargo por supostas irregularidades.

A situação financeira preocupa porque, apesar do elevado investimento, a usina ainda não entrou em operação. Desde dezembro de 2025, a Prefeitura já paga os juros do financiamento contratado para executar a obra e, agora, começam a vencer também as parcelas do empréstimo, embora o empreendimento ainda não produza energia para abastecer os prédios públicos.

Outro obstáculo é a inexistência do parecer de acesso da Energisa, documento indispensável para autorizar a conexão da usina ao sistema elétrico. Sem essa autorização, a energia gerada não pode ser injetada na rede, impedindo a compensação dos créditos e adiando a economia prometida.

Na prática, o município corre o risco de enfrentar uma dupla despesa: continuar pagando integralmente as contas de energia elétrica das repartições públicas e, simultaneamente, arcar com as prestações do financiamento de uma usina que não está funcionando.

A decisão do TCE é cautelar e não representa julgamento definitivo. Os responsáveis ainda poderão apresentar defesa durante a instrução do processo.

Nova Prefeitura

Paralelamente, a Justiça de Mato Grosso suspendeu a Concorrência Pública nº 10/2026, destinada à construção da nova sede da Prefeitura de Aripuanã. (Veja no arquivo com decisão judicial: Aripuanã, mandado com prdido de liminar – nova prefeitura)

A decisão liminar do juiz substituto Yago da Silva Sebastião atendeu mandado de segurança apresentado por uma das empresas participantes do certame, que apontou possíveis ilegalidades na condução da licitação.

Segundo a decisão, houve alteração substancial do edital na véspera da abertura das propostas. O documento originalmente previa julgamento pelo critério de técnica e preço, mas, um dia antes da sessão pública, a Administração Municipal informou que o critério correto seria o de menor preço global, classificando a mudança como mero erro material.

Para o magistrado, entretanto, o próprio edital continha toda a estrutura necessária para avaliação técnica, o que afasta a tese de simples equívoco formal. A decisão também destaca divergências em documentos internos da própria Prefeitura sobre o critério de julgamento, situação que pode comprometer a igualdade entre os concorrentes.

Com base na Lei Federal nº 14.133/2021, a Justiça entendeu que mudanças capazes de influenciar a formulação das propostas exigem republicação do edital e reabertura dos prazos legais.

A liminar determinou a suspensão imediata da licitação, proibiu adjudicação, homologação, assinatura de contrato ou emissão de ordem de serviço e concedeu ao município a possibilidade de corrigir integralmente o edital, republicá-lo e reabrir os prazos antes de retomar o certame.

As duas decisões, embora cautelares e ainda sujeitas ao julgamento de mérito, colocam sob questionamento dois dos maiores projetos da atual administração municipal e evidenciam o elevado impacto que investimentos dessa magnitude podem produzir nas finanças de um município de pequeno porte. A situação ganha maior relevância no caso da usina solar, cujo custo equivale, sozinho, a aproximadamente 12% de todo o orçamento anual de Aripuanã.

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