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Cidades-polo se consolidam como centros de influência política e econômica

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Enquanto municípios pequenos encolhem, cidades-polo reforçam seu protagonismo. Rondonópolis (Sudeste), Sinop (Norte – foto do topo), Tangará da Serra (Sudoeste), Barra do Garças (Leste), Cáceres (Oeste) e a região metropolitana de Cuiabá se destacam como principais centros de crescimento.

Esses municípios não apenas ampliam suas populações, mas concentram investimentos em comércio, serviços, agroindústria e infraestrutura, atraindo migrantes e ampliando seu peso político.

Metropolitana

Cuiabá, capital do estado. Crescimento populacional, modernização e poder político. (Foto: Divulgação)

Cuiabá e Várzea Grande concentram grande parte do eleitorado e permanecem palco das disputas mais acirradas. O fluxo contínuo de migrantes do interior e de outros estados fortalece a metrópole e acentua a polarização das eleições, tanto municipais quanto estaduais.

Eixo do Agro

Na região Norte, o “Eixo da BR-163” — formado por Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Sorriso — simboliza a pujança do agronegócio, com altos índices de urbanização, crescimento populacional constante e expressiva força econômica. Esses municípios registraram acréscimos populacionais de 11,9 mil habitantes (14,3%) em Lucas do Rio Verde, 7,8 mil (14%) em Nova Mutum e 14,1 mil (12,6%) em Sorriso.

Lucas do Rio Verde: Riqueza e produção agrícola elevam população em 14%. (Foto: Divulgação)

Primavera do Leste, no Sudeste do estado, destaca-se pela agroindústria e se integra ao polo de Rondonópolis, compondo uma das principais zonas de prosperidade da região Centro-Oeste.

Leia mais:  Uso de bicicletas elétricas e despreparo de condutores acendem alerta no trânsito

Primavera do Leste, o Sudeste do estado, destaca-se pela agroindústria e se integra ao polo de Rondonópolis, compondo uma das principais zonas de prosperidade da região Centro-Oeste.

Campo Novo do Parecis e Sapezal, no Chapadão do Parecis, são outros dois belos exemplos de prosperidade auferida através do agronegócio. Os dois municípios figuram entre os maiores PIBs do interior de Mato Grosso, com qualidade de vida e altas produções de grãos e algodão.

(*) Leia matéria relacionada:

Números da população e do eleitorado mostram contrastes políticos e econômicos no MT

(Foto topo: Divulgação)

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Uso de bicicletas elétricas e despreparo de condutores acendem alerta no trânsito

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O crescimento do uso de bicicletas elétricas nas cidades tem levantado preocupações entre os poderes e autoridades de segurança pública de Tangará da Serra. A ausência de regulamentação específica e o comportamento de parte dos condutores representam riscos de acidentes, tanto para quem utiliza esse tipo de veículo quanto para outros usuários das vias.

Entre as principais irregularidades observadas estão a condução por pessoas sem qualquer tipo de habilitação ou preparo técnico, o desrespeito às normas de trânsito — como circulação na contramão, avanço de sinal vermelho e uso indevido de faixas de pedestres —, além da falta de equipamentos de segurança. Também há registros de transporte de crianças sem proteção adequada.

Diante desse cenário, especialistas defendem a criação de legislações municipais que estabeleçam regras claras para a circulação de bicicletas elétricas, incluindo exigências de segurança e critérios de uso, como forma de reduzir acidentes e organizar o trânsito da cidade.

Fatalidade recente

Um caso recente em Tangará da Serra reforça o alerta. Uma jovem de 21 anos morreu na tarde de quarta-feira (29) em decorrência de um acidente envolvendo uma motocicleta de alta cilindrada e uma bicicleta elétrica, na avenida Ismael José do Nascimento, uma das mais movimentadas da cidade.

Leia mais:  Uso de bicicletas elétricas e despreparo de condutores acendem alerta no trânsito

A vítima seguia pela via quando houve uma colisão traseira com a bicicleta elétrica, que trafegava no mesmo sentido. Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento do acidente.

Acidente envolvendo bicicleta elétrica resultou em acidente fatal na última quarta-feira, 29. (Foto: Reprodução Serra FM, redes sociais)

Com o impacto, a jovem foi arremessada contra um poste. Ela chegou a ser socorrida, mas veio a óbito pouco após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). A condutora da bicicleta elétrica também caiu e foi encaminhada com ferimentos ao hospital pelo Corpo de Bombeiros.

Alerta

O caso recente do acidente com vítima fatal evidencia a necessidade de maior atenção ao uso de bicicletas elétricas e reforça o debate sobre a regulamentação e a conscientização no trânsito, em um contexto de rápida expansão desse meio de transporte nas cidades.

Para o comandante do 19º Batalhão de Polícia Militar de Tangará da Serra, Tenente Coronel PM Eduardo Henrique Lana, é urgente a necessidade de regulamentação por parte do município, a fim de possibilitar que as forças de segurança realizem a devida fiscalização desses veículos e de seus condutores, bem como responsabilizem aqueles que estiverem em desconformidade com a legislação.

“Qualquer veículo, quando utilizado de forma inadequada, pode se tornar uma arma nas mãos de quem não possui a devida perícia”, observa o comandante.

Ausência de regulamentação e comportamento dos condutores representam riscos de acidentes, tanto para quem utiliza esse tipo de veículo quanto para outros usuários das vias.

O oficial destaca, ainda, que outro ponto que chama atenção é a conduta de alguns pais ou responsáveis, que estão disponibilizando esses veículos a menores de idade. “Não raramente, observa-se até mesmo crianças conduzindo motocicletas elétricas, sem o uso de equipamentos obrigatórios e, principalmente, sem qualquer preparo ou conhecimento para tal prática”, pontua.

Leia mais:  Uso de bicicletas elétricas e despreparo de condutores acendem alerta no trânsito

Regulamentação

A Resolução 996/2023 do CONTRAN (atualizada em 2026) regulamenta o uso de bicicletas elétricas no Brasil. Esses equipamentos são dotados de sistema de pedal assistido (o motor só funciona quando se pedala). Se forem enquadrados em até 1.000W e velocidade não superior a 32 km/h, não precisam de emplacamento e não há exigência de carteira nacional de habilitação para seus condutores.

Devem circular em ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. Já nas vias de trânsito, devem circular no mesmo sentido dos carros, de preferência no canto. O descumprimento das regras, especialmente a condução de ciclomotores (que parecem bicicletas) sem CNH e placa, pode resultar em apreensão do veículo e multas.

Segundo informações apuradas pela redação, o Executivo Municipal já teria uma proposta para regulamentar o uso de bicicletas elétricas no trânsito de Tangará da Serra. A matéria, se de fato tiver prosseguimento, terá de passar pela Câmara de Vereadores.

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