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Meio Ambiente & Preservação

Em Goiás: Programa REM MT é finalista do Prêmio Seriema pela segunda vez

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Programa apresenta resultados da Fase I na conservação das florestas e na mitigação de emissões e está entre os selecionados da 24ª edição da premiação

O Programa REM MT é, pela segunda vez, finalista do Prêmio Seriema, promovido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (Crea-GO). O reconhecimento destaca iniciativas que contribuem para a sustentabilidade e reúne projetos desenvolvidos por instituições e profissionais de diferentes regiões do país.

Os finalistas da 24ª edição foram anunciados no dia 17 de setembro, pelos canais oficiais do Crea-GO. Em 2026, a premiação recebeu 210 projetos, e o Programa REM MT foi selecionado na modalidade Elementos Naturais, com o projeto “Floresta em Pé, Clima Protegido: Efetividade e Mitigação de Emissões na Fase I do Programa REM – Mato Grosso”. A indicação representa uma nova conquista para o programa, que já havia sido finalista do Prêmio Seriema em 2024, na categoria Sociedade Sustentável.

RESULTADOS DA FASE I

O Programa REM MT submeteu à premiação os resultados alcançados pelo durante sua Fase I do programa, executada entre 2018 e 2024. A iniciativa destaca a contribuição do REM MT para a conservação das florestas, a mitigação das emissões de gases de efeito estufa e o desenvolvimento sustentável em Mato Grosso.

Por meio do mecanismo de Pagamento por Performance, o Programa REM MT destinou recursos para ações voltadas à conservação ambiental e ao fortalecimento de comunidades e organizações que atuam na proteção das florestas.

Para Marcos Antonio Ferreira, gerente do Subprograma Produção Sustentável do REM MT e analista de Meio Ambiente da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT), a indicação representa o reconhecimento de um trabalho construído de forma coletiva.

“Nossa iniciativa consolida o impacto de sua Fase I, que uniu governança climática, desenvolvimento sustentável e o mecanismo pioneiro de Pagamento por Performance. Essa indicação valida um legado construído a muitas mãos: a destinação de cerca de R$ 270 milhões para mais de 150 subprojetos, a preservação comprovada e o apoio direto a 44 mil pessoas, especialmente agricultores familiares, povos indígenas e comunidades tradicionais em Mato Grosso”.

INICIATIVAS DE TODO O PAÍS

Nesta edição, os projetos concorrem nas modalidades Biodiversidade, Elementos Naturais, Gestão Empresarial para os ODS, Imprensa, Inovação, Produção Acadêmica e Sociedade Sustentável. A seleção dos finalistas foi realizada pela Comissão Julgadora do prêmio, composta por profissionais com experiência e atuação em áreas relacionadas à sustentabilidade.

Os trabalhos selecionados abordam temas como conservação da biodiversidade, proteção dos recursos naturais, inovação, pesquisa científica, comunicação, educação, gestão e desenvolvimento sustentável. A presença do Programa REM MT entre os finalistas reforça o alcance das ações desenvolvidas em Mato Grosso e coloca os resultados da Fase I do programa entre as iniciativas reconhecidas pelo prêmio em âmbito nacional.

Os vencedores das modalidades serão anunciados durante a Cerimônia de Premiação da 24ª edição do Troféu Seriema, marcada para o dia 27 de novembro de 2026, em Goiânia (GO).

CONHEÇA O REM MT

O Programa REM MT é uma premiação dos governos da Alemanha e do Reino Unido, por meio do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW), ao Estado de Mato Grosso pelos resultados na redução do desmatamento.

Na fase I, entre 2022 e 2025, o Programa REM MT apoiou 155 projetos, beneficiando 131 organizações sociais, entre elas, 104 associações ou cooperativas. Os projetos abrangem os três biomas de Mato Grosso: Amazônia, Cerrado e Pantanal.

Dentre os resultados alcançados, destacam-se as mais de 500 aldeias atendidas, onde vivem 43 povos indígenas, os 108 municípios mato-grossenses beneficiados, as mais de 44 mil pessoas atendidas e os 160 mil hectares de desmatamento evitados em Mato Grosso por meio da atuação do REM MT, nos anos de 2021 e 2022.

Atualmente, o Programa REM MT encontra-se em execução da Fase II, com editais já publicados para Agricultura Familiar e de Povos e Comunidades Tradicionais e para Territórios Indígenas.

O Programa REM MT é coordenado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), e tem como gestor financeiro a Fundação Amazônia Sustentável (FAS). Para sugestões, reclamações ou esclarecimentos, fale com a ouvidoria da SEMA pelo telefone: 0800 065 3838 ou (65) 99321-9997 (WhatsApp).

(Por: Priscila Soares – REM/MT)

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Meio Ambiente & Preservação

Força-tarefa realizará trabalhos de correção de erosão subterrânea na aldeia do Formoso

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O processo erosivo subterrâneo que causou o colapso do solo na área de cabeceira do córrego Bonitinho, na Aldeia Indígena do Formoso, em Tangará da Serra, motivará a mobilização de uma força-tarefa para sua correção, com ações divididas em duas fases.

A estratégia para a correção foi definida na semana passada, após vistoria na área afetada e em acompanhamento com a comunidade indígena local. Os trabalhos, propostos em reunião com os moradores, serão coordenados pelo Instituto Pantanal Amazônia de Conservação (IPAC), com anuência da Associação Haliti/Paresi, entidade representativa do povo indígena da localidade.

Ações para recuperação contam com anuência da comunidade do Formoso, expressa em reunião na última quinta-feira (30).

A reunião, coordenada pelo presidente do IPAC, Décio Eloi Siebert, e pelo representante da Associação Haliti/Paresi, Geovani Kezo, contou com a presença de membros da Brigada de Combate a Incêndios Florestais, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) e do Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH) do rio Sepotuba.

Erosão provocou colapso do solo na Aldeia do Formoso, nas cabeceiras do córrego Bonitinho.

Com base no diagnóstico preliminar realizado, ficaram definidas ações em duas etapas. A primeira (Fase 1) será emergencial, com o objetivo de conter o processo erosivo por meio do plantio de cordões de gramínea “vetiver” e de mudas nativas no entorno da área afetada.

Geovani Kezo, da Associação Halitinã, participa da coordenação dos trabalhos.

Na “Fase 2” será implantado um sistema de drenagem subterrânea (imagem abaixo) para solucionar o problema de “piping”, que causou a erosão e o colapso do solo no local. Esta fase também incluirá a implantação de um sistema de restauração ecológica, com a construção de paliçadas no interior da área erodida para conter as águas pluviais e o plantio de mudas de vetiver, espécies nativas e bambu.

A força-tarefa contará com a equipe do IPAC, membros da comunidade indígena local, SEMA, CBH, além da participação de propriedades rurais vizinhas e apoio de instituições. Os trabalhos serão realizados predominantemente de forma manual, devido à fragilidade do solo na região da Aldeia do Formoso, não contando, portanto, com maquinário pesado.

Para custear as atividades operacionais, insumos, ferramentaria e outros itens necessários, serão captados recursos junto aos setores público e privado. A operação será comunicada ao Ministério Público.

Processo erosivo

O processo erosivo foi identificado após o afundamento (depressão) de uma área na cabeceira do córrego Bonitinho, afluente do rio Formoso, um dos principais da bacia do rio Sepotuba.

A falha no solo foi causada por um fenômeno erosivo conhecido como “piping” (imagem acima), um tipo de erosão interna do solo, causada pelo escoamento subterrâneo concentrado de água, que remove partículas finas do interior do maciço, formando canais tubulares (pipes) sob a superfície. Esse fenômeno ocorre principalmente em solos arenosos (como o da TI Formoso), silto-arenosos ou argilosos estruturados.

O processo erosivo tem causado o carreamento de sedimentos que estão assoreando a gruta que abriga a nascente do córrego Bonitinho (foto abaixo).

Do ponto de vista ambiental, a continuidade desse processo ameaça a estabilidade do solo, acelera a degradação da paisagem e compromete a qualidade da água disponível no entorno. O assoreamento da gruta pode, também, causar alterações irreversíveis no regime hídrico e afetar a biodiversidade associada ao microambiente local.

Sob a perspectiva sociocultural, a gruta possui valor simbólico, histórico e espiritual para o povo indígena, abrigando inscrições rupestres que podem datar de 8.000 anos (foto abaixo), o que a torna um local de importância arqueológica, histórica e científica única na região.

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