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Saúde Pública

Com apenas 36,9%, Tangará da Serra mostra índice vacinal abaixo da média estadual

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O cenário da vacinação contra a Influenza em Tangará da Serra exige atenção das autoridades sanitárias para buscar mais engajamento da população.

Com apenas 36,9% de cobertura entre o público prioritário — composto por crianças, gestantes e idosos — o município figura entre os piores índices do estado de Mato Grosso, ficando inclusive abaixo da já tímida média estadual de 39,2% e bem distante da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, que é de 95%.

A baixa adesão contribui para a sobrecarga do sistema público de saúde, especialmente nesta época do ano, quando as pessoas ficam mais suscetíveis à gripe.

Mesmo com a ampliação da vacinação para toda a população a partir dos seis meses de idade, a adesão segue apática. A situação em Tangará é um retrato do desinteresse popular que também afeta grandes centros do estado. Cuiabá, por exemplo, aplicou mais de 111 mil doses, mas a cobertura entre os grupos prioritários não passou de 36,8%. Várzea Grande ficou em 28,5% e Rondonópolis, com 42,9%.

Desde o início da campanha, em abril, foram aplicadas 627.128 doses em todo o estado. A Secretaria de Estado de Saúde já distribuiu mais de 1,2 milhão de vacinas aos municípios, que são responsáveis pela execução da campanha. Ou seja: há vacina, mas falta adesão.

Por outro lado, pequenas cidades têm dado exemplo de organização e conscientização. Planalto da Serra, com seus pouco mais de 3 mil habitantes, atingiu 97,5% de cobertura vacinal entre os prioritários. Em seguida vêm União do Sul (80,7%), São José do Povo e Lambari D’Oeste (ambas com 76,3%) e Nova Brasilândia (69,1%).

Para a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Alessandra Moraes, a vacinação é um recurso essencial para prevenir internações e complicações respiratórias, sobretudo em um período marcado pelo aumento de síndromes gripais. Ela defende a intensificação de estratégias como busca ativa, mutirões de vacinação e unidades de saúde com funcionamento ampliado, inclusive aos fins de semana.

O que se constata, no entanto, é que campanhas informativas e mobilizações têm falhado em romper a barreira da desinformação, da negligência e, talvez, da apatia social. E, enquanto a meta de 95% parecer inalcançável, o vírus continua circulando, adoecendo e, eventualmente, matando.

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Saúde Pública

Influenza: Baixa cobertura vacinal deixa cidade sob risco de surto; Município fará campanha

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A baixa cobertura vacinal contra a Influenza em Tangará da Serra acende um alerta para o risco de aumento da circulação do vírus e eventual surto da doença no município. O alerta é da Vigilância Epidemiológica, que destaca índices de vacinação muito abaixo da meta recomendada entre os grupos mais vulneráveis.

Entre os idosos, a cobertura vacinal alcança apenas 34,61%. Entre as crianças menores de seis anos, o índice é de 37,96%, enquanto entre as gestantes chega a 62,34%. (imagem abaixo)

“É preocupante. A campanha nacional de vacinação começou mais cedo este ano, mas as pessoas dos grupos de risco não estão procurando as vacinas conforme esperávamos”, afirma a coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município, Juliana Herrero. “A cobertura vacinal está muito baixa e isso coloca a população em risco”, acrescenta.

Segundo Juliana, a meta preconizada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é alcançar pelo menos 95% de cobertura entre os grupos prioritários, percentual considerado necessário para reduzir significativamente os casos graves, internações e mortes causadas pela doença.

Além do impacto direto sobre a saúde da população, a baixa adesão à vacinação aumenta a pressão sobre a rede hospitalar. Em todo o país, gestores da saúde têm alertado para a combinação preocupante entre o aumento das doenças respiratórias sazonais e a já elevada demanda por leitos decorrente de acidentes de trânsito e outras urgências, cenário que pode comprometer a capacidade de atendimento dos serviços de saúde. A vacinação é considerada a medida mais eficaz para evitar hospitalizações e reduzir a sobrecarga dos hospitais.

Com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal, a Secretaria Municipal de Saúde e a Vigilância Epidemiológica promoverão uma ação especial de vacinação durante o Arraiá da Serra, no próximo dia 12.

Além da campanha, a população pode procurar qualquer Unidade de Saúde da Família para receber a vacina contra a gripe. A imunização é realizada diariamente nos seguintes horários:

  • Pela manhã, das 8h às 10h30;
  • À tarde, das 13h30 às 16h30.

Preocupação nacional

A baixa cobertura vacinal está longe de ser uma preocupação exclusiva de Tangará da Serra. Em diversas regiões do país, autoridades sanitárias vêm reforçando os alertas para a necessidade de ampliar a vacinação antes do período de inverno, quando aumenta a circulação dos vírus respiratórios. O próprio Ministério da Saúde antecipou a campanha nacional deste ano diante do crescimento dos casos de doenças respiratórias e da circulação precoce da Influenza.

Menor índice de cobertura vacinal está no público idoso.

Na região Centro-Oeste, a cobertura vacinal está em torno de 42,24%. Nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul, a média gira em torno de 40,32%, números considerados insuficientes para garantir proteção coletiva. Em Tangará da Serra, a situação é ainda mais preocupante, com cobertura média de apenas 37,22%.

O cenário epidemiológico nacional também reforça a urgência da vacinação. Dados do Ministério da Saúde mostram que, até meados de março, o Brasil já havia registrado cerca de 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e aproximadamente 840 óbitos. A Influenza respondeu por 28,1% dos casos graves identificados.

Em análise mais recente da vigilância nacional, até a Semana Epidemiológica 11 de 2026, o país contabilizava 23.615 casos de SRAG e 1.001 mortes. Entre os óbitos com identificação viral, a Influenza foi responsável por 35% das ocorrências, superando outros vírus respiratórios monitorados. O Ministério da Saúde ressalta que a vacinação continua sendo a principal estratégia para prevenir complicações, hospitalizações e mortes causadas pela gripe.

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