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Economia & Mercado

Cenário de incertezas: Indústria em retração reforça cautela e Ibovespa fecha em queda

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A combinação de incertezas fiscais e enfraquecimento da atividade industrial pressionou o mercado financeiro brasileiro. O Ibovespa encerrou o último pregão em queda de 1,57%, aos 141.356 pontos, acompanhando o aumento da cautela dos investidores diante das dúvidas sobre os gastos do governo e do cenário político.

O pessimismo ganhou força após a divulgação dos Indicadores Industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que apontaram retração de 5,3% no faturamento da indústria de transformação em agosto, o quarto resultado negativo do ano. A queda ocorreu em 16 dos 22 setores avaliados, com destaque para biocombustíveis e alimentos, e foi atribuída ao alto custo do crédito e à concorrência de produtos importados.

Ibovespa encerrou o último pregão em queda de 1,57%, aos 141.356 pontos.

O recuo também se refletiu em outros indicadores do setor: o número de horas trabalhadas diminuiu 0,3% no mês, a massa salarial caiu 0,5% e o rendimento médio do trabalhador teve retração de 0,6%. A utilização da capacidade instalada registrou leve alta, de 0,2 ponto percentual, para 78,7%.

Segundo especialistas, o cenário global de incertezas e a valorização do real têm reduzido a competitividade das exportações, enquanto o ambiente interno segue afetado por juros elevados e dúvidas sobre a política fiscal. Esse conjunto de fatores aumentou a aversão ao risco e contribuiu para a queda do principal índice da bolsa brasileira.

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Economia & Mercado

Guerra segue e mercado deverá reagir com forte alta nos combustíveis e lubrificantes

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A guerra no Oriente Médio segue com reflexos diretos no mercado internacional de petróleo com tendência de forte aumento nos preços dos combustíveis e lubrificantes no Brasil. Nesta quinta-feira, o barril do petróleo tipo Brent crude oil atingiu a marca de US$ 120, em meio ao aumento das tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto da produção mundial.

Analistas de mercado e instituições financeiras apontam que, em caso de prolongamento do conflito ou interrupção no fluxo da commodity, os preços podem subir ainda mais, elevando o custo global da energia e pressionando cadeias produtivas em diversos países.

No Brasil, os efeitos tendem a ser sentidos de forma gradual, mas inevitável. A política de preços praticada pela Petrobras acompanha as cotações internacionais, o que deve resultar em repasses ao consumidor nas próximas semanas.

Em Mato Grosso, onde a gasolina já é comercializada em torno de R$ 6,70 por litro, há o temor de que os preços ultrapassem a marca de R$ 7,00 nos postos, caso o cenário internacional se mantenha pressionado.

O diesel, principal insumo do transporte e das atividades agrícolas, também deve registrar alta, ampliando os custos logísticos e operacionais em toda a cadeia produtiva.

Lubrificantes em alta

Além dos combustíveis, o aumento no preço do petróleo impacta diretamente os lubrificantes e outros derivados petroquímicos. Fabricantes já relatam elevação nos custos de produção, o que tende a ser repassado ao mercado.

O encarecimento desses insumos afeta desde o transporte até a manutenção de máquinas e equipamentos, ampliando o impacto econômico.

Agro sob efeito

Principal motor da economia de Mato Grosso, o agronegócio está entre os setores mais expostos à alta dos combustíveis. O aumento no preço do diesel encarece operações como plantio, colheita e transporte da produção.

O cenário se soma a um momento já desafiador para o setor, que enfrenta custos elevados e queda nos preços internacionais de commodities agrícolas.

Com margens pressionadas, produtores podem reduzir investimentos e ajustar o ritmo de produção, o que tende a refletir na economia regional.

Efeito em cadeia atingirá consumidor

O aumento nos combustíveis tem impacto direto sobre o custo do frete, o que influencia os preços de alimentos e outros produtos essenciais. A tendência é de repasse gradual ao consumidor final, contribuindo para a elevação da inflação.

Organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional, já alertam que a continuidade do conflito pode provocar desaceleração econômica global, com efeitos sobre preços, produção e consumo.

Enquanto o cenário permanece incerto, o mercado acompanha os desdobramentos da guerra e seus impactos sobre o fornecimento de petróleo, fator determinante para a evolução dos preços nas próximas semanas.

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