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Município deverá ganhar fábrica de argamassa com 100 empregos diretos

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Uma fábrica de argamassa deverá se instalar em Tangará da Serra nos próximos meses. Os empresários interessados já mantiveram contatos com o Executivo Municipal, intermediados pela Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Serviços (SICS) e pleiteiam incentivos fiscais para instalação da unidade.

Thiago Souto: “Em Mato Grosso há apenas duas indústrias de argamassas e vamos preencher uma lacuna que o mercado oferece”.

O Enfoque Business conversou na manhã desta quinta-feira (10) com o empresário Thiago Medeiros Souto, que representa o grupo investidor. Ele confirma o interesse e informa que a fábrica deverá gerar até 100 empregos diretos quando estiver instalada, o que representará outros 250 empregos indiretos na cidade.

A intenção do empreendimento é participar do mercado de Mato Grosso, atendendo também os estados de Mato Grosso do Sul e Rondônia. “Em Mato Grosso há apenas duas indústrias de argamassas e vamos preencher uma lacuna que o mercado oferece”, disse.

Cimentex

Thiago Medeiros Souto também atua no mercado de cimento, através da empresa Cimentex, que se instalou recentemente na cidade. A empresa é distribuidora do Cimento Cauê, produzido pela InterCement, do grupo Camargo Correa. A InterCement é uma das líderes no mercado nacional, com participações importantes em países como Portugal, Argentina, Paraguai, África do Sul, Cabo Verde, Egito e Moçambique.

O cimento Cauê se destaca pela alta qualidade, com vantagens técnicas no tempo de cura e resistência final. É ideal para produção de pré-moldados e obras estruturais. Com a instalação da Cimentex, o mercado de Tangará da Serra já conta com oferta do Cauê em saco, incrementando a oferta que antes era em ‘big bag’ e também a granel.

O cimento Cauê se destaca pela alta qualidade, com vantagens técnicas no tempo de cura e resistência final.

De acordo com Thiago Souto, o cimento Cauê já desperta interesse no mercado regional, com vários negócios já realizados e clientes prospectados. Ele destaca que o produto ampliará a oferta de cimento na cidade, muitas vezes prejudicada em razão da logística limitada. “Há períodos em que o cimento fica escasso e, com isso, o preço sobe. Viemos para contribuir na mudança deste quadro, melhorar a oferta e competir forte no mercado”, observou.

Escolha

Sobre a presença da Cimentex na cidade, Thiago Souto destaca que alguns fatores contribuíram para a escolha por Tangará da Serra. Um dos aspectos, segundo o empresário, é geográfico, já que a cidade tem localização privilegiada para distribuição aos municípios vizinhos e também outras regiões, como o eixo Nova Mutum/Lucas/Sorriso/Sinop, no norte e médio-norte.

Thiago também destaca a matéria prima da região, que conta com areia de excelente qualidade, além da pujança de Tangará da Serra. “Percebemos que esta região tem muito a crescer e está se desenvolvendo rapidamente. A cidade tem boa estrutura e irá atrair muitos investimentos privados”, disse.

Ao lado da esposa Kamila e do colega de empresa Jonail, o empresário também enalteceu a receptividade que obteve em Tangará da Serra. “Fui muito bem recebido e muito bem atendido pelos administradores e vejo que a comunidade é muito receptiva. O ambiente é muito favorável, pelo acolhimento e, claro, pelo aspecto econômico”, finalizou.

Reunião com poder público: Empresário destacou boa receptividade em Tangará da Serra.

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Biorrefinaria Uisa integra produção sustentável à preservação de nascentes e biodiversidade

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No ano em que Nova Olímpia completa 40 anos de emancipação, a presença da Uisa remonta ao período anterior à formação do município. Fundada em 1980, ainda como Destilarias Itamarati, a empresa acompanhou a estruturação da cidade e sua evolução ao longo das últimas décadas. Com atuação contínua no setor sucroenergético, a biorrefinaria integra a base econômica local e mantém participação no desenvolvimento regional, associando produção industrial a iniciativas voltadas à sustentabilidade ambiental.

Instalada em Nova Olímpia, a Uisa, empresa do setor sucroenergético que transforma matérias-primas em bioprodutos e bioalimentos, mantém um conjunto de programas ambientais voltados à preservação de nascentes, recuperação de áreas degradadas e segurança hídrica.

Caetano Henrique Grossi: “Mantemos o foco na preservação ambiental, no uso consciente da água e na recuperação de áreas degradadas”.

O programa Águas da Guanabara, uma das principais iniciativas da Uisa, criado em 2004, opera em uma área estratégica por integrar a zona de transição entre os biomas Cerrado e Amazônia, na bacia do Alto Paraguai, região formadora do sistema hídrico do Pantanal.

Segundo o gerente de Sustentabilidade da Uisa, Caetano Henrique Grossi, atualmente 245 nascentes localizadas em cerca de 50 mil hectares da companhia estão mapeadas e preservadas. “Nosso objetivo é garantir o abastecimento de rios e córregos, além de manter o equilíbrio ambiental e a disponibilidade de água na região”, afirmou.

Mapeamento com tecnologia e validação ambiental

A tecnologia é um dos pilares do programa. O levantamento das nascentes é realizado com uso de sensoriamento remoto, geoprocessamento e imagens de satélite, cruzadas com dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Levantamento das nascentes ocorre por sensoriamento remoto, geoprocessamento e imagens de satélite.

“Esse método permite identificar áreas que necessitam de intervenção e monitorar as condições ambientais, caso a caso”, explicou Grossi.

O trabalho também conta com validação de órgãos ambientais e acompanhamento técnico, além de estudos independentes que atestam a precisão do mapeamento e a efetividade das ações.

Biodiversidade e qualidade da água

As intervenções incluem reflorestamento, controle de erosão, manejo do solo e manutenção da cobertura vegetal. A recomposição das áreas é feita com espécies nativas do Cerrado e da Amazônia, produzidas em viveiro próprio, que mantém cerca de 75 variedades, incluindo espécies ameaçadas.

O viveiro conta com capacidade de produção anual de até 200 mil mudas.

Desde o início do programa, mais de 2 milhões de mudas foram plantadas. Entre 2007 e 2024, a área de vegetação nativa foi ampliada em 1.030 hectares, o que representa aumento de 8% na cobertura vegetal.

De acordo com Grossi, os resultados também aparecem na biodiversidade e nos recursos hídricos. “Identificamos 163 espécies arbóreas e 355 espécies de animais — incluindo onça-pintada, anta, lobo-guará e tamanduá-bandeira — considerados indicadores de equilíbrio ambiental”, relatou.

Na área hídrica, sete nascentes degradadas tiveram a vazão recuperada após ações de revitalização. O Índice de Qualidade da Água (IQA) permanece classificado como “bom”, segundo monitoramento técnico.

Integração entre produção e sustentabilidade

As ações ambientais estão integradas ao modelo produtivo da biorrefinaria, baseado em economia circular. A produção utiliza integralmente a cana-de-açúcar e reaproveita subprodutos como vinhaça e resíduos orgânicos na fertirrigação e na melhoria do solo.

O uso eficiente da água é um dos pilares operacionais.  “Em nosso processo industrial, a água é reutilizada em circuito fechado, sem descarte em corpos hídricos”, disse Grossi. Segundo ele, a adoção de tecnologias de recirculação contribuiu para a redução do consumo de água, tanto na indústria quanto nas operações agrícolas.

A unidade também gera energia elétrica a partir da biomassa, garantindo autossuficiência energética e fornecimento de excedente ao Sistema Interligado Nacional.

Ações regionais e engajamento comunitário

Além das áreas próprias, a empresa mantém iniciativas voltadas à comunidade, com destaque para a doação de mudas e ações de educação ambiental, por meio do projeto Pensamos Verde, que já destinou mais de 570 mil mudas a produtores rurais, instituições e comunidades em 16 municípios de Mato Grosso.

As atividades incluem orientação técnica, campanhas educativas e programas voltados a estudantes.

“Mantemos o foco na preservação ambiental, no uso consciente da água e na recuperação de áreas degradadas”, afirmou Grossi. “A ampliação das ações ocorre principalmente por meio da distribuição de mudas e do fortalecimento de projetos comunitários.”

O modelo adotado já recebeu premiações e certificações ambientais e é apontado como referência no setor sucroenergético, com reconhecimento por iniciativas voltadas à preservação do bioma pantaneiro.

Segurança hídrica como eixo estratégico

A segurança hídrica é fundamental para garantir a regularidade dos fluxos de água que sustentam rios, biodiversidade e atividades econômicas. A preservação dessas áreas mantém o equilíbrio dos ecossistemas, reduz riscos de escassez e assegura o abastecimento humano e produtivo, além de contribuir para a estabilidade climática.

Segundo Grossi, na Uisa, a preservação das nascentes é tratada como elemento central para a continuidade das atividades produtivas e para a manutenção dos ecossistemas regionais.

“Nossa estratégia busca alinhar produção agrícola, conservação ambiental e disponibilidade de água em uma região sensível do ponto de vista hídrico”, concluiu.

(*) Na sequência, link com matérias sobre registro da presença de onças na área da Uisa e sobre ação educativa com foco ambiental da biorrefinaria.

Imagens registram três onças-pintadas em área da biorrefinaria uisa em Mato Grosso

Uisa promove ação educativa entre produtores para prevenção da mosca-dos-estábulos

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