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Covid-19: Oito mortes em sete dias e número de suspeitos mostram agressividade da 2ª onda

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A Covid-19 está mostrando uma agressividade preocupante nestes primeiros dias do novo ano. Apesar do índice elevado de cura (96 a 97%), a agressividade da moléstia se apresenta nos registros de atendimentos de pacientes com sintomas, de novos casos diários, nos casos ativos e, principalmente, de óbitos.

Em Tangará da Serra, a primeira semana de janeiro registrou 493 novos casos de infecção pelo novo coronavírus, 168 casos ativos e oito óbitos em meio a um total de 8.115 casos confirmados desde o primeiro registro da doença no município, em 1º de abril do ano passado.

Os números estão no boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde nesta quinta-feira (07). O boletim (veja, ao final da matéria) inclui os percentuais de ocupação de leitos de enfermaria e de UTI’s, que nesta quinta se apresentam, respectivamente, em 40% e 69,23%.

1.721 suspeitos

Nas unidades de saúde, a procura de pacientes com sintomas da doença passou a ser mensurada pelo município desde a última segunda-feira. Entre aquele dia e esta quinta-feira (07), os números de atendimentos diários apresentam um acumulado de 1.721 pacientes sintomáticos aguardam resultados de exames. Foram 500 ontem (quarta, 06) e 441 hoje.

As autoridades sanitárias municipais e estaduais aguardam com apreensão o período após o próximo dia 10 (sábado), quando possíveis casos de contaminação decorrentes das aglomerações nas festividades de final de ano poderão ampliar as estatísticas da pandemia.

Óbitos

O dado que mais preocupa, porém, é o número de óbitos (Veja gráfico acima). Nestes primeiros sete dias de janeiro, as oito fatalidades ocasionadas pela Covid-19 representam uma média diária superior a 01 morte (1,14) por dia, praticamente o dobro da média de dezembro (16 óbitos, média diária de 0,51) e quatro vezes mais que novembro (08 óbitos, média diária de 0,266).

Em Mato Grosso, os óbitos somaram 4.551 em 31 de dezembro, contra 4.619 fatalidades registradas no boletim epidemiológico do Estado.

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Vereadores aprovam auxílio de R$ 5 mil para saúde e alimentação em meio a protestos

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Sob gritos de indignação da população presente, os vereadores tangaraenses foram unânimes em aprovar, ontem à tarde, durante a 8ª Sessão Ordinária, os Projetos de Resolução de números 1 e 2/2025, que instituem o pagamento de auxílio-alimentação aos parlamentares do município de Tangará da Serra, assim como o pagamento de auxílio-saúde, no valor de R$ 2.500,00 cada.

(*) Veja as duas proposituras, na íntegra, em arquivos PDF, ao final do texto

Os auxílios somam R$ 5 mil para cada parlamentar, totalizando um montante de R$ 840 mil por ano. A aprovação aconteceu na tarde desta terça-feira, dia 11 de março, com o plenário lotado de pessoas que, embora não conhecessem o rito da Casa de Leis, iniciaram suas manifestações já na votação do regime, que foi pautado como de Urgência Especial.

Os presentes iniciaram vaias e cobranças direcionadas aos vereadores em que depositaram os votos no dia 06 de outubro de 2024. O nome de Niltinho do Lanche, Evânia Felix foram citados, mas os de Horácio Pereira e Maurício Escobar foram os mais aludidos, seguidos de Fabio Brito que foi, inclusive, cutucado por uma das manifestantes que cobrava uma posição.

Público presente protestou contra aprovação das proposituras que oficializaram os auxílios.

Os ânimos estiveram de fato exaltados e funcionários de 16 anos de serviços prestados na Casa de Leis disseram nunca ter visto tamanha revolta. A sessão que seguiu sob gritos e perguntas dos presentes aos legisladores foi uma verdadeira força de vozes, com a vereadora Zi Lima se esforçando para ler os projetos, usando tom cada vez mais elevado, tentando cobrir a manifestação, que foi por diversas vezes repreendida pelo presidente da Câmara, vereador Edmilson Porfírio.

Em uma das vezes, o presidente solicitou aos policiais presentes, cerca de dez, que retirassem do plenário manifestantes que o fizessem de forma audível. Neste momento, o advogado Rossano Ferrari se manifestou e disse que como representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) se posicionava contra a retirada de quem fosse do recinto, uma vez que os vereadores tinham os microfones e poderiam dar seguimento à sessão.

No momento da fala livre, o presidente leu uma Nota de Esclarecimento em que destacou que o valor empregado nos auxílios será do duodécimo da Casa, mas com o barulho e gritos de ‘vergonha, vergonha’, a leitura restou bastante prejudicada.

Mesa diretora teve dificuldades em conduzir a sessão em razão dos protestos.

Como as manifestações não cessavam, o presidente suspendeu a sessão por 15 minutos e ao voltarem, os vereadores votaram os projetos de resolução em bloco, embora os presentes solicitassem que fosse em separado, deixando os tangaraenses indignados e pasmos. Sem nenhum debate ou discussão os projetos foram votados e os vereadores saíram às pressas do plenário.

Ao final da sessão, tangaraenses já se articulavam para realização de um abaixo-assinado que será a porta para uma Petição Anulatório da aprovação.

‘Tem famílias que estão sobrevivendo com um salário mínimo de 1.518, o que vocês acham?’, protestam tangaraenses durante sessão

Com cartaz em mãos protestando contra os Projetos de Resolução que  instituíram o pagamento de auxílio parlamentar no município de Tangará da Serra, a trabalhadora de serviços gerais, Elaine da Silva Dias, disse não concordar com toda a situação.

“Não concordo com essa pouca-vergonha que está tendo hoje na Câmara, tentando aprovar. Sabe por quê? A maioria das famílias vivem com um salário mínimo para sustentar uma família e maioria paga aluguel. Isso não é justo. Isso não é justo”,

protestou durante a sessão, segurando um cartaz que dizia ‘Tem famílias que estão sobrevivendo com um salário mínimo de 1.518, o que vocês acham?’.

O comerciante Gilson Rodrigues Gonçalves, morador de Tangará desde 1969, também demonstrou sua indignação.

“Acho isso um absurdo. Primeiro lugar se fosse para abaixar o salário, nunca, jamais, eles iriam aprovar. Se fosse para eles aumentarem a carga horária [de trabalho], jamais também. Então acho isso um absurdo. Eles já têm um salário ótimo, com ajuda de custo e tudo que eles tem já dá quase 17 mil reais, mais cinco mil vai para mais de 22 mil reais. Então, como cidadão, não sou obrigado a pagar alimentação de família de vereador e nem plano de saúde deles. Nós ocupamos a UPA, por que eles não podem também?”, questiona.

“Hoje eles estão como vereadores, não serão vereadores para sempre. Então eles estão aqui porque nós os colocamos, porque nós pagamos os salários deles. (…) Eles não brigam pela sociedade, eles brigam pelo bolso deles. E se não fosse pelo bolso deles não estariam brigando dessa forma”, continua, ao questionar, inclusive, vereadores que se elegeram pelo viés da saúde.

“Admiro muito as vereadoras Dona Neide e Evânia, e o vereador Hélio da Nazaré, todos esses vereadores que fizeram campanha em cima da saúde pública e eles não podem usar a UPA? Eles não são cidadãos comuns, como nós somos também? Por que nós podemos usar a UPA e eles não podem? Nós temos que pagar um plano de saúde para eles, que é muito alto, e ainda tenho que fazer o mercado deles, para dar regalias para as famílias, de mais dois mil e quinhentos. Isso é um absurdo, fora do comum. Com 55 anos de Tangará da Serra, 56 anos de idade, eu nunca vi isso aqui nessa Câmara Municipal”.

Assim como ambos, muitos tangaraenses lotaram a Câmara de Vereadores nesta terça-feira, 11.

(Com informações de Diário da Serra)

(*) Veja as proposituras dos dois auxílios, na íntegra, nos arquivos abaixo:

projeto_resolucao_auxilio_alimentacao_assinado projeto_resolucao_auxilio_saude_assinado

projeto_resolucao_auxilio_saude_assinado

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