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Saúde Pública

Com 16 mil casos, Mato Grosso responde por 84% das mortes por chikungunya no Brasil

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Mato Grosso concentra a maior parte das mortes por chikungunya no Brasil, neste ano. Dos 19 óbitos registrados até ontem (terça, 25), 16 aconteceram no estado, segundo o Painel de Monitoramento das Arboviroses, do Ministério da Saúde. Outros nove óbitos estão sob investigação no maior estado do Centro Oeste.

Os municípios mato-grossenses que registraram mortes foram: Cuiabá, com oito óbitos, Várzea Grande (2) e Cláudia (2). Dom Aquino, Jaciara, Rondonópolis e Chapada dos Guimarães registraram uma morte cada.

De acordo com o painel, as outras três mortes pela doença no país ocorreram nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Bahia.

O levantamento do Ministério da Saúde apontou que há quase 31 mil casos prováveis da doença no Brasil, sendo mais de 16 mil somente em Mato Grosso.

No estado, desde o início do ano, já foram contabilizados mais de oito mil casos e quatro mortes confirmadas. Outros quatro óbitos estão sob investigação.

Há uma semana, a Secretaria de Saúde emitiu um alerta para ações de prevenção à dengue, zika e chikungunya. No comunicado, a pasta reforçou a necessidade de manter os quintais limpos e eliminar quaisquer recipientes que possam acumular água para conter focos do mosquito.

Tangará da Serra

No sentido oposto a Mato Grosso, Tangará da Serra mostra uma diminuição significativa nas arboviroses em 2025 em relação a 2024, quando o município vivenciou uma explosão de casos. Do ano passado para cá, considerando o mesmo período, houve uma redução de 93% nos casos.

Segundo dados da Vigilância Epidemiológica do município, as arboviroses somam 317 (216 de dengue e 101 de chikungunya) casos em 2025, até o último dia 21, sem registros de óbitos.

Ano passado, nesta mesma época do ano, os casos de dengue e chikungunya somavam preocupantes 4.698 registros, sendo 2.291 de chikungunya e 2.407 de dengue. Até o início de março, na 10ª semana epidemiológica, os óbitos causados pelas arboviroses somavam cinco confirmados e outros quatro em investigação, todos ocasionados pela dengue.

A prefeitura do município realiza campanha de conscientização na mídia e redes sociais denominada “Tangará contra a Dengue” e, também, o “Minuto Contra o Mosquito”.

A campanha apregoa que em Tangará da Serra, “a luta contra o mosquito Aedes aegipty é um dever de todos”, com ações informativas para evitar os focos de proliferação do vetor da doença, uso de repelentes e denúncias de criadouros do mosquito.

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Saúde Pública

Influenza: Baixa cobertura vacinal deixa cidade sob risco de surto; Município fará campanha

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A baixa cobertura vacinal contra a Influenza em Tangará da Serra acende um alerta para o risco de aumento da circulação do vírus e eventual surto da doença no município. O alerta é da Vigilância Epidemiológica, que destaca índices de vacinação muito abaixo da meta recomendada entre os grupos mais vulneráveis.

Entre os idosos, a cobertura vacinal alcança apenas 34,61%. Entre as crianças menores de seis anos, o índice é de 37,96%, enquanto entre as gestantes chega a 62,34%. (imagem abaixo)

“É preocupante. A campanha nacional de vacinação começou mais cedo este ano, mas as pessoas dos grupos de risco não estão procurando as vacinas conforme esperávamos”, afirma a coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município, Juliana Herrero. “A cobertura vacinal está muito baixa e isso coloca a população em risco”, acrescenta.

Segundo Juliana, a meta preconizada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é alcançar pelo menos 95% de cobertura entre os grupos prioritários, percentual considerado necessário para reduzir significativamente os casos graves, internações e mortes causadas pela doença.

Além do impacto direto sobre a saúde da população, a baixa adesão à vacinação aumenta a pressão sobre a rede hospitalar. Em todo o país, gestores da saúde têm alertado para a combinação preocupante entre o aumento das doenças respiratórias sazonais e a já elevada demanda por leitos decorrente de acidentes de trânsito e outras urgências, cenário que pode comprometer a capacidade de atendimento dos serviços de saúde. A vacinação é considerada a medida mais eficaz para evitar hospitalizações e reduzir a sobrecarga dos hospitais.

Com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal, a Secretaria Municipal de Saúde e a Vigilância Epidemiológica promoverão uma ação especial de vacinação durante o Arraiá da Serra, no próximo dia 12.

Além da campanha, a população pode procurar qualquer Unidade de Saúde da Família para receber a vacina contra a gripe. A imunização é realizada diariamente nos seguintes horários:

  • Pela manhã, das 8h às 10h30;
  • À tarde, das 13h30 às 16h30.

Preocupação nacional

A baixa cobertura vacinal está longe de ser uma preocupação exclusiva de Tangará da Serra. Em diversas regiões do país, autoridades sanitárias vêm reforçando os alertas para a necessidade de ampliar a vacinação antes do período de inverno, quando aumenta a circulação dos vírus respiratórios. O próprio Ministério da Saúde antecipou a campanha nacional deste ano diante do crescimento dos casos de doenças respiratórias e da circulação precoce da Influenza.

Menor índice de cobertura vacinal está no público idoso.

Na região Centro-Oeste, a cobertura vacinal está em torno de 42,24%. Nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul, a média gira em torno de 40,32%, números considerados insuficientes para garantir proteção coletiva. Em Tangará da Serra, a situação é ainda mais preocupante, com cobertura média de apenas 37,22%.

O cenário epidemiológico nacional também reforça a urgência da vacinação. Dados do Ministério da Saúde mostram que, até meados de março, o Brasil já havia registrado cerca de 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e aproximadamente 840 óbitos. A Influenza respondeu por 28,1% dos casos graves identificados.

Em análise mais recente da vigilância nacional, até a Semana Epidemiológica 11 de 2026, o país contabilizava 23.615 casos de SRAG e 1.001 mortes. Entre os óbitos com identificação viral, a Influenza foi responsável por 35% das ocorrências, superando outros vírus respiratórios monitorados. O Ministério da Saúde ressalta que a vacinação continua sendo a principal estratégia para prevenir complicações, hospitalizações e mortes causadas pela gripe.

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