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Inteligência Artificial: Robô Mako passa a ser utilizado em todo Poder Judiciário de Mato Grosso

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O Poder Judiciário de Mato Grosso passa a utilizar inteligência artificial, por meio do robô Mako, integrado ao Processo Judicial Eletrônico (PJe), que executa operações no Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud), para a realização de rastreamento de valores para pagamentos de dívidas reconhecidas pela justiça. O start se deu com o Webinar realizado para magistrados e assessores de todo Estado, na manhã desta segunda-feira (19 de outubro), realizado pelo Núcleo de Inovação do TJMT e pela Escola dos Servidores.

Ferramentas como o robô Mako, desenvolvida pelo Judiciário estadual e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tornam a gestão mais eficiente automatizando os trabalhos, elimina atividades manuais, agiliza a tramitação processual, oferecendo resposta mais efetiva àqueles que procuram pelos serviços da Justiça.

O Sisbajud, em substituição ao Bacenjud, é uma plataforma virtual onde magistrados podem solicitar o bloqueio on-line de ativos de devedores com dívidas na justiça. A integração ao PJe possibilita que as ordens de bloqueio, desbloqueios e transferências de recursos a contas judiciais sejam automáticos.

O juiz auxiliar da Presidência do TJMT e diretor do Núcleo de Inovação, Luiz Octávio O. Saboia Ribeiro disse que a homologação do robô Mako foi realizada pela equipe da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) e toda a construção do fluxo, de acordo com a realidade do Judiciário estadual, foi feita pelo Laboratório de Fluxo do PJe, da corregedoria.

Juiz auxiliar da Presidência do TJMT e diretor do Núcleo de Inovação, Luiz Octávio O. Saboia Ribeiro.

“O Mako foi pensado e desenvolvido inicialmente pelo CNJ, que delegou que todos os tribunais fizessem o desenvolvimento dos seus fluxos e a validação da solução. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso aceitou o desafio de fazer essa homologação e aprimoramento das funcionalidades, realizada pela equipe do juiz Emerson Cajango e pelo laboratório de fluxos, da Corregedoria. A partir de hoje essa ferramenta estará liberada para utilização em larga escala pelos gabinetes dos magistrados de Mato Grosso.”

Um dos responsáveis pela transição do Bacenjud para Sisbajud e uma das pessoas que pensou e criou o robô Mako é o juiz auxiliar do CNJ Adriano da Silva Araújo. Ele participou do webinar, falou sobre como surgiu a ideia de se desenvolver o Mako e também contextualizou sobre os dois sistemas do Banco Central e a importância dessa mudança para a automação dos processos.

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“O Bacenjud não era passível de implementar novas funcionalidades, era um sistema que atendia ao que se propunha, mas era relativamente antigo, com arquitetura e código que já não comportava melhorias. No fim do ano passado foi firmado um Acordo de Cooperação Técnica entre o CNJ, Banco Central e Procuradoria Geral da Fazenda Nacional para o desenvolvimento de um sistema que viesse a substituir o Bacenjud de tal maneira que com a renovação tecnológica do sistema, da arquitetura e do código, a gente pudesse abrir as portas para a efetiva implementação das melhorias que todos nós gostaríamos de ver dentro do sistema de consulta, de busca e de penhora de valores em dinheiro, que é o Sisbajud. Em cerca de seis meses ele foi desenvolvido e em setembro deste ano foi colocado no ar”, explicou.

Sobre o robô Mako, o juiz auxiliar do CNJ diz que ainda quando o Bacenjud era utilizado, o CNJ, dentro da lógica de tentar automatizar o máximo possível as atividades rotineiras e burocráticas dos juízes brasileiros, já havia iniciado o desenvolvimento e efetivamente implementado um robô, um sistema de automação que integrava o PJe ao antigo Bacenjud.

“A ideia básica é que o magistrado ou servidor não precise se preocupar em entrar em um sistema a parte, colocar login e senha, cadastrar minuta, protocolar, inserir dados, acompanhar o resultado. A intenção do robô, tanto do antigo Bacenjud quanto agora do Mako, que realiza automação com Sisbajud é a evolução natural do robô do Bacenjud, que é automatizar esse procedimento inteiro. Quero parabenizar o TJMT pela iniciativa”, complementou.

Na prática

A ideia é que o juiz cadastre uma tela de configuração dentro do PJe dizendo quais são os seus critérios a serem utilizados nos procedimentos de penhora, por exemplo. Com o robô Mako o juiz pode estabelecer esses critérios, de forma pré-definida e uma vez feita essa configuração, a serventia consegue realizar as atividades de bloqueio simplesmente arrastando as tarefas.

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“Se tenho mil processos pendentes de penhora on-line numa Vara de Execução Fiscal, por exemplo, o servidor seleciona todos os processos daquela tarefa e tramita para a tarefa de automação do Mako. Utilizando as configurações que o juiz colocou na tela de configuração do robô, vai realizar o protocolo de todas aquelas ordens. Feito o protocolo, grava em sua base local essas informações para poder, dois dias depois, verificar se houve resultado. Havendo resultado, ele junta a certidão automática com essa informação e daí para frente toma as medidas”, informa Adriano da Silva Araújo.

Esses investimentos em tecnologia, segundo o juiz auxiliar do CNJ, “vai facilitar demais a vida das serventias, principalmente daquelas que dependem muito do bloqueio de valores para funcionar.”

O analista de sistemas do CNJ, Thiago Machado foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento dessa solução para que trabalhasse integrada ao Sisbajud. Ele falou aos magistrados e assessores acerca da parte técnica, sobre o funcionamento do robô, como é feita a integração via fluxo processual e como o processo tramita no PJe. Em termos práticos, o usuário não precisa sair de um sistema para entrar em outro, já que agora estão integrados.

Analista de sistemas do CNJ, Thiago Machado foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento da solução tecnológica.

Um manual foi elaborado por servidores de diversas áreas do Tribunal de Justiça e Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-MT) e apresentado aos participantes do Webinar. Quem fez as explanações foi o juiz Emerson Luis Pereira Cajango, que mostrou, por meio de teoria e prática como deve-se proceder para a realização das tarefas.

“O Mako permite essa integração entre PJe e Sisbajud, trazendo celeridade para as nossas funções do dia-a-dia. O manual apresentado traz todo o passo-a-passo para utilizar o sistema, que é bastante intuitivo, e também para tirar dúvidas que possam surgir ao utilizar a ferramenta”.

(*) Dani Cunha – Coordenadoria de Comunicação do TJMT – [email protected]

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Licitação para reforma e modernização da Feira é concluída; ordem de serviço sai até dia 10

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Foi concluído o processo licitatório para as obras de reforma e modernização da Feira do Produtor do Centro, em Tangará da Serra. O resultado foi homologado nesta terça-feira (26), tendo a empresa Tangará Construtora como vencedora do certame.

A partir de agora, o município dará sequência aos trâmites administrativos até a assinatura da ordem de serviço pelo Executivo Municipal, prevista para ocorrer até o dia 10 de junho. Na sequência, será formalizado o contrato com a empresa responsável pela execução da obra.

Segundo o secretário municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Alceu Luiz Grapeggia, algumas adequações técnicas no projeto precisaram ser realizadas durante o processo licitatório. “Tivemos algumas dificuldades técnicas em razão de alguns detalhes no projeto, mas isso foi superado e agora podemos iniciar esta obra tão esperada em Tangará da Serra”, afirmou.

O edital de licitação foi publicado no último dia 18, na modalidade técnica e preço. O anúncio ocorreu durante reunião realizada no próprio espaço da feira, no dia 16 de maio, com a participação de representantes do Executivo Municipal e da diretoria da Associação dos Feirantes (ASFET).

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Participaram do encontro o prefeito Vander Masson, o secretário Alceu Grapeggia, o presidente da ASFET, Valdeci Ferraz Aquino, o diretor financeiro da entidade, Reginaldo Beitum, o vereador Maurício Escobar e a deputada federal Coronel Fernanda, autora da emenda parlamentar destinada ao custeio da obra.

As obras representarão investimento de R$ 1,9 milhão, sendo R$ 1 milhão provenientes de emenda parlamentar da deputada federal e R$ 900 mil de contrapartida do município. Após a emissão da ordem de serviço, o prazo estimado para conclusão dos trabalhos é de seis meses, com previsão de término em dezembro.

Etapas da obra

As obras de reforma e modernização da Feira do Produtor do Centro serão executadas em duas etapas. A primeira contempla a construção de uma nova estrutura administrativa sob o atual pavilhão, em área próxima à esquina das ruas Celso Rosa Lima (26) e Antônio José da Silva (07).

Feira do Produtor do Centro ampliará a capacidade de atendimento e se consolidará como um dos principais espaços do segmento na região Centro-Oeste.

O espaço contará com recepção, sala administrativa, sala de atendimento especial, elevador, auditório e sala da diretoria. Também serão construídos novos banheiros feminino e masculino, ambos adaptados com dispositivos de acessibilidade.

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O projeto prevê ainda a modernização da rede elétrica, instalação de iluminação em LED e implantação de uma nova praça de alimentação no local atualmente ocupado pela ala administrativa. Na segunda etapa, serão realizados a padronização dos boxes e a substituição do piso atual.

Também celebrando a conclusão do processo licitatório, o vice-prefeito Eduardo Sanches enalteceu o significado da Feira para Tangará da Serra. “A Feira do Produtor faz parte da nossa identidade e, com a modernização, vamos seguir como referência”, disse, destacando que o espaço terá sua capacidade de atendimento ampliada. “Vamos consolidar a posição da Feira do Centro como um dos principais espaços deste segmento no Centro-Oeste”, finalizou.

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