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Saúde Pública

Alta dos medicamentos autorizada pelo governo impactará custo da saúde pública

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O encarecimento dos medicamentos – entre 2,60% e 5,06% – impactará diretamente o sistema público de saúde. Considerando que a disponibilização gratuita de medicamentos para pacientes com doenças crônicas e os atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) representam grandes volumes, o custo da saúde dos brasileiros aumentará consideravelmente.

O SUS fornece diversos medicamentos, como antibióticos, anticoncepcionais, vitaminas, psicotrópicos e, ainda, medicamentos para tuberculose, hanseníase, malária, leishmaniose, doença de chagas, antirretrovirais do programa DST/AIDS, etc.

Para os municípios, portanto, o impacto no orçamento será considerável, já que no sistema público as ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, tanto individual como coletiva, tem o medicamento como insumo essencial.

Em Tangará da Serra, a Secretaria Municipal de Saúde já se prepara para mexer em seu orçamento por causa da alta dos preços dos medicamentos. O município tem pregões com registros de preços já realizados, o que significa que há um balizamento nesses custos. Porém, desde ontem (segunda, 31), os pedidos realizados pelo município junto aos fornecedores estão sujeitos a reajustes.

Contudo, o fornecedor precisa comprovar documentalmente que houve o aumento lá na indústria para pedir realinhamento, enquanto o município busca garantir o fornecimento do produto para seus estoques. “A legislação prevê um prazo para esse realinhamento, não é tão simples assim”, observa o secretário de Saúde do município, Wellington Bezerra. O prazo citado pelo titular da pasta pode chegar a seis meses.

Bezerra reconhece como inevitável o impacto no orçamento da saúde pública local. Para incorporar o aumento nos preços dos medicamentos adquiridos pelo município, será necessário autorização da Câmara, via projeto de lei, com abertura de crédito especial e suplementação orçamentária.

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Saúde Pública

Influenza: Baixa cobertura vacinal deixa cidade sob risco de surto; Município fará campanha

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A baixa cobertura vacinal contra a Influenza em Tangará da Serra acende um alerta para o risco de aumento da circulação do vírus e eventual surto da doença no município. O alerta é da Vigilância Epidemiológica, que destaca índices de vacinação muito abaixo da meta recomendada entre os grupos mais vulneráveis.

Entre os idosos, a cobertura vacinal alcança apenas 34,61%. Entre as crianças menores de seis anos, o índice é de 37,96%, enquanto entre as gestantes chega a 62,34%. (imagem abaixo)

“É preocupante. A campanha nacional de vacinação começou mais cedo este ano, mas as pessoas dos grupos de risco não estão procurando as vacinas conforme esperávamos”, afirma a coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município, Juliana Herrero. “A cobertura vacinal está muito baixa e isso coloca a população em risco”, acrescenta.

Segundo Juliana, a meta preconizada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é alcançar pelo menos 95% de cobertura entre os grupos prioritários, percentual considerado necessário para reduzir significativamente os casos graves, internações e mortes causadas pela doença.

Além do impacto direto sobre a saúde da população, a baixa adesão à vacinação aumenta a pressão sobre a rede hospitalar. Em todo o país, gestores da saúde têm alertado para a combinação preocupante entre o aumento das doenças respiratórias sazonais e a já elevada demanda por leitos decorrente de acidentes de trânsito e outras urgências, cenário que pode comprometer a capacidade de atendimento dos serviços de saúde. A vacinação é considerada a medida mais eficaz para evitar hospitalizações e reduzir a sobrecarga dos hospitais.

Com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal, a Secretaria Municipal de Saúde e a Vigilância Epidemiológica promoverão uma ação especial de vacinação durante o Arraiá da Serra, no próximo dia 12.

Além da campanha, a população pode procurar qualquer Unidade de Saúde da Família para receber a vacina contra a gripe. A imunização é realizada diariamente nos seguintes horários:

  • Pela manhã, das 8h às 10h30;
  • À tarde, das 13h30 às 16h30.

Preocupação nacional

A baixa cobertura vacinal está longe de ser uma preocupação exclusiva de Tangará da Serra. Em diversas regiões do país, autoridades sanitárias vêm reforçando os alertas para a necessidade de ampliar a vacinação antes do período de inverno, quando aumenta a circulação dos vírus respiratórios. O próprio Ministério da Saúde antecipou a campanha nacional deste ano diante do crescimento dos casos de doenças respiratórias e da circulação precoce da Influenza.

Menor índice de cobertura vacinal está no público idoso.

Na região Centro-Oeste, a cobertura vacinal está em torno de 42,24%. Nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul, a média gira em torno de 40,32%, números considerados insuficientes para garantir proteção coletiva. Em Tangará da Serra, a situação é ainda mais preocupante, com cobertura média de apenas 37,22%.

O cenário epidemiológico nacional também reforça a urgência da vacinação. Dados do Ministério da Saúde mostram que, até meados de março, o Brasil já havia registrado cerca de 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e aproximadamente 840 óbitos. A Influenza respondeu por 28,1% dos casos graves identificados.

Em análise mais recente da vigilância nacional, até a Semana Epidemiológica 11 de 2026, o país contabilizava 23.615 casos de SRAG e 1.001 mortes. Entre os óbitos com identificação viral, a Influenza foi responsável por 35% das ocorrências, superando outros vírus respiratórios monitorados. O Ministério da Saúde ressalta que a vacinação continua sendo a principal estratégia para prevenir complicações, hospitalizações e mortes causadas pela gripe.

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