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Comissão conclui estudos de viabilidade para porto seco; Município providencia área

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A Superintendência da Receita Federal do Brasil concluiu Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica (EVTE) para instalação de um porto seco em Tangará da Serra. O relatório final, elaborado por comissão nomeada pelo órgão, é pela admissibilidade da instalação e segue para análise da diretoria da Superintendência da 1ª Região Fiscal da Receita Federal, que abrange os estados da região Centro Oeste.

A partir de agora, a Superintendência tem 10 dias para manifestação sobre sua concordância ou não com o relatório da comissão. Em caso de sinal verde, haverá o encaminhamento à Procuradoria Geral da República para criação oficial da unidade e, na sequência, abertura de processo licitatório para a construção da estrutura.

Área do município

O estudo de viabilidade incluiu questionários junto a empresas que realizam negócios de importação e exportação em Tangará da Serra e municípios da região circunvizinha. Os levantamentos consistiram numa prospecção para os próximos 25 anos, considerando índices socioeconômicos, condições logísticas, entre outros aspectos relevantes.

Segundo o titular da pasta de Indústria Comércio e Serviços, Silvio José Sommavilla, o município já verifica opções de áreas de até quatro hectares para o porto seco. “Teremos um salto na economia de Tangará da Serra e região com esse porto seco”, prevê o secretário, que destaca o apoio do governo do estado, através da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), para a viabilização do complexo. “Tivemos todo o apoio do governo do Estado para que esse estudo fosse realizado e estamos próximos de confirmar o porto seco em Tangará da Serra”, afirmou.

Estrutura alfandegária

Também conhecidos como Estação Aduaneira do Interior (EADI), os portos secos são zonas secundárias que estão sob jurisdição alfandegária da Receita Federal e funcionam como pontos intermediários de exportações e importações de cargas que vão para portos maiores, facilitando o trajeto internacional dos produtos.

O porto seco permite o desembaraço aduaneiro, além de outros serviços que reduzem filas nos portos marítimos, agilizando os embarques e favorecendo os fluxos de importação e exportação.

(*) na foto abaixo, o prefeito Vander Masson e o secretário Sílvio Sommavilla, durante reunião na Superintendência da RF, em Brasília, para tratar sobre o porto seco.

 

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Saúde em emergência e falhas recorrentes em serviços levam gestão a anunciar medidas

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Em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (16), o prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson (União), acompanhado de secretários municipais, prestou esclarecimentos sobre os problemas enfrentados pelo município nas áreas de saúde, coleta de lixo e infraestrutura urbana. (No topo, foto da coletiva)

O principal gargalo está na saúde pública, com aumento expressivo na demanda por atendimentos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em decorrência de um surto de Influenza “A” registrado no município.

Segundo Vander Masson (foto acima), a média diária varia entre 650 e 700 atendimentos de pacientes com sintomas gripais. A sobrecarga tem provocado demora nos atendimentos e impactado inclusive os estoques de medicamentos. Diante do cenário, o município decretou situação de emergência na saúde pública por 180 dias, autorizando medidas como contratação emergencial de profissionais, aquisição de insumos e locação de equipamentos e leitos na rede privada.

Surto de gripe gera entre 650 e 700 atendimentos diários na UPA de Tangará da Serra.

Entre as ações adotadas, está a ampliação do horário de atendimento até às 23h, de segunda a sexta-feira, no Posto Central, e até às 21h nas Unidades de Saúde da Família (USFs) dos bairros Cohab Tarumã e Jardim Presidente.

A implementação das medidas dependeu de autorização da Câmara Municipal para a contratação de médicos. Para isso, o Executivo encaminhou os projetos de lei nº 105 e 106, que tratam de contratações emergenciais e da abertura de crédito especial de R$ 2,45 milhões para custeio das ações. As propostas foram aprovadas em sessão extraordinária na última segunda-feira (13).

Também foi anunciada a ampliação dos leitos hospitalares contratados junto à rede privada, passando de 20 para 28 vagas disponíveis nos dois hospitais particulares do município.

Crise na coleta de lixo

As falhas recorrentes na coleta de lixo domiciliar têm gerado reclamações de moradores em diversos bairros. A empresa responsável pelo serviço enfrenta limitações técnicas, resultando em atrasos e acúmulo de resíduos em frente às residências, com potenciais riscos sanitários.

Empresa contratada tem cometido falhas na coleta de resíduos desde o início das suas operações no município.

De acordo com o prefeito, a empresa já foi notificada ao menos seis vezes e multada, com autos de infração que ultrapassam R$ 50 mil. Diante da situação, o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), responsável pelo contrato, instaurou procedimento administrativo que pode culminar na rescisão contratual.

Questionado sobre a capacidade técnica da empresa no processo licitatório, o diretor do Samae, Marcos Scolari (foto do topo), afirmou que todas as exigências legais foram cumpridas e que o certame priorizou o menor preço. No entanto, após o início das operações, a empresa apresentou falhas recorrentes. “Haverá medidas e, em breve, teremos a solução desses problemas”, declarou.

Problemas na infraestrutura

As dificuldades com empresas contratadas também se estendem às obras de infraestrutura urbana. No bairro Jardim Acapulco, intervenções que incluem a instalação de galerias de águas pluviais, rede de esgoto e pavimentação têm provocado transtornos aos moradores.

Moradores da Vila Goiás e Jardim Acapulco relatam transtornos com o atraso na reposição do asfalto.

Além de atrasos, a empresa responsável não realizou adequadamente a recomposição asfáltica após a instalação das redes. Diante da situação, o município suprimiu essa etapa do contrato e assumiu os serviços de forma emergencial.

As falhas já resultaram em notificações à empresa. Segundo o Executivo, os trabalhos seguem agora em ritmo de normalização, com previsão de conclusão durante o período de estiagem, quando as condições climáticas são mais favoráveis.

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