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Chico Guarnieri reúne Energisa e lideranças e reforça cobranças por melhorias nos serviços

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Sentimento de dever cumprido, mas com atenção redobrada aos próximos avanços. Assim foi o resultado da audiência pública realizada na última segunda-feira (02), em Barra do Bugres, convocada pelo deputado estadual Chico Guarnieri, com a participação da concessionária Energisa, órgãos reguladores, lideranças regionais e a população.

Com a Câmara Municipal completamente lotada, o encontro consolidou-se como um marco na discussão sobre a insuficiência da rede elétrica na região, especialmente a limitação da rede trifásica, que tem impedido a expansão de propriedades rurais, travado investimentos e gerado prejuízos ao comércio local.

Um dos pontos mais sensíveis levantados foi a situação das redes que passam por dentro da mata, em áreas de difícil acesso, o que dificulta a manutenção e prolonga o tempo de interrupção no fornecimento. A proposta defendida durante a audiência é a realocação dessa fiação para as margens das rodovias, medida considerada estratégica para garantir mais segurança, agilidade nos reparos e preparar a região para ampliação futura da capacidade energética.

A força da mobilização ficou evidente nas manifestações das lideranças presentes. O diretor da Usina Barralcool e produtor rural da região, Dante Petroni, fez questão de reconhecer publicamente o papel do parlamentar na articulação do debate.

“Não é fácil, eu sei, e o senhor conseguiu, deputado, trazer a Energisa aqui para que pudesse nos ouvir, ouvir a população, ouvir as dificuldades que já foram postas aqui de toda maneira. O senhor está aqui nos ouvindo e vai trazer um benefício para todas as nossas regiões, para todos esses municípios. A nossa baixada estava esquecida. O nosso deputado conseguiu trazer esse olhar para a nossa baixada. Nós devemos isso ao senhor, Chico. Obrigado”.

A fala simbolizou o sentimento predominante no plenário: o de que a região precisava ser ouvida e de que a audiência representou um passo concreto nessa direção.

iante das cobranças apresentadas por produtores, empresários e representantes da comunidade, a Energisa se posicionou oficialmente. O assessor institucional e governamental da concessionária em Mato Grosso, Luiz Carlos Moreira Júnior, detalhou que o estado segue recebendo investimentos robustos e que a projeção para este ano é de R$ 2,167 bilhões, com foco em ampliação de redes e melhorias estruturais.

Sobre as reclamações específicas da região, afirmou que equipes técnicas serão enviadas aos pontos indicados para levantamento detalhado e definição das soluções necessárias. Em relação à mudança das redes instaladas em áreas de difícil acesso, explicou que muitas foram construídas há mais de 30 anos, em um contexto diferente do atual, e que será realizado estudo técnico para viabilizar a adequação dentro das normas regulatórias, com compromisso de dar celeridade ao processo.

“Nós vamos fazer isso o mais rápido possível e começar fazer na rede que mostraram para a gente aqui”, reafirmou Luiz.

A audiência, portanto, não ficou apenas no campo das manifestações: estabeleceu encaminhamentos objetivos e colocou prazos e responsabilidades em debate.

Ao final, o deputado Chico Guarnieri reforçou que o trabalho continuará. “Nosso compromisso é com resultado. Vamos acompanhar de perto e cobrar para que as melhorias saiam do papel”.

A mobilização demonstrou que Barra do Bugres não aceita mais limitações que comprometam seu crescimento. Sob a liderança de Chico Guarnieri, a pauta da energia ganhou prioridade institucional, transformando reivindicações históricas em agenda concreta de cobrança e acompanhamento.

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Gisela recompõe chapa de Pivetta após crise e preserva estrutura da aliança

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Escolha da advogada e ex-deputada federal mantém União Brasil na vice e busca ampliar o alcance da candidatura após saída de Fábio Garcia, em meio aos reflexos políticos da Operação Heritage

A escolha de Gisela Simona (União Brasil) para a vice-governadoria na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos) vai além da simples substituição de Fábio Garcia. A decisão recompõe uma candidatura que precisou ser reorganizada às pressas após os desdobramentos políticos e judiciais da Operação Heritage e preserva, ao mesmo tempo, a estrutura partidária originalmente concebida para a disputa pelo Governo de Mato Grosso.

Gisela: Passagem pelo Procon e pela Câmara Federal lhe garantiu reconhecimento político e uma identidade pública própria.

Gisela foi anunciada como vice na noite de terça-feira (11), horas depois de Fábio Garcia desistir da candidatura e decidir buscar a reeleição para a Câmara dos Deputados. O deputado deixou a composição em meio às medidas cautelares decorrentes da investigação sobre um suposto esquema envolvendo cerca de R$ 308 milhões pagos pelo Estado no acordo com a operadora Oi. Entre as restrições impostas estão impedimentos de comunicação direta entre investigados, situação que atingiu Garcia, o ex-governador Mauro Mendes e o ex-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho.

Reconstrução mantendo a base

A saída de Garcia criou para Pivetta a necessidade de uma solução rápida, mas a escolha de Gisela evitou uma alteração mais profunda no desenho político da chapa. Filiada ao União Brasil, ela preserva o espaço do partido na vice-governadoria e mantém a composição Republicanos-União Brasil, um dos pilares da aliança formada pelo grupo governista.

Pivetta: Escolha de Gisela evitou uma alteração mais profunda no desenho político da chapa.

A opção também afasta a vice da crise provocada pela Heritage. Sem vínculo com os investigados ou com os fatos sob apuração, Gisela chega à chapa sem carregar diretamente os efeitos políticos do caso que levou à necessidade de reorganização da candidatura.

A escolha permite, assim, uma tentativa de reposicionamento da campanha: preservar a estrutura da aliança, mas substituir um nome diretamente atingido pelas consequências das medidas cautelares por outro com trajetória própria no cenário político estadual.

Mulher e representante da Baixada Cuiabana

A composição acrescenta ainda dois elementos à estratégia eleitoral. Gisela é uma mulher em uma chapa majoritária e possui trajetória política co

Vander: “Escolha de Gisela Simona foi relevante, por ela ter características importantes dentro do cenário político”.

nstruída principalmente em Cuiabá e na Baixada Cuiabana, região de peso eleitoral nas disputas estaduais.

Advogada e servidora pública de carreira, Gisela construiu projeção pública à frente do Procon Estadual e, posteriormente, exerceu mandato de deputada federal. Sua atuação política ficou associada a temas como defesa do consumidor, combate à corrupção e representação de demandas da região metropolitana da Capital.

Para o prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson, ouvido pela reportagem, a escolha reúne características que podem complementar o perfil de Pivetta.

“Pela informação que recebi, o pedido de renúncia da candidatura foi feito pelo próprio Fábio. Em virtude disso, creio que a escolha da Gisela Simona foi relevante, por ela ter características importantes dentro do cenário político. E que são potencializadas pela experiência profissional como advogada, superintendente efetiva do Procon, exercício no cargo de deputada federal, entre outras, que, somadas às qualidades do candidato Pivetta, se complementam para o exercício de um mandato de avanço em resultados para a população mato-grossense”, afirmou Vander, que é filiado ao União Brasil.

Patrimônio político próprio

Outro aspecto da escolha está no fato de Gisela não ser um nome inteiramente novo para o eleitorado. A passagem pelo Procon e pela Câmara Federal lhe garantiu reconhecimento político e uma identidade pública própria, construída antes da definição de sua participação na chapa.

Esse patrimônio político pode ajudar Pivetta a reorganizar a campanha em um momento de forte repercussão sobre o grupo governista. A Operação Heritage já havia provocado a saída de Garcia da vice e levado a uma série de mudanças no ambiente político da aliança.

A definição por Gisela, portanto, representa uma resposta à crise sem desmontar o arranjo partidário original. Pivetta preserva o União Brasil na vice, incorpora um perfil feminino à chapa e passa a contar com uma candidata identificada com Cuiabá e a Baixada Cuiabana.

Mais do que preencher uma vaga aberta de forma inesperada, a escolha procura devolver estabilidade à composição majoritária. Resta saber se a rápida reestruturação será suficiente para conter os efeitos políticos da Heritage e permitir que a campanha retome sua agenda original, agora com uma chapa reconstruída em meio a um dos primeiros grandes testes do processo eleitoral de 2026.

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