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Saúde Pública

Casos de sarampo mobilizam rede pública de saúde; Tangará disponibiliza vacina

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O vírus do sarampo voltou a circular com força na América do Sul, com a Bolívia registrando 229 casos somente em 2025. Diante dessa situação, os estados brasileiros que fazem fronteira com o país vizinho – caso de Mato Grosso – estão em alerta. Em Tangará da Serra, a mobilização já rende campanha de vacinação.

O Brasil, que havia sido recertificado como livre do sarampo em 2024, agora enfrenta a reintrodução da doença, com 22 casos confirmados de sarampo importados da Bolívia, sendo a maioria no estado do Tocantins. (Veja, abaixo, nota técnica do Ministério da Saúde)

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Em Mato Grosso, a proximidade com a Bolívia tem gerado preocupação. Em julho, o Ministério da Saúde determinou o reforço da vacinação na região vizinha à fronteira com o objetivo de evitar que o vírus se espalhe. Em Tangará da Serra (distante a pouco mais de 330 quilômetros da primeira cidade boliviana na fronteira, San Mathias), a coordenação de Vigilância Epidemiológica do município intensificou as ações para proteger a população local e impedir o avanço da doença.

Uma das principais medidas adotadas foi a inclusão da “Dose Zero” da vacina contra o sarampo para crianças de 6 meses a menores de 12 meses de idade, com doses já disponibilizadas nas unidades de saúde. A medida preventiva e emergencial visa reduzir o risco de surtos em áreas onde o vírus pode ser reintroduzido. A vacina é gratuita, fornecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo fundamental para manter o controle da doença.

Além disso, o Ministério da Saúde reforçou a importância da vacinação de rotina, com a 1ª dose da vacina tríplice viral sendo aplicada aos 12 meses e a 2ª aos 15 meses de idade.

As unidades de saúde de Tangará da Serra estão preparadas para atender a população, e os pais e responsáveis são orientados a procurar as unidades de saúde levando o cartão de vacinação da criança para garantir a aplicação das doses necessárias. A responsável técnica da Vigilância Epidemiológica de Tangará da Serra, Juliana Herrero, reforça a importância da mobilização coletiva para manter o sarampo longe da cidade: “Orientamos pais e responsáveis a procurarem a unidade de saúde mais próxima, portando o cartão de vacinação da criança, para garantir a aplicação. Reforçamos que a vacina é segura, eficaz e gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”.

O alerta para o sarampo também se estende a ações como o “Dia S”, para a detecção precoce de casos suspeitos, e a realização de webinários e oficinas sobre o manejo clínico da doença. O Ministério da Saúde também tem atuado em cooperação internacional, com a doação de vacinas para a Bolívia, ajudando no controle do surto no país vizinho.

Com a circulação do vírus em países próximos e a mobilidade de pessoas, a vigilância contínua e a manutenção de altas coberturas vacinais são essenciais para evitar que o sarampo se espalhe e cause complicações graves, especialmente entre as crianças.

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Saúde Pública

El Niño pode impulsionar dengue e chikungunya; Ministério emite nota técnica

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O Ministério da Saúde recomendou que estados e municípios intensifiquem as ações de vigilância e controle das arboviroses diante da possibilidade de aumento na transmissão de doenças pelo mosquito Aedes aegypti. A orientação foi divulgada em nota técnica que considera os impactos esperados do fenômeno El Niño, previsto para influenciar o clima brasileiro a partir do segundo semestre deste ano.

Segundo estimativas elaboradas pelo InfoDengue/Fiocruz, o Brasil poderá registrar cerca de 1,7 milhão de casos de dengue em 2027. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (WMO) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a combinação de temperaturas mais elevadas, aumento das chuvas em algumas regiões e períodos de estiagem em outras pode criar condições favoráveis à proliferação do mosquito transmissor.

Em Mato Grosso, apesar do período de estiagem, os cuidados devem ser mantidos. Na 28ª semana epidemiológica, o estado registra 12.143 casos prováveis de arboviroses, dos quais 10.744 são de dengue, 1.113 de chikungunya e 286 de zika.

Em Tangará da Serra, foram notificados 1.001 casos de arboviroses, sendo 958 de dengue, 41 de chikungunya e dois de zika. O município contabiliza um óbito confirmado por dengue e outro permanece em investigação.

Ações de vigilância

Entre as recomendações do Ministério da Saúde estão a intensificação da vigilância epidemiológica, o bloqueio da transmissão nos primeiros casos identificados, a reorganização do trabalho dos Agentes de Combate às Endemias e a adoção de tecnologias para o controle vetorial.

A pasta também orienta os gestores a reforçarem campanhas de conscientização para incentivar a população a eliminar possíveis criadouros do mosquito e buscar atendimento médico diante dos primeiros sintomas da doença.

Embora o alerta seja voltado ao cenário climático previsto para os próximos meses, o panorama atual é de redução das principais arboviroses no país. Até 20 de junho de 2026, o Brasil registrou 392,8 mil casos de dengue, uma queda de 73% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os casos de chikungunya também recuaram 46%, segundo o Ministério da Saúde.

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