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Sistema Sepotuba: MP pede informações e força suspensão do certame para aquisição de materiais para adução

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Foi suspenso temporariamente o pregão eletrônico 002/2020 para aquisição de matérias para construção do sistema de adução de água do rio Sepotuba, em Tangará do Serra.

O certame, que estava marcado para esta quinta-feira (27), às 09hs, foi suspenso até que seja atendido pedido de informações do Ministério Público, através da promotora Fabiana da Costa Silva Vieira, da 3ª Promotoria de Justiça Cível.

O pregão busca selecionar a melhor proposta pelo menor preço por item para aquisição de tubos e materiais hidráulicos da adutora do sistema de captação de água do rio Sepotuba para a Estação de Tratamento de Água (ETA) Queima Pé.

Sistema em licitação consiste em adução de água do Sepotuba para tratamento da ETA Queima Pé.

Segundo apurado pelo Enfoque Business, as informações solicitadas pela promotora se resumem na modalidade do certame, à diferenças de preços de quatro itens na planilha de custos das obras e o tipo de material empregado.

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Segundo informações do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), o MPE questiona a modalidade Pregão Eletrônico e defende o Registro de Preços, já que, segundo relatório técnico, seria esta a modalidade a que proporcionaria menor custo. O Samae alega, porém, que o pregão eletrônico é mais viável em termos de custos e defenderá a manutenção da atual modalidade no certame.

Quanto ao tipo de material, o questionamento é se há possibilidade de emprego de outros materiais hidráulicos e do sistema de adução, diversos do que constam no projeto. De acordo com o Samae, o material apontado no projeto (materiais/componentes em ferro fundido dúctil) deve ser mantido por ser apontado pelo engenheiro responsável como o correto (questão de ordem técnica, segurança e de manutenção) para as obras.

Sobre os itens que constam na planilha de custos do projeto e que teriam custos menores (somatória de aproximadamente R$ 120 mil) em outras praças/fornecedores, o Samae alega que irá fazer a devida revisão e, se forem constatados preços melhores, haverá a correção.

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Em razão do pedido do MPE, não há data prevista para retomada do processo licitatório.

Certame

Pelo certame licitatório serão adquiridos tubos e materiais hidráulicos em ferro fundido dúctil para a construção da adutora, que percorrerá um trecho de aproximadamente 14 quilômetros.

Os valores orçados somam R$ 27.060.509,59. Há, ainda, a aquisição de dois conjuntos de moto-bombas no valor de R$ 3.271.388,28 e a execução da obra, ao custo de R$ 5.932.416,00.

De acordo com o Samae, ao licitar os materiais para as obras – adutora e motores – o município economizará nas despesas indiretas que teriam de ser repassadas pela empreiteira responsável. É o chamado ‘BDI’ – do inglês Budget Difference Income, ou Benefícios e Despesas Indiretas, em português -, que é uma taxa que se adiciona ao custo de uma obra para cobrir as despesas indiretas que tem o construtor, como, por exemplo, os tributos incidentes e outras despesas de comercialização.

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Feira do Centro oferece o sabor e a tradição do leite natural e seus derivados

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O leite é um dos alimentos mais antigos incorporados à alimentação humana e acompanha a própria evolução das sociedades. Seu consumo começou há milhares de anos, ainda no período Neolítico, quando os seres humanos passaram a domesticar animais e a desenvolver formas mais permanentes de produção de alimentos.

Vestígios arqueológicos encontrados em antigas cerâmicas indicam que o consumo de leite e de seus derivados já fazia parte da vida de comunidades do Oriente Médio e de outras regiões do Crescente Fértil há pelo menos 10 mil anos. A criação de ovelhas, cabras e bovinos ampliou as possibilidades de aproveitamento dos animais, incorporando o leite à alimentação cotidiana.

Em Tangará da Serra, o leite também representa uma importante atividade da agricultura familiar. Além do produto in natura, a produção leiteira dá origem a uma variedade de alimentos de grande aceitação no mercado, como queijos, requeijões, doces, nata e outros derivados.

Na Feira do Produtor do Centro, o leite está entre os produtos procurados pelos consumidores. Vendido in natura, chega à feira em quantidade considerável e, segundo os próprios feirantes, costuma ter boa procura. Os derivados também conquistam espaço entre os consumidores.

Um dos feirantes que comercializa leite e derivados é Valdeci Ferraz Aquino (na foto abaixo, em seu box), presidente da Associação dos Feirantes de Tangará da Serra (Asfet). Ele confirma a procura pelo produto.

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“Se o consumidor não chegar cedo, pode ficar sem o leite, porque vende muito bem”, revela.

Entre as principais regiões produtoras de leite do município estão a Linha 12, Córrego das Pedras, Acampamento e Gleba Bandeirantes. O rebanho leiteiro é formado principalmente por animais da raça Girolando, conhecida pela aptidão para a produção de leite e pela adaptação às condições climáticas brasileiras.

Benefícios

O leite e seus derivados integram um grupo de alimentos de importante valor nutricional. São fontes de proteínas e cálcio e também fornecem minerais como fósforo e potássio, além de vitaminas.

O cálcio presente nos alimentos lácteos apresenta elevada biodisponibilidade, o que significa que pode ser bem aproveitado pelo organismo. Por isso, o leite e seus derivados fazem parte de uma alimentação associada à manutenção da saúde óssea e ao fornecimento de proteínas importantes para a formação e manutenção da massa muscular.

A quantidade e a frequência adequadas de consumo, entretanto, variam conforme a idade, as necessidades nutricionais e as condições individuais de cada pessoa.

A “cachorrada”

O leite faz parte da alimentação de muitas pessoas desde a infância. Por isso, também está presente em lembranças, histórias e tradições familiares. É o caso de Valdeci Ferraz Aquino, que transformou uma lembrança da infância em um dos produtos que hoje comercializa na feira.

Era 1969. Valdeci ainda era criança e acompanhava os pais, Dona Noemi e ‘Seo’ Juanir, na rotina da propriedade rural da família, no município de Iguatemi, no Mato Grosso do Sul.

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Numa manhã, Dona Noemi colocou para ferver uma grande panela de leite recém-ordenhado das vacas da propriedade. Naquele dia, porém, algo saiu diferente do esperado: o leite coalhou.

Para não desperdiçar o produto, Dona Noemi acrescentou açúcar à coalhada e improvisou um doce. O que poderia ter sido apenas uma solução para aproveitar o leite acabou se transformando em uma tradição culinária da família.

Quando voltou da lida, Juanir entrou na cozinha e pediu leite para beber. A resposta da esposa foi direta: “Coalhou!”

Frustrado, Juanir reagiu: “Que cachorrada!”

E o nome ficou.

Décadas depois, a “cachorrada” é um dos produtos comercializados por Valdeci e sua esposa, Dª Cleide, no Box 81 da Feira do Produtor do Centro. Semelhante à ambrosia, mas preparada sem a adição de ovos, o doce mantém a receita que nasceu de uma situação corriqueira na propriedade da família e hoje desperta a curiosidade e o paladar dos frequentadores da feira.

Morador da localidade do Acampamento, Valdeci também oferece leite de vaca, queijo, doce pastoso, doce em cubos e nata.

Assim, entre o leite que chega fresco à banca e os produtos que carregam receitas transmitidas ao longo do tempo, a feira preserva não apenas uma tradição alimentar, mas também um pouco da memória de quem vive da produção rural.

(*) Assista ao vídeo:

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