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Economia & Mercado

Com saída de Sérgio Moro, Ibovespa se aproxima de ‘circuit breaker’ ao despencar quase 10%

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Antes mesmo de impactar o cenário político, a saída de um dos principais nomes do governo Bolsonaro já mostra reflexos na economia. O Ibovespa intensificou o movimento de queda, na manhã desta sexta-feira (24), após Sérgio Moro confirmar sua saída do ministério da Justiça. Às 11h11, o principal índice brasileiro de ações caía 8,64% e marcava 72.793,26 pontos.

Este movimento de queda aproximou o Ibovespa do “circuit breaker”, ferramenta de segurança utilizada para interromper todas as operações da Bovespa. Ela é disparada quando ocorrem fortes quedas atípicas nos preços das ações.

A interrupção de todas as operações com o circuit breaker serve para proteger e amortecer a oscilação excessiva no mercado. Com esta pausa, é esperado que ocorra um balanceamento entre a compra e a venda de ativos, evitando uma nova queda, ainda mais brusca.

Repercussão

Moro (esq) não aceitos interferência política na PF por Bolsonaro, que começa e ficar isolado no governo.

A possibilidade de Moro deixar o cargo vinha sendo sondada desde ontem, 23, quando o presidente Jair Bolsonaro o informou sobre a troca do comando da Polícia Federal. Nesta sexta, o nome defendido por Moro, Maurício Valeixo, teve sua exoneração confirmada. Foi o estopim. “Não era uma questão do nome. O grande problema de realizar a troca é que viria a violação da promessa que me foi feita (a de que eu teria carta branca). Não tinha razão [para a troca] e ficaria claro que teria uma interferência política na Polícia Federal. Isso não foi feito nem durante a Lava Jato”, disse Sérgio Moro.

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“Nesse momento de crise, muitas trocas já é preocupante, ainda mais de nomes fortes como [Luiz Henrique] Mandetta e Moro”, comentou André Perfeito, economista-chefe da Necton. Para ele, a disponibilidade que o presidente Jair Bolsonaro tem demonstrado em cortar ministros relevantes de seu governo soou como uma ameaça também ao ministro da Economia Paulo Guedes.

“O mercado fica com receio de até o Guedes estar fragilizado. O Pró-Brasil – também conhecido como ‘Plano Marshall brasileiro’ -, que organizaram sem o aval do Ministério da Economia, aumenta as incertezas”, disse.

O mercado tem visto com grande cautela a saída de ministros com popularidades elevadas. “O isolamento do presidente está ficando cada vez mais em evidência. Isso acaba tornando-o mais frágil aos acontecimentos que podem ocorrer, como um impeachment”, disse Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos.

Apesar das turbulências políticas no Brasil, as bolsas dos Estados Unidos seguiam trajetória de alta, após ser aprovado pela Câmara o estímulo fiscal de 484 bilhões de dólares, que devem ser destinados a hospitais e pequenas empresas. Os dados americanos de encomenda de bens duráveis referentes ao mês de março vieram melhores do que as expectativas e ajudam a endossar o otimismo no exterior. O índice S&P 500 tinha leve alta de 0,4%.

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(Redação EB, com informações de Exame)

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Indústria: Tecnologias e mudanças na cadeia produtiva exigem qualificação de 9,6 milhões

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O Brasil precisará qualificar 9,6 milhões de pessoas até 2025 para atender necessidades projetadas pelas indústrias, de forma a repor inativos, atualizar funcionários ou preencher as novas vagas programadas para o setor. É o que prevê o Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, divulgado hoje (16) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Deste total, dois milhões precisarão de qualificação visando formação inicial para a reposição de inativos ou para o preenchimento de novas vagas. Os 7,6 milhões restantes serão via formação continuada para trabalhadores que precisam se atualizar para exercer funções.

Segundo a CNI, “isso significa que 79% da necessidade de formação nos próximos quatro anos serão em aperfeiçoamento”.

Cadeia produtiva

De acordo com a entidade, essas projeções têm por base a necessidade de uso de novas tecnologias e mudanças na cadeia produtiva que tanto influenciam – e transformam – o mercado de trabalho. Assim sendo, acrescenta a CNI, cada vez mais o Brasil precisará investir em aperfeiçoamento e requalificação.

O levantamento hoje divulgado, feito pelo Observatório Nacional da Indústria, tem por finalidade identificar demandas futuras por mão de obra e orientar a formação profissional de base industrial no país.

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As áreas com maior demanda por formação são transversais (que permitem ao profissional atuar em diferentes áreas, como técnico em segurança do trabalho, técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento e profissionais da metrologia, por exemplo), metal mecânica, construção, logística e transporte, e alimentos e bebidas.

(Agência Brasil)

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