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Energia Elétrica

Apagão por falha em uma única subestação revela fragilidade do sistema elétrico

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O apagão que atingiu oito estados e o Distrito Federal na madrugada desta terça-feira (14), após incêndio em reator na Subestação de Bateias, no Paraná, expôs vulnerabilidade no Sistema Interligado Nacional (SIN), segundo o engenheiro eletricista Ikaro Chaves.

Em nota, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que a situação ocorreu às 0h32 e desligou completamente a unidade de 500 kilovolts (kV). A falha ocasionou a abertura da interligação entre os subsistemas Sul e Sudeste/Centro-Oeste. “No momento, a Região Sul exportava cerca de 5.000 MW para o Sudeste/Centro-Oeste”, comunicou.

A ocorrência também interrompeu cerca de 10 gigawatts (GW) de carga e comprometeu os quatro subsistemas: Sul, Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Os estados mais afetados foram São Paulo (2,6 GW), Minas Gerais (1,2 GW), Rio de Janeiro (900 MW) e Paraná (900 MW). Mato Grosso foi afetado parcialmente, com apagão confirmado na capital, Cuiabá.

Fragilidade evidente

O Ministério das Minas e Energia informou que o problema não decorreu de falta de geração, mas por problema de infraestrutura.

Para Ikaro Chaves, o fato de uma falha considerada trivial — em uma subestação de 500 kV, entre centenas existentes no país — ter causado um apagão em larga escala, especialmente durante a madrugada, quando a demanda é baixa, revela que há fragilidades no sistema que precisam ser investigadas.

Defeitos na infraestrutura colocam sistema elétrico em cheque.

“Isso precisa ser investigado para descobrir realmente o que aconteceu, porque falhas de equipamentos acontecem o tempo todo, mas elas não chegam a causar uma interrupção severa da maneira com que foi colocado. Uma falha em uma subestação apenas, não seria capaz de causar um apagão nacional em situações normais”, aponta.

O Ministério de Minas e Energia (MME) e o ONS se reuniram na manhã da terça-feira (14) para avaliar o impacto e definir medidas corretivas. A  Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) enviou técnicos ao Paraná para inspecionar a subestação e abrir processo de fiscalização.

(Redação EB, com Brasil 61 e Agência Brasil)

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Energia Elétrica

Tangará da Serra ganhará nova subestação a partir de 2026, passando para 100 MVA

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A Energisa anunciou a implantação de uma nova subestação rebaixadora de energia a partir de janeiro de 2026, em Tangará da Serra. A informação foi repassada à redação do EB, durante auridência realizada pela Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (AGER-MT), no último dia 18.

A nova subestação será construída junto à atual estrutura, na Vila Goiás, e terá capacidade de 30 MVA. As obras começarão já no início do ano que vem, com término previsto para 2027.

Com isso, Tangará da Serra passará a contar com uma capacidade de 100 MVA, considerando os atuais 70 MVA, com três transformadores, sendo dois de 30 e um de 10 MVA. Este último foi instalado pela concessionária a menos de um ano, em julho do ano do ano passado.

O sistema com capacidade somada de 100 MVA a partir de 2027 é adequado para uma cidade de médio porte, que no Brasil representa a faixa de aglomerados urbanos que superaram a marca de 100 mil habitantes.

#energia elétrica; #energisa

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