TANGARÁ DA SERRA
Pesquisar
Close this search box.

Política & Políticos

Heritage coloca grupo de Mendes sob pressão e desgasta campanhas ao Senado e ao Governo

Publicado em

Destino de R$ 308 milhões pagos pelo Estado à Oi coloca sob investigação uma complexa operação financeira que pode se transformar em novo escândalo político em Mato Grosso.

A Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal na última quinta-feira (6), colocou sob forte pressão o grupo político liderado pelo ex-governador Mauro Mendes (União), candidato ao Senado, e atingiu diretamente a composição da chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo de Mato Grosso. Entre os alvos da investigação está o deputado federal Fábio Garcia (União), escolhido recentemente para ocupar a vaga de vice-governador.

No centro da apuração está um acordo firmado em abril de 2024 entre o Governo de Mato Grosso e a Oi, envolvendo a restituição de valores decorrentes de uma disputa tributária. Segundo a PF, há indícios de que uma operação financeira tenha sido estruturada para possibilitar o desvio de mais de R$ 308 milhões, utilizando uma sequência de fundos de investimento e pessoas jurídicas interpostas para ocultar a origem, a movimentação e o destino dos recursos. A operação cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em quatro estados e determinou, entre outras medidas, o bloqueio de bens de até R$ 316 milhões.

O caminho dos recursos

A engenharia financeira investigada ganhou destaque justamente pela utilização de fundos em sequência. Documentos já apresentados em investigações anteriores apontam que os R$ 308 milhões foram direcionados inicialmente a dois fundos, Royal Capital e Lotte Word, que receberam aproximadamente R$ 154 milhões cada. A partir daí, os recursos teriam circulado por outros fundos e empresas, formando uma estrutura em cascata.

É nesse percurso que aparecem vínculos societários e familiares que estão sendo examinados pelas autoridades. Documentos citados em investigação parlamentar e judicial apontam relações entre fundos que receberam os recursos e empresas ligadas a familiares de Mauro Mendes, além de pessoas próximas ao núcleo político do ex-governador e de Fábio Garcia. A própria PF, contudo, limita-se a informar oficialmente que identificou indícios de utilização de fundos e pessoas jurídicas interpostas para ocultação e dissimulação dos recursos.

A investigação, portanto, não se restringe à legalidade formal do acordo entre o Estado e a Oi. O foco está também no que ocorreu com o dinheiro depois que saiu dos cofres públicos.

Leia mais:  Reeleito, Guarnieri mantém foco na saúde, infraestrutura e desenvolvimento dos municípios

Mauro nega irregularidades e fala em perseguição

Mauro Mendes reagiu à operação negando qualquer irregularidade. Em manifestação pública, afirmou que o acordo com a Oi foi legal, contou com manifestações favoráveis de órgãos de controle e que os fundos que receberam os recursos não possuem relação com ele ou com sua família. O ex-governador também classificou a operação como uma ação de adversários políticos destinada a atingir seu projeto eleitoral.

Mendes: Operação da PF deixa ex-governador em situação difícil a menos de 60 dias das eleições.

A reação abriu uma nova frente de disputa política. O senador Carlos Fávaro (PSD), citado por Mauro entre os supostos articuladores da operação, rebateu a acusação e afirmou que a Polícia Federal é uma instituição de Estado. Defendeu o direito de defesa dos investigados, mas sustentou que eventuais esclarecimentos devem ocorrer no âmbito da Justiça. O ex-governador Pedro Taques (PSB), outro adversário citado por Mauro, também reagiu publicamente.

Desgaste chega à campanha de Mauro ao Senado

O maior efeito político da Heritage, neste primeiro momento, está sobre a candidatura de Mauro Mendes ao Senado. A operação atinge justamente a imagem que o ex-governador procura levar para a campanha: a de gestor eficiente, associado a resultados administrativos e a uma administração marcada por investimentos e equilíbrio fiscal.

Ainda não é possível medir o impacto eleitoral da investigação. Mas a associação pública de seu nome a uma apuração federal envolvendo mais de R$ 300 milhões cria um problema de comunicação política para a campanha. A cada novo desdobramento da investigação, o candidato corre o risco de ter sua agenda eleitoral substituída pelo esforço de explicar o caso e rebater acusações.

O desgaste potencial aumenta porque a investigação envolve pessoas de seu círculo político e familiar. Mauro, entretanto, não é acusado pela PF em sua nota oficial de ter cometido crime: ele figura entre os alvos das medidas investigativas, e as responsabilidades individuais ainda dependem do avanço da apuração.

Fábio Garcia leva a crise para a chapa de Pivetta

O problema ganha dimensão maior porque Fábio Garcia foi escolhido para ser vice de Otaviano Pivetta poucos dias antes da operação. A composição foi homologada pelos partidos, mas, segundo o Olhar Direto, ainda não havia sido protocolado o registro da chapa no momento da publicação da reportagem. A legislação eleitoral permite substituições em situações previstas em lei, mas a simples condição de alvo de uma operação policial não produz, por si só, impedimento eleitoral.

Fábio Garcia e Otaviano Pivetta: Operação Heritage gera grande desgaste à chapa que concorre ao governo.

Politicamente, contudo, a situação é mais delicada. Fábio é integrante do núcleo político de Mauro Mendes e sua indicação para a vice foi defendida pelo ex-governador. A operação, portanto, cria uma conexão inevitável entre a disputa pelo Governo do Estado e a investigação que atingiu o grupo político que comanda a sucessão.

Leia mais:  Reeleito, Guarnieri mantém foco na saúde, infraestrutura e desenvolvimento dos municípios

Para Pivetta, que procura apresentar sua candidatura como continuidade administrativa, mas também como um projeto próprio para Mato Grosso, a Heritage acrescenta uma variável indesejada à campanha. O candidato terá de administrar a pressão por explicações sobre a escolha do vice sem permitir que a eleição se transforme em um plebiscito sobre Mauro Mendes e a investigação da PF.

Uma crise que pode mudar o eixo da eleição

A Operação Heritage chega em um momento particularmente sensível do calendário eleitoral. Com as chapas recém-definidas e os projetos para o Senado e o Governo do Estado em fase de consolidação, a investigação introduz um elemento de imprevisibilidade na disputa.

O episódio já provocou consequências institucionais, entre elas o afastamento do procurador-geral do Estado, e ampliou o confronto entre o grupo de Mauro Mendes e seus adversários.

O alcance político da Heritage dependerá, sobretudo, dos próximos passos da investigação. Se surgirem novos elementos relacionando agentes públicos, empresários e familiares ao percurso dos R$ 308 milhões, a pressão sobre Mauro, Fábio Garcia e a candidatura de Pivetta tende a aumentar. Se, ao contrário, os investigados conseguirem demonstrar a regularidade das operações, parte do impacto poderá ser absorvida como uma crise política de curto prazo.

Por enquanto, o que a operação já produziu é uma mudança no ambiente eleitoral: o grupo que vinha conduzindo a sucessão estadual com a força política acumulada durante a gestão Mauro Mendes passou a conviver com uma investigação de grande repercussão justamente no momento em que se inicia a disputa pelo voto.

Comentários Facebook
Advertisement

Política & Políticos

Reeleito, Guarnieri mantém foco na saúde, infraestrutura e desenvolvimento dos municípios

Published

on

Parlamentar seguirá acompanhando obras, cobrando investimentos e dando continuidade às principais demandas apresentadas ao longo de sua atuação na Assembleia Legislativa

Com a reeleição para mais quatro anos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB) já tem definidas algumas das prioridades que continuarão norteando sua atuação parlamentar. Saúde, infraestrutura, desenvolvimento econômico e fortalecimento dos municípios permanecem entre as principais frentes de trabalho, com atenção especial às demandas do interior do estado.

Eleito com 18.842 votos, Chico dará continuidade ao trabalho iniciado em janeiro de 2025, quando assumiu uma cadeira na Assembleia. Agora, além de acompanhar as iniciativas já encaminhadas ao Governo do Estado, o parlamentar pretende manter a articulação por novos investimentos e melhorias para a população mato-grossense.

Uma das principais frentes de atuação continuará sendo a ampliação e melhoria dos serviços de saúde. Em Barra do Bugres, o acompanhamento das obras do Hospital Roosevelt permanece entre as prioridades, após a articulação de recursos para a conclusão da unidade. Em Campo Novo do Parecis, o deputado seguirá acompanhando o projeto de reforma e ampliação do Hospital Municipal Euclides Horst, que conta com R$ 10 milhões assegurados pelo Governo do Estado.

Leia mais:  Reeleito, Guarnieri mantém foco na saúde, infraestrutura e desenvolvimento dos municípios

Outra demanda importante é a implantação da nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Tangará da Serra, projeto que prevê investimento de aproximadamente R$ 20 milhões.

Além das obras estruturantes, a atuação parlamentar seguirá voltada à melhoria dos atendimentos, à aquisição de equipamentos e veículos e ao fortalecimento da rede pública de saúde.

A pavimentação e recuperação de rodovias estaduais também continuarão no centro das articulações do deputado, especialmente em regiões que dependem das estradas para o escoamento da produção, transporte de pacientes e deslocamento da população.

Entre as demandas já trabalhadas estão as rodovias MT-246, MT-247, MT-339, MT-488 e MT-160, além de outras ligações consideradas importantes para a integração dos municípios.

Em Barra do Bugres, o deputado também seguirá acompanhando o programa de pavimentação urbana e as melhorias de infraestrutura previstas para diferentes bairros, asfaltando 100% o município.

O objetivo é manter o diálogo com o Governo do Estado e os municípios para acompanhar o andamento dos projetos, cobrar cronogramas e buscar soluções para demandas que ainda aguardam atendimento.

Presidente da Comissão de Indústria, Comércio e Turismo da Assembleia Legislativa em 2026, Chico também pretende manter o desenvolvimento econômico entre suas áreas de atuação.

Leia mais:  Reeleito, Guarnieri mantém foco na saúde, infraestrutura e desenvolvimento dos municípios

O incentivo ao empreendedorismo, à indústria, ao comércio, ao turismo e às atividades produtivas seguirá como parte das discussões e iniciativas parlamentares.

Entre os trabalhos já desenvolvidos está a valorização do etnoturismo em Campo Novo do Parecis, município reconhecido por lei de autoria do deputado como Capital do Etnoturismo de Mato Grosso. O incentivo ao turismo de pesca esportiva também integra as pautas defendidas pelo parlamentar, com foco na geração de renda e no desenvolvimento das economias locais.

Além das pautas estruturantes, a continuidade do mandato será marcada pelo acompanhamento das demandas apresentadas por prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias e moradores de diferentes regiões de Mato Grosso.

Questões relacionadas à segurança pública, habitação, inclusão, educação e melhoria dos serviços públicos também permanecerão na agenda parlamentar.

Após a reeleição, Chico destacou que a continuidade do trabalho representa uma responsabilidade renovada diante da população. “A reeleição renova a nossa responsabilidade e também a nossa disposição para fazer ainda mais. Tenho muito orgulho de representar a nossa gente, o Médio-Norte, e de ser uma voz de Mato Grosso nesta Assembleia”, afirmou.

Comentários Facebook
Continue Reading

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana