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Economia & Mercado

Comércio, Serviços e Construção Civil motivam aumento da projeção do PIB

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O governo aumentou a projeção para o crescimento da economia para 2019 e 2020. A estimativa do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) de 2019 foi revisada de 0,90% para 1,12%. Para 2020, a previsão é que o PIB tenha expansão de 2,40%, ante a previsão de 2,32%.

As estimativas estão no Boletim Macrofiscal, da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia, divulgado nesta terça-feira (14).

De acordo com a pasta, os indicadores de atividade têm apresentado resultados acima da expectativa de mercado, especialmente nos setores de serviços, comércio e construção civil, o que explica as revisões para cima das projeções para o crescimento econômico. A liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) também foi fundamental para estimular a economia.

Em Tangará da Serra, porém, o crescimento do PIB tem se apresentado acima da média nacional ao longo da década. O portal Enfoque Business fez uma projeção de crescimento do PIB para 2019 e 2020 com índices que acompanham a variação orçamentária e a média do crescimento do PIB ao longo da década. Para 2019, o portal prevê um PIB de R$ 3,7 bilhões (10,54%, segundo variação do orçamento do município), enquanto para 2020 a previsão é de um PIB de R$ 4,2 bilhões, considerando a média da variação dos últimos 10 anos.

Se a projeção se confirmar, o PIB do município registrará, em 2019, um salto de 25% ante a última medição do IBGE, que foi de R$ 3,014 bilhões em 2017 (Ver tabela e gráfico na sequência).

Emprego e crédito

O Ministério da Economia destaca ainda que há um crescimento na criação de empregos formais, o que, historicamente, leva a uma aceleração na previsão de crescimento do PIB. “O emprego formal tem apresentado aceleração nos últimos meses, dando sinais de aquecimento da economia, o que é fundamental para a atividade, uma vez que a produtividade no setor formal é maior que a do setor informal.”

De acordo com a pasta, uma das fontes importantes para o aumento da atividade e da produtividade foi a expansão consistente do crédito livre (em que os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e para definir as taxas de juros) às famílias e às empresas, que é alocado para investimentos com maior retorno.

A substituição do crédito direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura) pelo crédito livre, segundo o ministério, também contribui para a redução efetiva dos juros de equilíbrio, mais participação social no sistema financeiro e está em linha com a política liberal do governo.

“A redução das taxas de juros deve começar a apresentar efeitos na atividade no primeiro semestre de 2020, especialmente a partir do segundo trimestre. A aprovação da Nova Previdência e as demais medidas de ajuste fiscal contribuíram para a redução substancial do risco país, levando à redução dos juros reais de equilíbrio, possibilitada pelas expectativas de inflação ancoradas e cadentes”, diz o boletim.

Diante dos dados apresentados, para o governo a retomada de produtividade pode não ser imediata, mas está garantida. “As medidas estruturais de ajuste fiscal, redução de direcionamento de crédito, eliminação de custos e cunhas ao setor privado e no mercado de trabalho produzirão efeitos permanentes na produtividade e na renda do país.”

Inflação

O boletim divulgado hoje também traz a previsão para a inflação de 2019, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que subiu de 3,26% para 4,14%. “O principal responsável pela forte alteração foi o subgrupo ‘alimentação no domicílio’, impactada sobretudo pela pressão sobre o preço de carnes. A elevação do preço da carne brasileira se deve ao forte aumento de demanda chinesa, que busca suprir as perdas da produção interna, resultantes de gripe suína (proteína muito consumida pelos chineses)”, diz o boletim.

Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmou a elevação da inflação, que fechou o ano de 2019 em 4,31%.

(Redação EB, com Agência Brasil)

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Ritual que vale milhões: MT amplia venda de carne bovina halal para países muçulmanos

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Para conquistar novos mercados e ampliar sua presença no comércio internacional, frigoríficos de Mato Grosso têm intensificado os investimentos no abate halal de carne bovina, método exigido por países muçulmanos para a importação da proteína. No Brasil, 145 plantas frigoríficas possuem certificação halal, sendo 32 no estado, segundo a Fambras Halal, a maior certificadora de produtos halal da América Latina.

Halal significa permitido e, para que o processo seja certificado, é necessário seguir uma série de critérios rigorosos. Primeiro os bovinos vivos são inspecionados para garantir que estão saudáveis e o manejo é realizado de forma calma para não estressar o animal.

Depois, um profissional muçulmano treinado e certificado realiza o ritual do Zabihah, que é o abate halal, o degolador abate o animal com um corte único, profundo e rápido na região do pescoço, sendo feita a invocação do nome de Allah nesse processo. Outro procedimento é suspender a carcaça para que o sangue escoe completamente por gravidade.

Cada carcaça é então identificada, rastreada e recebe o selo halal. A carne certificada fica armazenada em local separado, para não haver nenhum tipo de contaminação cruzada e garantir a integridade do produto conforme as normas religiosas.

Em Mato Grosso, os 29 frigoríficos certificados para abate halal estão distribuídos em 22 municípios, entre eles Várzea Grande, Rondonópolis, Tangará da Serra, Sinop, Água Boa, Alta Floresta, Diamantino, Confresa, Juruena, Juara e Colíder.

Entre os principais destinos da carne bovina mato-grossense que exigem o abate halal estão mercados estratégicos como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Indonésia, Malásia, Singapura, Egito, Argélia e Turquia. O consumo mais comum da proteína bovina nesses países é feito de forma grelhada, cozida ou ensopada.

Para Mato Grosso, que detém o maior rebanho bovino do Brasil, ampliar espaço no mercado muçulmano representa grandes oportunidades de negócio. Isso porque a certificação halal agrega valor ao produto, amplia o acesso a mercados premium e fortalece a competitividade da carne mato-grossense no cenário global.

“O mercado halal é estratégico e vem crescendo de forma consistente. Mato Grosso tem trabalhado para ampliar sua presença nesses países, garantindo não só volume, mas qualidade e conformidade com as exigências internacionais. Isso abre portas e aumenta a rentabilidade de toda a cadeia produtiva”, destaca o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.

(Thalyta Amaral – Assessoria)

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