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Chico Guarnieri mobiliza Tangará para cobrar melhorias da Energisa em audiência pública

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Deputado estadual convocou a audiência pública para ouvir as queixas da população e buscar melhorias no serviço de energia elétrica em Mato Grosso

“Esperamos a população de Tangará da Serra, do médio-norte, nessa audiência pública para indicar os problemas que a região enfrenta com relação ao serviço de energia elétrica. É a oportunidade de falar quais são as maiores dificuldades e cobrar da empresa, e nós, deputados estaduais, estaremos juntos nessa cobrança”, afirma o parlamentar Chico Guarnieri (PRD), sobre a audiência pública que será realizada nesta quinta-feira (02.10), a partir das 19h, na sede local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

As reclamações sobre o serviço da Energisa são muitas e a proposta agora é ouvir cada localidade do estado sobre as dificuldades enfrentadas com a concessionária de energia elétrica como: instabilidade da rede, quedas de energia, falta de manutenção. Essa é a primeira audiência pública do ciclo de encontros que serão realizados pela Comissão Especial que avalia os serviços prestados pela empresa, em Mato Grosso. O requerimento proposto por Chico Guarnieri foi assinado também pelos deputados estaduais Dr João (MDB) e Wilson Santos (PSD).

O contrato com a concessionária foi assinado em 1997 e tem prazo de 30 anos, com encerramento previsto para dezembro de 2027. Até lá, a comissão seguirá realizando levantamentos para subsidiar a decisão sobre a renovação ou não da concessão.

Chico Guarnieri reforçou que a audiência em Tangará da Serra é aberta não só aos moradores do município, mas também a cidades vizinhas como Barra do Bugres, Nova Olímpia, Sapezal e Campo Novo do Parecis.

“Convido também os municípios vizinhos para debater e cobrar que a Energisa invista e ofereça um serviço de melhor qualidade em nosso estado. A empresa teve lucro superior a R$ 1 bilhão no último ano, mas, apesar disso, há muitas reclamações sobre a qualidade do serviço. Mato Grosso consome pouco mais de 40% da energia que produz, mas mais de 70% da rede ainda é monofásica”, pontuou.

O parlamentar destacou ainda que, embora a Energisa atue em mais de 10 estados, Mato Grosso responde por mais de um terço do lucro nacional da empresa.

“É muito dinheiro saindo daqui sem retorno proporcional em investimentos. Mato Grosso cresce acima da média nacional, é um estado gigante, produtor, mas precisa de energia de qualidade para se industrializar mais. Hoje produzimos muita matéria-prima e quase não industrializamos. Sem energia confiável, não vamos avançar”, cobrou.

O deputado reforçou que a audiência pública será um momento essencial para dar voz à população, permitindo que cada cidadão apresente suas demandas e ajude a fortalecer o trabalho da comissão na cobrança por melhorias.

“Por isso, a presença popular é fundamental. Precisamos ouvir o que os consumidores têm a relatar, compreender as principais dificuldades e, a partir disso, atuar de forma mais assertiva nos pontos levantados”, destacou Chico Guarnieri.

A Comissão Especial da ALMT é composta pelos deputados Janaina Riva (MDB), Faissal Calil (Cidadania), Chico Guarnieri (PRD), Valdir Barranco (PT), Wilson Santos (PSD), Eduardo Botelho (União) e Júlio Campos (União).

Serviço:

Evento: Audiência pública para tratar da renovação ou possível reversão da concessão de distribuição de energia elétrica em Mato Grosso

Local: Sede da 10º subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT), localizada na Avenida Brasil, n.º 1.600 – Jardim Europa.

Data: 02 de outubro (Quinta-feira)

Horário: 19h

(Assessoria)

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Cidades & Geral

Aripuanã vê duas obras milionárias travadas por decisões da Justiça e do Tribunal de Contas

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Usina solar de R$ 30 milhões tem pagamentos suspensos pelo Tribunal de Contas, enquanto licitação da nova Prefeitura é barrada pela Justiça; investimentos somam mais de R$ 40 milhões e pressionam município de 26 mil habitantes

Dois grandes investimentos da gestão da prefeita Seluir Peixer Reghin (União) estão sob intervenção dos órgãos de controle e ampliam a preocupação com a questão da regularidade e, também, quanto aos impactos financeiros para Aripuanã. Enquanto o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) suspendeu os pagamentos restantes da usina solar de aproximadamente R$ 30 milhões, a Justiça determinou a paralisação da licitação para a construção da nova sede da Prefeitura por indícios de irregularidades no edital.

Juntas, as duas obras ultrapassam R$ 40 milhões em investimentos previstos — valor expressivo para um município de pouco mais de 26 mil habitantes e orçamento anual de cerca de R$ 250 milhões. Apenas a usina fotovoltaica representa cerca de 12% de toda a receita orçamentária do município.

No caso da usina solar, o TCE concedeu medida cautelar suspendendo o pagamento dos cerca de R$ 2,32 milhões ainda pendentes do contrato, diante de indícios de sobrepreço e outras possíveis irregularidades. Segundo a decisão, aproximadamente R$ 27,67 milhões já foram desembolsados à empresa contratada, enquanto a Corte instaurou Tomada de Contas para apurar eventual dano ao erário.

Prefeita Seluit Peixer Reghin: Obras milionárias de sua gestão são alvos de embargo por supostas irregularidades.

A situação financeira preocupa porque, apesar do elevado investimento, a usina ainda não entrou em operação. Desde dezembro de 2025, a Prefeitura já paga os juros do financiamento contratado para executar a obra e, agora, começam a vencer também as parcelas do empréstimo, embora o empreendimento ainda não produza energia para abastecer os prédios públicos.

Outro obstáculo é a inexistência do parecer de acesso da Energisa, documento indispensável para autorizar a conexão da usina ao sistema elétrico. Sem essa autorização, a energia gerada não pode ser injetada na rede, impedindo a compensação dos créditos e adiando a economia prometida.

Na prática, o município corre o risco de enfrentar uma dupla despesa: continuar pagando integralmente as contas de energia elétrica das repartições públicas e, simultaneamente, arcar com as prestações do financiamento de uma usina que não está funcionando.

A decisão do TCE é cautelar e não representa julgamento definitivo. Os responsáveis ainda poderão apresentar defesa durante a instrução do processo.

Nova Prefeitura

Paralelamente, a Justiça de Mato Grosso suspendeu a Concorrência Pública nº 10/2026, destinada à construção da nova sede da Prefeitura de Aripuanã. (Veja no arquivo com decisão judicial: Aripuanã, mandado com prdido de liminar – nova prefeitura)

A decisão liminar do juiz substituto Yago da Silva Sebastião atendeu mandado de segurança apresentado por uma das empresas participantes do certame, que apontou possíveis ilegalidades na condução da licitação.

Segundo a decisão, houve alteração substancial do edital na véspera da abertura das propostas. O documento originalmente previa julgamento pelo critério de técnica e preço, mas, um dia antes da sessão pública, a Administração Municipal informou que o critério correto seria o de menor preço global, classificando a mudança como mero erro material.

Para o magistrado, entretanto, o próprio edital continha toda a estrutura necessária para avaliação técnica, o que afasta a tese de simples equívoco formal. A decisão também destaca divergências em documentos internos da própria Prefeitura sobre o critério de julgamento, situação que pode comprometer a igualdade entre os concorrentes.

Com base na Lei Federal nº 14.133/2021, a Justiça entendeu que mudanças capazes de influenciar a formulação das propostas exigem republicação do edital e reabertura dos prazos legais.

A liminar determinou a suspensão imediata da licitação, proibiu adjudicação, homologação, assinatura de contrato ou emissão de ordem de serviço e concedeu ao município a possibilidade de corrigir integralmente o edital, republicá-lo e reabrir os prazos antes de retomar o certame.

As duas decisões, embora cautelares e ainda sujeitas ao julgamento de mérito, colocam sob questionamento dois dos maiores projetos da atual administração municipal e evidenciam o elevado impacto que investimentos dessa magnitude podem produzir nas finanças de um município de pequeno porte. A situação ganha maior relevância no caso da usina solar, cujo custo equivale, sozinho, a aproximadamente 12% de todo o orçamento anual de Aripuanã.

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