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Saúde Pública

Avanço da gripe pressiona saúde pública e torna vacinação medida indispensável

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O avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e da Influenza A acendeu um alerta em Tangará da Serra e em todo o estado de Mato Grosso. Com unidades de saúde e hospitais registrando alta demanda, especialmente entre crianças e idosos, o município intensificou as ações para conter o agravamento dos casos e ampliar a cobertura vacinal.

Dados recentes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontam que Mato Grosso está entre os estados em situação preocupante (alto risco) para doenças respiratórias, com tendência de aumento de casos graves nas próximas semanas . A Influenza A tem papel central nesse cenário: o vírus é responsável pela maior parte das hospitalizações e por mais de 70% das mortes por SRAG no país .

Rede mobilizada

Diante da pressão sobre a rede de saúde, o município adotou medidas emergenciais. As Unidades de Saúde da Família (USFs) do Cohab/Tarumã e Jardim Presidente passaram a atender com horário estendido até as 21h00 de segunda a sexta, enquanto o Posto Central funciona até as 23h00, ampliando o acesso da população ao atendimento.

A estratégia busca reduzir a sobrecarga na UPA e nos hospitais, que vêm registrando aumento expressivo de atendimentos, principalmente de crianças pequenas — grupo considerado de maior risco.

Vacinação é prioridade

A principal resposta à crise é a vacinação. Disponível gratuitamente na rede pública, a imunização será reforçada com o Dia D no próximo sábado (25), em todas as USFs. (Veja no quadro, ao final desse texto, os públicos prioritários)

“Precisamos vacinar o público-alvo antes que adoeça”, afirmou a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Juliana Herrero.

A campanha reforça que a vacinação é uma responsabilidade coletiva. Pais devem garantir a imunização de crianças, especialmente as menores de 2 anos — grupo com maior risco de hospitalização —, enquanto famílias devem proteger os idosos, que também estão entre os mais vulneráveis às formas graves da doença.

A pesquisadora da Fiocruz, Tatiana Portella, destaca outro aspecto fundamental: “A vacinação protege os bebês nos primeiros meses de vida”.

Evolução rápida

A Influenza A não deve ser tratada como uma gripe comum. Em muitos casos, a doença pode evoluir para complicações severas, como pneumonia, insuficiência respiratória e agravamento de doenças crônicas, levando à internação e até ao óbito .

A SRAG representa justamente essa evolução mais grave da síndrome gripal, quando o paciente apresenta dificuldade respiratória e necessidade de atendimento hospitalar.

Crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades estão entre os grupos mais suscetíveis a essas complicações.

Prevenção vai além da vacina

Embora a vacinação seja a principal medida de proteção, outras ações são fundamentais para conter o avanço da doença:

  • Higienizar as mãos com frequência
  • Evitar aglomerações, principalmente em ambientes fechados
  • Manter ambientes ventilados
  • Utilizar máscara em caso de sintomas gripais
  • Evitar contato com pessoas doentes
  • Procurar atendimento médico ao surgirem sinais de agravamento

Alerta e responsabilidade coletiva

O cenário atual exige atenção redobrada da população. O aumento de casos, a pressão sobre o sistema de saúde e o risco de agravamento da doença reforçam a necessidade de prevenção imediata.

A vacinação, disponível gratuitamente, é apontada pelas autoridades de saúde como a forma mais eficaz de evitar casos graves e mortes.

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Saúde Pública

Influenza: Baixa cobertura vacinal deixa cidade sob risco de surto; Município fará campanha

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A baixa cobertura vacinal contra a Influenza em Tangará da Serra acende um alerta para o risco de aumento da circulação do vírus e eventual surto da doença no município. O alerta é da Vigilância Epidemiológica, que destaca índices de vacinação muito abaixo da meta recomendada entre os grupos mais vulneráveis.

Entre os idosos, a cobertura vacinal alcança apenas 34,61%. Entre as crianças menores de seis anos, o índice é de 37,96%, enquanto entre as gestantes chega a 62,34%. (imagem abaixo)

“É preocupante. A campanha nacional de vacinação começou mais cedo este ano, mas as pessoas dos grupos de risco não estão procurando as vacinas conforme esperávamos”, afirma a coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município, Juliana Herrero. “A cobertura vacinal está muito baixa e isso coloca a população em risco”, acrescenta.

Segundo Juliana, a meta preconizada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é alcançar pelo menos 95% de cobertura entre os grupos prioritários, percentual considerado necessário para reduzir significativamente os casos graves, internações e mortes causadas pela doença.

Além do impacto direto sobre a saúde da população, a baixa adesão à vacinação aumenta a pressão sobre a rede hospitalar. Em todo o país, gestores da saúde têm alertado para a combinação preocupante entre o aumento das doenças respiratórias sazonais e a já elevada demanda por leitos decorrente de acidentes de trânsito e outras urgências, cenário que pode comprometer a capacidade de atendimento dos serviços de saúde. A vacinação é considerada a medida mais eficaz para evitar hospitalizações e reduzir a sobrecarga dos hospitais.

Com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal, a Secretaria Municipal de Saúde e a Vigilância Epidemiológica promoverão uma ação especial de vacinação durante o Arraiá da Serra, no próximo dia 12.

Além da campanha, a população pode procurar qualquer Unidade de Saúde da Família para receber a vacina contra a gripe. A imunização é realizada diariamente nos seguintes horários:

  • Pela manhã, das 8h às 10h30;
  • À tarde, das 13h30 às 16h30.

Preocupação nacional

A baixa cobertura vacinal está longe de ser uma preocupação exclusiva de Tangará da Serra. Em diversas regiões do país, autoridades sanitárias vêm reforçando os alertas para a necessidade de ampliar a vacinação antes do período de inverno, quando aumenta a circulação dos vírus respiratórios. O próprio Ministério da Saúde antecipou a campanha nacional deste ano diante do crescimento dos casos de doenças respiratórias e da circulação precoce da Influenza.

Menor índice de cobertura vacinal está no público idoso.

Na região Centro-Oeste, a cobertura vacinal está em torno de 42,24%. Nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul, a média gira em torno de 40,32%, números considerados insuficientes para garantir proteção coletiva. Em Tangará da Serra, a situação é ainda mais preocupante, com cobertura média de apenas 37,22%.

O cenário epidemiológico nacional também reforça a urgência da vacinação. Dados do Ministério da Saúde mostram que, até meados de março, o Brasil já havia registrado cerca de 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e aproximadamente 840 óbitos. A Influenza respondeu por 28,1% dos casos graves identificados.

Em análise mais recente da vigilância nacional, até a Semana Epidemiológica 11 de 2026, o país contabilizava 23.615 casos de SRAG e 1.001 mortes. Entre os óbitos com identificação viral, a Influenza foi responsável por 35% das ocorrências, superando outros vírus respiratórios monitorados. O Ministério da Saúde ressalta que a vacinação continua sendo a principal estratégia para prevenir complicações, hospitalizações e mortes causadas pela gripe.

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