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Saúde Pública

Arboviroses: MT registra 4 mil casos em 11 dias; Tangará tem 1.220 notificações em fevereiro

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Segundo o Ministério da Saúde, os números mais que dobraram, já que até dia dois de fevereiro foram detectados 1.810 casos prováveis da doença no estado de Mato Grosso. Os números, porém, já estão desatualizados em razão do rápido avanço das arboviroses.

Em Tangará da Serra, por exemplo, a prefeitura decretou estado de emergência no último dia 07, após um aumento alarmante das notificações de dengue e chikungunya na cidade.

Segundo a Secretaria Municipal, neste ano foram registradas 1.016 notificações de dengue e 790 notificações de casos de chikungunya.

Somente em fevereiro, Tangará da Serra registrou 1.220 novos casos das duas arboviroes. Nas duas últimas semanas houve um crescimento de 122% (mais que o dobro) nas notificações de dengue, o que significa 560 novos casos desde o primeiro dia do mês.

No mesmo período, a chikungunya mostrou um salto de 507% (seis vezes mais que os 130 casos até 31 de janeiro), o que corresponde a 660 novas notificações de 01 a 14 de fevereiro. Somente ontem, quarta (14), foram 76 realizadas novas notificações (Veja, a seguir, último boletim da Vigilância Epidemiológica).

Diante da alta incidência das arboviroses no município, a prefeitura vem adotando medidas para tentar conter o avanço dessas enfermidades. Hoje começou o primeiro “Mutirão contra a Dengue”, na Vila Horizonte. Vai até amanhã.

O bairro foi escolhido em razão da alta incidência das arboviroses naquela localidade urbana. “Limpe seu quintal e coloque tudo que possa acumular água e servir de criadouro em sua calçada”, diz comunicado da prefeitura, cujas máquinas passam na sequência para recolher o material.

Fora da lista

Mato Grosso ficou de fora da lista dos estados que vão receber doses da vacina contra a dengue, conforme anúncio feito pelo Ministério da Saúde no dia 25 de janeiro.

A decisão, segundo o Ministério da Saúde, é porque não há doses suficientes para todos os estados, por isso, foram definidos critérios de priorização para a escolha dos municípios onde há casos mais graves da doença.

A Secretaria Estadual de Saúde elaborou um Plano de Contingência para enfrentamento da doença. O documento contém as ações estratégicas a serem adotadas pelo Estado e municípios com o objetivo de fortalecer a prevenção e controle da dengue.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, uma pessoa já teve a morte confirmada por dengue em Mato Grosso, e três óbitos estão sendo investigados.

E na madrugada desta quarta-feira, o escrivão da Polícia Civil, Antônio Roberto Rodrigues Constante, de 53 anos, morreu por suspeita de dengue hemorrágica, em Várzea Grande. Ele estava lotado na Delegacia Especializada do Adolescente de Várzea Grande.

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Saúde Pública

Influenza: Baixa cobertura vacinal deixa cidade sob risco de surto; Município fará campanha

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A baixa cobertura vacinal contra a Influenza em Tangará da Serra acende um alerta para o risco de aumento da circulação do vírus e eventual surto da doença no município. O alerta é da Vigilância Epidemiológica, que destaca índices de vacinação muito abaixo da meta recomendada entre os grupos mais vulneráveis.

Entre os idosos, a cobertura vacinal alcança apenas 34,61%. Entre as crianças menores de seis anos, o índice é de 37,96%, enquanto entre as gestantes chega a 62,34%. (imagem abaixo)

“É preocupante. A campanha nacional de vacinação começou mais cedo este ano, mas as pessoas dos grupos de risco não estão procurando as vacinas conforme esperávamos”, afirma a coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município, Juliana Herrero. “A cobertura vacinal está muito baixa e isso coloca a população em risco”, acrescenta.

Segundo Juliana, a meta preconizada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é alcançar pelo menos 95% de cobertura entre os grupos prioritários, percentual considerado necessário para reduzir significativamente os casos graves, internações e mortes causadas pela doença.

Além do impacto direto sobre a saúde da população, a baixa adesão à vacinação aumenta a pressão sobre a rede hospitalar. Em todo o país, gestores da saúde têm alertado para a combinação preocupante entre o aumento das doenças respiratórias sazonais e a já elevada demanda por leitos decorrente de acidentes de trânsito e outras urgências, cenário que pode comprometer a capacidade de atendimento dos serviços de saúde. A vacinação é considerada a medida mais eficaz para evitar hospitalizações e reduzir a sobrecarga dos hospitais.

Com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal, a Secretaria Municipal de Saúde e a Vigilância Epidemiológica promoverão uma ação especial de vacinação durante o Arraiá da Serra, no próximo dia 12.

Além da campanha, a população pode procurar qualquer Unidade de Saúde da Família para receber a vacina contra a gripe. A imunização é realizada diariamente nos seguintes horários:

  • Pela manhã, das 8h às 10h30;
  • À tarde, das 13h30 às 16h30.

Preocupação nacional

A baixa cobertura vacinal está longe de ser uma preocupação exclusiva de Tangará da Serra. Em diversas regiões do país, autoridades sanitárias vêm reforçando os alertas para a necessidade de ampliar a vacinação antes do período de inverno, quando aumenta a circulação dos vírus respiratórios. O próprio Ministério da Saúde antecipou a campanha nacional deste ano diante do crescimento dos casos de doenças respiratórias e da circulação precoce da Influenza.

Menor índice de cobertura vacinal está no público idoso.

Na região Centro-Oeste, a cobertura vacinal está em torno de 42,24%. Nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul, a média gira em torno de 40,32%, números considerados insuficientes para garantir proteção coletiva. Em Tangará da Serra, a situação é ainda mais preocupante, com cobertura média de apenas 37,22%.

O cenário epidemiológico nacional também reforça a urgência da vacinação. Dados do Ministério da Saúde mostram que, até meados de março, o Brasil já havia registrado cerca de 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e aproximadamente 840 óbitos. A Influenza respondeu por 28,1% dos casos graves identificados.

Em análise mais recente da vigilância nacional, até a Semana Epidemiológica 11 de 2026, o país contabilizava 23.615 casos de SRAG e 1.001 mortes. Entre os óbitos com identificação viral, a Influenza foi responsável por 35% das ocorrências, superando outros vírus respiratórios monitorados. O Ministério da Saúde ressalta que a vacinação continua sendo a principal estratégia para prevenir complicações, hospitalizações e mortes causadas pela gripe.

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