TANGARÁ DA SERRA
Pesquisar
Close this search box.

Política & Políticos

Câmara admite abertura de CPI da Saúde, mas vai aguardar conclusão de inquérito policial

Publicado em

Durante a 6ª Sessão Ordinária, realizada nesta terça-feira (10), a Câmara Municipal deliberou sobre o Requerimento nº 38, que solicitava a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar denúncias relacionadas à rede municipal de saúde.

O requerimento, de autoria dos vereadores Horácio Pereira e Niltinho do Lanche, propunha a investigação de possíveis fraudes, pagamentos indevidos, falsificação de exames laboratoriais e mortes de pacientes envolvendo laboratórios credenciados e eventuais agentes públicos. Após discussão em plenário, a matéria não foi aprovada pela maioria dos parlamentares.

A decisão considerou informações apresentadas durante reunião institucional realizada na última sexta-feira (06), no plenário da Câmara, com a presença do prefeito Vander Masson, da secretária municipal de Saúde, Angela Xavier Belizário, e do delegado da Polícia Civil responsável pelas investigações, Ivan Albuquerque.

Na ocasião, o delegado apresentou informações preliminares sobre o inquérito policial e informou que as apurações estão em fase inicial. Segundo ele, os indícios apontam, em princípio, para crimes de falsidade ideológica e falsidade documental, relacionados à possível adulteração de resultados de exames laboratoriais. O delegado também orientou que possíveis vítimas ou pessoas que possuam informações procurem a Delegacia de Polícia Civil para prestar depoimento e colaborar com as investigações.

Ainda conforme informado durante a reunião, o prazo inicial para conclusão do inquérito é de 30 dias, podendo ser prorrogado por até 90 dias mediante solicitação ao Ministério Público, para análise de documentos e informações contábeis.

Diante desse cenário, vereadores avaliaram que o momento exige cautela institucional e decidiram aguardar o andamento das investigações conduzidas pela Polícia Civil antes de deliberar sobre a eventual instalação de uma CPI.

Durante o debate, parlamentares afirmaram que não descartam a criação da comissão, mas consideram prudente aguardar o avanço do inquérito policial, mantendo o Legislativo atento aos desdobramentos do caso.

(Com informações de Assessoria)

Comentários Facebook
Advertisement

Política & Políticos

Gisela recompõe chapa de Pivetta após crise e preserva estrutura da aliança

Published

on

Escolha da advogada e ex-deputada federal mantém União Brasil na vice e busca ampliar o alcance da candidatura após saída de Fábio Garcia, em meio aos reflexos políticos da Operação Heritage

A escolha de Gisela Simona (União Brasil) para a vice-governadoria na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos) vai além da simples substituição de Fábio Garcia. A decisão recompõe uma candidatura que precisou ser reorganizada às pressas após os desdobramentos políticos e judiciais da Operação Heritage e preserva, ao mesmo tempo, a estrutura partidária originalmente concebida para a disputa pelo Governo de Mato Grosso.

Gisela: Passagem pelo Procon e pela Câmara Federal lhe garantiu reconhecimento político e uma identidade pública própria.

Gisela foi anunciada como vice na noite de terça-feira (11), horas depois de Fábio Garcia desistir da candidatura e decidir buscar a reeleição para a Câmara dos Deputados. O deputado deixou a composição em meio às medidas cautelares decorrentes da investigação sobre um suposto esquema envolvendo cerca de R$ 308 milhões pagos pelo Estado no acordo com a operadora Oi. Entre as restrições impostas estão impedimentos de comunicação direta entre investigados, situação que atingiu Garcia, o ex-governador Mauro Mendes e o ex-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho.

Reconstrução mantendo a base

A saída de Garcia criou para Pivetta a necessidade de uma solução rápida, mas a escolha de Gisela evitou uma alteração mais profunda no desenho político da chapa. Filiada ao União Brasil, ela preserva o espaço do partido na vice-governadoria e mantém a composição Republicanos-União Brasil, um dos pilares da aliança formada pelo grupo governista.

Pivetta: Escolha de Gisela evitou uma alteração mais profunda no desenho político da chapa.

A opção também afasta a vice da crise provocada pela Heritage. Sem vínculo com os investigados ou com os fatos sob apuração, Gisela chega à chapa sem carregar diretamente os efeitos políticos do caso que levou à necessidade de reorganização da candidatura.

A escolha permite, assim, uma tentativa de reposicionamento da campanha: preservar a estrutura da aliança, mas substituir um nome diretamente atingido pelas consequências das medidas cautelares por outro com trajetória própria no cenário político estadual.

Mulher e representante da Baixada Cuiabana

A composição acrescenta ainda dois elementos à estratégia eleitoral. Gisela é uma mulher em uma chapa majoritária e possui trajetória política co

Vander: “Escolha de Gisela Simona foi relevante, por ela ter características importantes dentro do cenário político”.

nstruída principalmente em Cuiabá e na Baixada Cuiabana, região de peso eleitoral nas disputas estaduais.

Advogada e servidora pública de carreira, Gisela construiu projeção pública à frente do Procon Estadual e, posteriormente, exerceu mandato de deputada federal. Sua atuação política ficou associada a temas como defesa do consumidor, combate à corrupção e representação de demandas da região metropolitana da Capital.

Para o prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson, ouvido pela reportagem, a escolha reúne características que podem complementar o perfil de Pivetta.

“Pela informação que recebi, o pedido de renúncia da candidatura foi feito pelo próprio Fábio. Em virtude disso, creio que a escolha da Gisela Simona foi relevante, por ela ter características importantes dentro do cenário político. E que são potencializadas pela experiência profissional como advogada, superintendente efetiva do Procon, exercício no cargo de deputada federal, entre outras, que, somadas às qualidades do candidato Pivetta, se complementam para o exercício de um mandato de avanço em resultados para a população mato-grossense”, afirmou Vander, que é filiado ao União Brasil.

Patrimônio político próprio

Outro aspecto da escolha está no fato de Gisela não ser um nome inteiramente novo para o eleitorado. A passagem pelo Procon e pela Câmara Federal lhe garantiu reconhecimento político e uma identidade pública própria, construída antes da definição de sua participação na chapa.

Esse patrimônio político pode ajudar Pivetta a reorganizar a campanha em um momento de forte repercussão sobre o grupo governista. A Operação Heritage já havia provocado a saída de Garcia da vice e levado a uma série de mudanças no ambiente político da aliança.

A definição por Gisela, portanto, representa uma resposta à crise sem desmontar o arranjo partidário original. Pivetta preserva o União Brasil na vice, incorpora um perfil feminino à chapa e passa a contar com uma candidata identificada com Cuiabá e a Baixada Cuiabana.

Mais do que preencher uma vaga aberta de forma inesperada, a escolha procura devolver estabilidade à composição majoritária. Resta saber se a rápida reestruturação será suficiente para conter os efeitos políticos da Heritage e permitir que a campanha retome sua agenda original, agora com uma chapa reconstruída em meio a um dos primeiros grandes testes do processo eleitoral de 2026.

Comentários Facebook
Continue Reading

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana