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ESPECIAL: SEGURANÇA HÍDRICA

Circuito Clássicos em Movimento é atração no final de semana em Tangará da Serra

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Evento é realizado a partir desta sexta-feira no Parque de Exposições com mostra de veículos antigos, apresentações culturais e atrações gastronômicas

Começa nesta sexta-feira (28) o Circuito Clássicos em Movimento, evento que reúne colecionadores de carros antigos e motocicletas de Tangará da Serra e de outros municípios e estados. A programação segue até sábado (29), no Parque de Exposições, com exposição de veículos históricos, apresentações musicais, gastronomia, sorteios e ações sociais.

A programação também marca os aniversários de três clubes tradicionais do município: Cabelu’s Moto Clube, que completa 10 anos; Estradeiros da Serra, 23 anos; e Tangará Carros Antigos, 21 anos.

A exposição começa nesta sexta-feira, às 18h, com exemplares fabricados a partir de 1929. A noite terá DJ Magnum e apresentações das bandas Flashtime, Caravelho e Reverse, todas de Tangará da Serra.

Segundo o presidente do Cabelu’s Moto Clube, Eduardo Germano, o Farofa, a expectativa é reunir participantes de diferentes cidades. “Muitos clubes de fora estão vindo, muitos carros antigos estarão presentes, onde a população de Tangará da Serra poderá ter a oportunidade de vivenciar isso, presenciar, ver motos grandes, ver carros antigos das mais diversas marcas”.

No sábado, a exposição ficará aberta das 9h às 23h, com atrações durante todo o dia. A programação começa às 10h com DJ Magnum. Às 12h, apresenta-se a Banda Vibes 65, de Cuiabá; às 14h, a Banda Jovem Guarda, de Tangará; às 15h30, Paulo Munhoz e Banda, de Cuiabá; às 17h, Othersongs, de Tangará; e às 18h30, Quem Diz Rock, de Campo Verde.

Às 20h serão realizadas as premiações e sorteios. Na sequência, às 21h, haverá show da Banda Prefixo65, de Cuiabá, e, às 23h, apresentação de Allane Carvalho, de Sinop. O encerramento terá novamente o DJ Magnum.

A entrada é gratuita nos dois dias.

Sorteios e ação social

Além da exposição e dos shows, o Circuito terá uma ação social com o sorteio de um Fusca 1967 e de uma Honda Shadow 600 cilindradas.

Segundo o presidente do Tangará Carros Antigos, Luiz Carlos Romani, o Pepe, os dois veículos estão em ótimo estado de conservação.

Para concorrer à motocicleta, o participante deverá levar alimentos não perecíveis ao Parque de Exposições. Cada quilo doado dará direito a um número para o sorteio. Os alimentos serão destinados à Assovida e ao Instituto Resgate.

Já os números para o sorteio do Fusca serão vendidos a R$ 30. Parte da arrecadação será destinada à Apae, Adin e ao Projeto Sementinhas.

(*) Védeos/imagens relacionados:

Imagens do 4º Encontro Estadual de Carros Antigos, na Vila Olímpica, em Tangará da Serra

Vídeos do 4º Encontro Estadual de Carros Antigos, neste final de semana, em Tangará da Serra

(Redação EB, com informações do Diário da Serra. Ilustração por IA; Fotos originais Arquivo EB)

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ESPECIAL: SEGURANÇA HÍDRICA

Sistema Sepotuba será novo dispositivo de segurança hídrica de Tangará da Serra

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A série “Especial – Segurança Hídrica” mostrou os investimentos para ampliar a capacidade de tratamento e reservação, além dos desafios para reduzir as perdas na distribuição de água em Tangará da Serra. Agora, o foco está no Sistema Sepotuba, nova fonte de captação ainda em fase final de implantação e que, após concluída, deverá diversificar o abastecimento e criar uma margem maior de segurança para a cidade que continua crescendo.

Com capacidade de captação de 450 litros por segundo e investimento estimado em R$ 40 milhões, sistema entra na fase final de implantação e deverá ampliar a segurança do abastecimento

Segurança hídrica é um tema cada vez mais sensível no Brasil e no mundo. Para uma cidade como Tangará da Serra, que vivenciou crises de abastecimento em um passado recente, garantir a regularidade do fornecimento deixou de ser apenas uma questão operacional. Tornou-se uma prioridade.

É nesse contexto que uma das obras mais esperadas do sistema poderá chegar à fase de operação ainda neste ano ou numa segunda hipótese, no primeiro trimestre de 2027: o Sistema Sepotuba, estrutura destinada à captação e adução de água bruta do rio Sepotuba.

Com capacidade para captar 450 litros por segundo, o novo sistema acrescentará uma alternativa de fornecimento ao abastecimento municipal. Em uma situação extrema que comprometa temporariamente a disponibilidade dos mananciais atualmente utilizados, o Sepotuba poderá funcionar como um importante dispositivo de segurança.

Uma obra de aproximadamente R$ 40 milhões

O Sistema Sepotuba recebeu investimentos estimados em R$ 40 milhões desde o início de sua implantação, em meados de 2018. A obra está com aproximadamente 95% de conclusão.

Entre as etapas finais está a implantação da subestação de energia no local da captação. O sistema de alimentação elétrica pela Energisa também está em fase final de liberação.

Concluída essa etapa, o empreendimento deverá entrar em período de testes antes do início efetivo da operação. A expectativa é de que essa fase ocorra ainda neste ano.

450 litros por segundo

A capacidade de captação do novo sistema será de 450 litros por segundo. Para isso, foram instaladas três bombas de 750 kVA: uma destinada à operação e duas mantidas como reserva.

A configuração oferece redundância operacional. Duas bombas poderão permanecer disponíveis para substituição da unidade em funcionamento em situações de manutenção ou eventual falha.

Esse é um princípio importante da segurança hídrica: não basta possuir capacidade instalada; é preciso ter alternativas capazes de manter o sistema funcionando diante de eventuais falhas.

Uma segunda alternativa de abastecimento

O principal significado do Sepotuba está na diversificação das fontes.

Atualmente, o sistema municipal tem como principal estrutura a ETA Queima-Pé, abastecida pelo rio Queima-Pé e pelos córregos Figueira e Uberabinha, além do reforço proporcionado pela rede de poços artesianos.

Prefeito Vander Masson: Segurança hídrica faz parte do conjunto de medidas visando o Marco Legal do Saneamento Básico.

A entrada do Sepotuba acrescentará uma nova fonte de captação ao sistema. Isso reduz a vulnerabilidade diante de situações em que a disponibilidade dos mananciais atualmente utilizados seja afetada por condições climáticas extremas ou outros eventos que reduzam temporariamente a oferta de água.

Não significa substituir automaticamente a estrutura existente, mas criar uma alternativa complementar para situações de maior pressão sobre o abastecimento.

O prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson, mostra otimismo e se diz convicto da proximidade da entrada em operação do novo sistema. “Num próximo momento, a gente vai contar a história da questão do Sepotuba, e vamos mostrar a água chegando, lá na frente, na represa Sitna, onde já temos um ramal receptor”, prevê, acrescentando que a segurança hídrica integra o conjunto de medidas visando o Marco Legal do Saneamento Básico no município.

Local onde a água do Sepotuba chegará, na represa Sitna, para tratamento na ETA Queima Pé: “Novo patamar de segurança no abastecimento”, segundo o diretor do Samae, Marcos Scolari.

A experiência das crises

A preocupação não é meramente teórica. Tangará da Serra já enfrentou períodos críticos de abastecimento, nos quais a redução da disponibilidade de água obrigou o município a adotar medidas emergenciais para manter o fornecimento à população.

Quando a água deixa de chegar regularmente às residências, o problema ultrapassa o saneamento. Afeta escolas, unidades de saúde, comércio, empresas, construção civil e a rotina da população.

Para uma cidade em expansão, os efeitos podem ser ainda mais amplos. Segurança hídrica passa, portanto, a ser uma condição para a continuidade do desenvolvimento.

Sepotuba e o crescimento da cidade

A entrada em operação do novo sistema ocorrerá justamente quando Tangará da Serra vive uma etapa de ampliação de sua infraestrutura urbana, criando condições para receber novos empreendimentos imobiliários e empresariais.

“Novos bairros significam novas ligações. Novos empreendimentos significam novos consumidores. Novas empresas podem representar demandas adicionais, dependendo da atividade econômica”, observa o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Silvio José Sommavilla.

Segundo ele, a infraestrutura hídrica precisa crescer antes ou, no mínimo, acompanhar o ritmo da expansão urbana.

Nesse contexto, o Sepotuba integra uma estratégia que vai além da obra de captação: oferecer capacidade adicional justamente quando o município amplia sua demanda por infraestrutura.

Não é apenas uma obra de captação

O Sistema Sepotuba precisa ser compreendido dentro de uma estratégia mais ampla.

A segurança hídrica não será resultado de uma única obra. Dependerá da combinação entre preservação dos mananciais, capacidade de captação, tratamento, reservação, distribuição eficiente e redução das perdas.

Nesse conjunto, o Sepotuba cumpre uma função específica: ampliar e diversificar a capacidade de obtenção de água bruta.

A ETA Queima-Pé está sendo ampliada para aumentar a capacidade de tratamento. Os novos reservatórios elevarão a capacidade de armazenamento de água tratada. E a futura setorização da rede deverá enfrentar o problema das perdas.

São estruturas diferentes, mas complementares.

“Quando estiver em operação, o Sistema Sepotuba colocará Tangará da Serra em um novo patamar de segurança no abastecimento”, afirma o diretor do Samae, Marcos Scolari.

A cidade passará a contar com uma estrutura adicional de captação, capaz de captar até 450 litros por segundo e equipada com redundância operacional.

O resultado mais importante, entretanto, não será percebido apenas pelo volume de água captado, mas pela margem de segurança que o sistema passará a ter.

Para uma cidade que pretende continuar crescendo, essa margem é estratégica. Ela reduz o risco de que um evento extremo transforme o abastecimento em obstáculo ao desenvolvimento e cria melhores condições para que a expansão urbana, imobiliária e empresarial ocorra sobre uma infraestrutura capaz de acompanhá-la.

O Sepotuba, nesse sentido, não é apenas uma obra de saneamento. É uma das estruturas que deverão sustentar o próximo ciclo de crescimento de Tangará da Serra.

 

(*) Veja as outras matérias da série ESPECIAL – SEGURANÇA HÍDRICA:

Tangará da Serra amplia capacidade de abastecimento para sustentar crescimento

ETA Queima Pé será ampliada e capacidade de tratamento crescerá quase 70%

Município busca reestruturação para corrigir deficiências que comprometem o abastecimento

Em busca da solução: O maior problema não está na captação, mas na distribuição

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