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Abacaxi de Tangará da Serra: qualidade, sabor e saúde na Feira do Centro; veja receitas

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O abacaxi ocupa lugar de destaque na Feira do Produtor do Centro, que abre nesse domingo (24) pela manhã, em Tangará da Serra. Produzido em grande quantidade por agricultores locais, o fruto chega às bancas com preço acessível, qualidade reconhecida e sabor inconfundível.

Versátil, pode ser consumido ao natural, em sucos e drinques, além de ser ingrediente valorizado em doces, geleias, bolos e tortas. No churrasco, assado na brasa com especiarias, é tradição que conquista paladares.

Estudiosos e profissionais de nutrição classificam o abacaxi como uma “superfruta”, em razão de sua ampla gama de benefícios. Rico em vitaminas, minerais, fibras e compostos bioativos, contribui para fortalecer a imunidade, melhorar a digestão, reduzir inflamações, retardar o envelhecimento e até auxiliar na saúde mental e no combate ao estresse.

Fruto muito apreciado, abacaxi é alternativa de renda na agricultura familiar.

“É uma fruta que temos em abundância aqui na Feira, produzida por muitos dos nossos feirantes, com a qualidade de sempre e preço muito em conta”, afirma o presidente da Associação dos Feirantes de Tangará da Serra (Asfet), Valdeci Ferraz Aquino.

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A produção do abacaxi concentra-se no Assentamento Antônio Conselheiro – agrovilas 04 e 07 e nos 40 lotes – e também em regiões como Progresso, São Joaquim e nas Cabeceiras do Queima Pé.

Confira 65 receitas com abacaxi: clique aqui.

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Entre exigência e escassez, Tangará da Serra enfrenta dilema na contratação de serviços

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As dificuldades enfrentadas por Tangará da Serra na execução de serviços públicos e obras de infraestrutura expõem um problema que vai além de casos pontuais: a limitação do poder público em contratar empresas com capacidade operacional compatível com as demandas do município.

Durante entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (16), o prefeito Vander Masson e secretários municipais reconheceram os entraves, mas afirmaram que não são exclusivos da cidade. Segundo os gestores, trata-se de uma realidade recorrente em municípios de diferentes regiões do país, marcada pela escassez de empresas consideradas confiáveis para a execução de contratos públicos.

Na prática, o cenário se reflete em falhas na coleta de lixo, atrasos em obras e necessidade de intervenções emergenciais por parte da própria administração municipal — situações que têm impacto direto na rotina da população.

Obras na Vila Goiás/Jardim Acapulco: Empresa contratada demonstrou incapacidade técnica.

Questionados sobre o rigor nos processos licitatórios, especialmente na verificação da capacidade técnica das empresas, os gestores admitiram a existência de um impasse. De um lado, a exigência por critérios mais rigorosos poderia elevar o nível das contratações. De outro, segundo relataram, o endurecimento das regras tende a reduzir a participação de empresas nos certames, resultando em licitações esvaziadas.

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O argumento evidencia um dilema estrutural: ao flexibilizar critérios para garantir concorrência, abre-se margem para a contratação de empresas que, posteriormente, demonstram dificuldades em cumprir as obrigações assumidas. Por outro lado, ao elevar o nível de exigência, o risco é não atrair interessados suficientes, comprometendo a própria realização dos serviços.

População insatisfeita e dores de cabeça para o município: Empresa contratada tem cometido falhas frequentes.

Esse equilíbrio delicado coloca o município em posição de dependência de fornecedores que, em alguns casos, não apresentam desempenho satisfatório. A consequência tem sido a recorrência de notificações, multas contratuais e, em situações mais críticas, a necessidade de rescisão e substituição das empresas — processos que, além de burocráticos, prolongam (e até podem agravar) os problemas.

No caso das obras de infraestrutura e da coleta de lixo, já há registros de medidas administrativas em andamento, incluindo abertura de processos que podem culminar na ruptura de contratos. Ainda assim, a substituição de empresas não garante, por si só, a resolução definitiva da questão, diante do cenário descrito pelos próprios gestores.

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A realidade de Tangará da Serra evidencia os limites do modelo atual de contratação pública em municípios de porte médio, especialmente em regiões afastadas dos grandes centros, onde o número de fornecedores qualificados tende a ser menor. Nesse contexto, o desafio não se restringe à fiscalização dos contratos, mas passa também pela capacidade do mercado em atender às exigências do setor público.

Enquanto o impasse persiste, os reflexos seguem perceptíveis no cotidiano da cidade, com serviços irregulares e obras que avançam em ritmo aquém do esperado.

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