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AgriHub e Senar-MT estarão presentes na Semana da Inovação de Mato Grosso, de 19 a 23/09

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O setor agropecuário também estará representado na 2ª Semana da Inovação de Mato Grosso, que ocorre de 19 a 23 de setembro em Cuiabá. No evento haverá palestras de lideranças do Instituto AgriHub e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) é um dos realizadores do evento – ambas entidades fazem parte do Sistema Famato.

O evento pretende reunir cerca de duas mil pessoas ao longo da programação que contará com palestras, workshops e oficinas. Na quarta-feira (21.09), às 17h, o Líder de Agtechs do AgriHub, Fábio Silva, fará palestra sobre a Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF) nos tempos digitais. No mesmo dia, o diretor do AgriHub, Otávio Celidônio, será mediador do Painel “Empresas que sobrevivem no mundo digital”, no palco principal, a partir das 18h.

Outros temas do agro sobre “Tecnologias Aplicadas à Pecuária 4.0”, “Agricultura 4.0: aplicações reais pelo mundo” e “Afinal, o que é Silvicultura 4.0?” serão abordados pelos palestrantes Ailton Rodrigues, Ricardo Sodré e Maycow Berbert, respectivamente.

Segundo Celidônio, a participação do agro é uma forma de demonstrar como o setor tem se adaptado para seguir o avanço da tecnologia. “Os produtores rurais levam a tecnologia para dentro de suas propriedades e essa conexão com outros setores da sociedade demonstra o interesse do agro em estar atento às tendências do mercado”.

A Semana da Inovação surgiu em 2021, em meio às incertezas da pandemia, com o objetivo de debater ideias inovadoras e tecnológicas, nas mais diversas áreas, com potencial para serem desenvolvidas em Mato Grosso, além de fortalecer e unificar as estratégias do ecossistema estadual de ciência, tecnologia e inovação.

“Como queremos atrair para o evento público de perfis diversos e que se interessem por inovação e tecnologia, pensamos em uma programação bem diversificada, que gere valor e atenda às expectativas dos participantes”, explica a Líder de Comunicação e Marketing do AgriHub, Mônica Breunig Fitl.

Inscrições

O evento será realizado presencialmente, no Centro de Eventos Senai Cuiabá (sede da Fatec). As inscrições on-line são gratuitas e podem ser feitas pelo site www.semanainovacaomt.com.br até sexta-feira (16). A partir do dia 19 até 23 de setembro, as inscrições serão apenas presenciais no local do evento. A programação completa também está disponível no mesmo site.

Realizadores

Seciteci, Seplag, AgriHub, Serviço Social da Indústria (Sesi), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Rede de Inovação Mato Grosso (Inova MT), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), Fórum Global de Inovação e Tecnologia em Sustentabilidade (FITS), Sinova, Cuiabá Legal Hackers e Digoreste Startups. E conta com o apoio da Colaborama, IDEA, PMUNDO Hub, Blockmeet, IPOG, Wellbe, Prefeitura de Várzea Grande, PROFNIT, FIELDPRO, Lide-MT.

(Ascom Sistema Famato com Assessoria do evento)

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Obra estratégica: FICO avança em etapa indígena para definir trecho final em Mato Grosso

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Plano elaborado com participação de comunidades Xavante foi protocolado na Funai em 3 de setembro; etapa é necessária para continuidade do licenciamento, mas não representa autorização automática para as obras

A implantação da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO) avançou em uma das etapas socioambientais necessárias à execução dos aproximadamente 80 quilômetros finais do empreendimento em Mato Grosso, trecho estratégico para a consolidação do corredor ferroviário destinado principalmente ao escoamento da produção agrícola.

Em 3 de setembro de 2026, a Infra S.A. protocolou, na sede da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), em Brasília, o Plano Básico Ambiental do Componente Indígena (PBA-CI) relacionado à Terra Indígena Marechal Rondon.

Elaborado com participação das comunidades Xavante, o documento passou por discussão e validação junto às aldeias envolvidas.

O protocolo representa avanço no processo de licenciamento, mas não significa que os cerca de 80 quilômetros estejam automaticamente liberados para as obras. O plano ainda será analisado pelos órgãos responsáveis, e a execução dependerá do cumprimento das exigências socioambientais e das demais autorizações necessárias.

O PBA-CI estabelece medidas para prevenir, reduzir, controlar ou compensar impactos que a implantação e a futura operação da ferrovia possam provocar sobre as comunidades indígenas na área de influência do empreendimento. Entre as ações previstas nesse tipo de planejamento estão proteção territorial, acompanhamento ambiental, comunicação com as comunidades, preservação cultural e mitigação dos impactos da infraestrutura.

No caso da FICO, a etapa é relevante porque interfere diretamente na continuidade do trecho ferroviário em território mato-grossense.

Corredor logístico

A ferrovia é considerada uma das principais obras estruturantes para alterar a matriz logística de Mato Grosso. O projeto cria uma alternativa para o transporte da produção, reduzindo a dependência das rodovias e permitindo o deslocamento, por ferrovia, de grandes volumes de soja, milho, algodão e outros produtos.

A FICO integra um planejamento ferroviário mais amplo e deverá conectar áreas produtoras do Estado a outros corredores nacionais. A primeira etapa liga Mara Rosa (GO) a Água Boa (MT), estabelecendo conexão com a Ferrovia Norte-Sul. A expansão em direção ao interior mato-grossense é considerada estratégica para aproximar a malha ferroviária das grandes regiões produtoras.

De Mara Rosa, a Fico rumará para Mato Grosso, em um trajeto de 383 km, até chegar ao município de Água Boa.

A chegada da ferrovia também poderá produzir efeitos além do agronegócio. A implantação de terminais, pátios logísticos e estruturas de apoio tende a estimular a instalação de empresas, gerar empregos e atrair investimentos nos municípios situados no corredor.

Outro impacto esperado é a redução do custo logístico. Mato Grosso produz dezenas de milhões de toneladas de grãos por ano, mas grande parte ainda percorre centenas ou milhares de quilômetros por rodovias até alcançar terminais ferroviários, hidroviários ou portos.

A expansão da malha ferroviária poderá retirar parte desse volume das estradas nas viagens de longa distância, deixando ao transporte rodoviário papel maior na ligação entre propriedades, armazéns e terminais.

Próximas etapas

Apesar do avanço de 3 de setembro, ainda há questões a serem definidas antes que o segmento possa ser considerado efetivamente destravado.

Entre elas estão o custo das medidas previstas no PBA-CI e a definição dos responsáveis por cada despesa. Também será necessário acompanhar o prazo de análise da Funai, eventuais pedidos de complementação e as condicionantes que poderão ser estabelecidas para a continuidade do licenciamento.

O cronograma também é uma questão de interesse econômico. Eventuais atrasos nas autorizações ambientais e indígenas podem interferir no prazo de execução da ferrovia e, consequentemente, no momento em que a infraestrutura estará disponível para atender à produção mato-grossense.

Por isso, a análise da Funai será um próximo passo decisivo. O protocolo realizado pela Infra S.A. representa uma etapa formal importante e demonstra avanço nas tratativas com as comunidades Xavante, mas a liberação efetiva das obras dependerá das manifestações dos órgãos competentes.

Para Mato Grosso, o processo envolve uma infraestrutura com potencial para alterar profundamente a logística estadual. Os cerca de 80 quilômetros ainda dependentes dessa etapa socioambiental representam uma parcela limitada da extensão do empreendimento, mas são decisivos para a continuidade de um projeto ferroviário considerado estratégico para o futuro econômico do Estado.

(Com informações de ABIFER/Assessoria)

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