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Saúde Pública

Covid-19: Redução na média diária de novos casos mostra desaceleração da pandemia em Tangará da Serra

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Comparando os primeiros dez dias de setembro com os números de agosto, a média diária de novos casos e o número de casos ativos de Covid-19 mostram uma desaceleração da pandemia do novo coronavírus em Tangará da Serra.

Segundo boletins epidemiológicos expedidos diariamente pelo Comitê Interinstitucional de Prevenção e Monitoramento ao Coronavírus no município, os primeiro dez dias de setembro apontam para uma média diária de 43 novos casos contra uma média geral de 58 novos casos diários em agosto. (Veja gráfico a seguir)

A diferença é ainda maior comparando os primeiros 10 dias de cada mês, já que a média de 01 a 10 de agosto foi de 70 novos casos diários. Ou seja, em setembro, a média de novos casos dos primeiros 10 dias é 38,5% menor ao período do mês anterior.

Ativos

Tangará da Serra também mostra, nos primeiros 10 dias de setembro, redução no número de casos ativos em comparação com o mês de agosto.

Leia mais:  Entre o céu e o caminho

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado ontem pelo município, entre os 4.301 casos acumulados da doença em Tangará da Serra, 4.052 pacientes se recuperaram da doença, o que representa um índice de 94% de cura. (Veja gráfico a seguir; Boletim ao final da matéria)

No mesmo boletim, os óbitos somam 56. Assim, considerando os 175 pacientes em isolamento domiciliar e os 18 internados (09 em enfermarias e 09 em UTIs), os casos ativos perfazem um total de 193.

Este número é levemente superior ao registrado em 10 de agosto (183 casos ativos). Porém, a média de casos ativos – (212) – nos 10 primeiros dias de setembro é bem menor à média de 267 casos ativos em agosto.

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Saúde Pública

El Niño pode impulsionar dengue e chikungunya; Ministério emite nota técnica

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O Ministério da Saúde recomendou que estados e municípios intensifiquem as ações de vigilância e controle das arboviroses diante da possibilidade de aumento na transmissão de doenças pelo mosquito Aedes aegypti. A orientação foi divulgada em nota técnica que considera os impactos esperados do fenômeno El Niño, previsto para influenciar o clima brasileiro a partir do segundo semestre deste ano.

Segundo estimativas elaboradas pelo InfoDengue/Fiocruz, o Brasil poderá registrar cerca de 1,7 milhão de casos de dengue em 2027. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (WMO) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a combinação de temperaturas mais elevadas, aumento das chuvas em algumas regiões e períodos de estiagem em outras pode criar condições favoráveis à proliferação do mosquito transmissor.

Em Mato Grosso, apesar do período de estiagem, os cuidados devem ser mantidos. Na 28ª semana epidemiológica, o estado registra 12.143 casos prováveis de arboviroses, dos quais 10.744 são de dengue, 1.113 de chikungunya e 286 de zika.

Leia mais:  Entre o céu e o caminho

Em Tangará da Serra, foram notificados 1.001 casos de arboviroses, sendo 958 de dengue, 41 de chikungunya e dois de zika. O município contabiliza um óbito confirmado por dengue e outro permanece em investigação.

Ações de vigilância

Entre as recomendações do Ministério da Saúde estão a intensificação da vigilância epidemiológica, o bloqueio da transmissão nos primeiros casos identificados, a reorganização do trabalho dos Agentes de Combate às Endemias e a adoção de tecnologias para o controle vetorial.

A pasta também orienta os gestores a reforçarem campanhas de conscientização para incentivar a população a eliminar possíveis criadouros do mosquito e buscar atendimento médico diante dos primeiros sintomas da doença.

Embora o alerta seja voltado ao cenário climático previsto para os próximos meses, o panorama atual é de redução das principais arboviroses no país. Até 20 de junho de 2026, o Brasil registrou 392,8 mil casos de dengue, uma queda de 73% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os casos de chikungunya também recuaram 46%, segundo o Ministério da Saúde.

Leia mais:  Entre o céu e o caminho

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