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Infraestrutura & Logística

AGENDA CÁCERES: Expedição levantará situações das MTs 339 e 343, com visitas ao porto fluvial e às obras da ZPE

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Um grupo apartidário de tangaraenses realizará uma pequena expedição – denominada “Agenda Cáceres” – para reconhecimento das interligações da região de Tangará da Serra ao município de Cáceres (região fronteiriça com a Bolívia), que já conta com um porto fluvial no rio Paraguai, assiste à construção de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) e se prepara para ser o ponto inicial da Hidrovia Paraguai-Paraná.

O objetivo da visita é levantar informações e produzir um detalhado relatório técnico sobre o andamento dos trabalhos no Porto de Cáceres (ETC – Estação de Transbordo de Cargas), das obras da ZPE e das situações em que se encontram as rodovias estaduais MT-339 e MT-343. O relatório também incluirá uma análise sobre os impactos socioeconômicos do sistema logístico na macrorregião oeste-sudoeste de Mato Grosso, além de detalhes da hinterlândia portuária.

Essencial no processo que envolve a ZPE, a MT-339 é obra prioritária para logística regional.

A Agenda Cáceres terá início nesta segunda-feira (03/08), com participação do engenheiro civil, economista, especialista em logística e professor da Unemat, Silvio Tupinambá; do cientista de dados e também professor José Valdeci Cardoso, e do jornalista Sergio Roberto Reichert, do portal Enfoque Business.

O ponto de partida é a MT-339, que será vistoriada em todo o seu trajeto de 122 quilômetros até a localidade de Panorama, no município de Rio Branco, entroncamento com a MT-170. Dali, o trajeto segue diretamente a Cáceres, onde o grupo será recepcionado pelo engenheiro civil, inspetor-chefe regional do CREA-MT e diretor técnico da AZPEC S/A (ZPE), Adilson Reis, um dos organizadores da agenda.

Já em Cáceres, o grupo terá audiência com o prefeito Francis Maris. Logo em seguida, haverá visitação ao Porto Fluvial e às obras da ZPE. No dia seguinte (terça, 04/08), a agenda terá prosseguimento com uma visita à Agência Fluvial de Cáceres, da Marinha do Brasil, onde haverá reunião com o comandante, Capitão Tenente Estanislau Geraldo de Carvalho, e o Tenente Luiz Carlos Cavalante Neto.

Após o cumprimento da agenda na cidade, o retorno se dará a Tangará da Serra pela MT-343, que também será vistoriada em todo o seu trajeto de 230 quilômetros, até o entroncamento com a MT-358, em Barra do Bugres.

O relatório a ser produzido será encaminhado às autoridades estaduais, às bancadas do estado no Congresso Nacional e às lideranças dos municípios envolvidos no contexto deste sistema logístico. Uma reportagem completa, com matérias em série, fotos e vídeos, será publicada pelo Enfoque Business após a conclusão da agenda.

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Infraestrutura & Logística

STF valida redução do Parque Nacional do Jamanxim para viabilizar Ferrogrão

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O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou constitucional, nesta quinta-feira (21), a lei que autorizou a redução da área protegida do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para viabilizar a implantação da Ferrogrão — EF-170, ferrovia projetada para conectar a região Norte ao estado de Mato Grosso, fortalecendo o escoamento da produção agrícola pelo chamado Arco Norte.

A decisão foi tomada durante o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, proposta pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) contra a Lei 13.452/2017, oriunda da conversão da Medida Provisória 758/2016. O partido esquerdista – convém destacar – é recorrente em proposituras de ações que freiam o desenvolvimento do país. Desta vez, foi derrotado.

Trava aberta: Ação Direta de Inconstitucionalidade, proposta pelo PSOL, foi vencida no STF.

O partido argumentava que a Constituição Federal exige lei formal específica para autorizar a redução de áreas ambientalmente protegidas, não sendo suficiente a edição de medida provisória posteriormente convertida em lei. A ação também apontava suposto retrocesso ambiental decorrente da alteração nos limites do parque.

O julgamento teve início em outubro do ano passado e foi retomado nesta quinta-feira com o voto-vista do ministro Flávio Dino. O magistrado apresentou divergência parcial em relação ao relator, ministro Alexandre de Moraes, ao defender a adoção de condicionantes voltadas ao reforço das garantias ambientais e à proteção das populações impactadas pelo empreendimento. As propostas, no entanto, não obtiveram maioria no Plenário.

Prevaleceu o entendimento do relator. Para Alexandre de Moraes, não houve irregularidade no processo legislativo que resultou na edição da norma, nem caracterização de retrocesso ambiental, uma vez que a execução da Ferrogrão permanece condicionada à obtenção de todas as licenças ambientais exigidas pelos órgãos competentes.

O Plenário também acompanhou a proposta que autoriza o Poder Executivo a compensar, por decreto, a área retirada do parque nacional.

O voto do relator já havia sido acompanhado anteriormente pelo ministro aposentado Luís Roberto Barroso. Na sessão desta quinta-feira, seguiram o entendimento os ministros Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. A ministra Cármen Lúcia não participou da sessão e não votou.

Ficou vencido o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, que votou pela procedência da ação. Para ele, a conversão da medida provisória em lei não atende, por si só, à exigência constitucional aplicável à redução de áreas de proteção ambiental.

“Isso nem de longe afasta os argumentos sobre a importância da ferrovia. A questão fundamental apenas é a observância dos ditames de proteção ambiental”, afirmou o ministro durante o julgamento.

(Assessoria)

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