As articulações para as eleições de 2026 já movimentam Tangará da Serra e região, mas um velho obstáculo volta a se desenhar: a pulverização de candidaturas pode impedir o fortalecimento da representação regional na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. Ao mesmo tempo, o avanço das despesas públicas, a prorrogação do Desenrola 2.0, o calor intenso em Mato Grosso e o desempenho das principais culturas agrícolas completam um cenário em que política, economia e agronegócio se entrelaçam e influenciam diretamente o cotidiano da população.
Mesma história
Com as convenções partidárias se aproximando, Tangará da Serra caminha para repetir um cenário já conhecido: excesso de candidaturas nas eleições proporcionais e fragmentação dos votos.
Pelo menos seis nomes devem disputar uma vaga na Assembleia Legislativa, além de candidatos de municípios vizinhos que já contam com estruturas políticas consolidadas. Em uma região com um eleitorado que entrega 150 mil bons (livres de abstenção, brancos e nulos), especialistas avaliam que haveria potencial para eleger até quatro deputados estaduais e um federal. Na prática, porém, a dispersão dos votos tende a manter a representatividade regional limitada, repetindo um roteiro observado em eleições anteriores.
Enquanto prevalecer a multiplicação de candidaturas sem articulação regional, Tangará da Serra e seu entorno continuarão abaixo do potencial de representação que o eleitorado da região poderia assegurar nas urnas.
Gastança trilionária
Os gastos dos governos federal, estaduais, do Distrito Federal e dos municípios ultrapassaram R$ 3,2 trilhões entre 1º de janeiro e 27 de julho, segundo a plataforma Gasto Brasil. O montante equivale a uma despesa média de R$ 178,92 por segundo ao longo do período. O governo federal responde por 46% do total (R$ 1,44 trilhão), enquanto estados, Distrito Federal e municípios dividem o restante. Os números reforçam o desafio do controle fiscal em um momento de elevada pressão sobre as contas públicas.
Prazo ampliado
O Ministério da Fazenda prorrogou até 31 de agosto o prazo de adesão ao Desenrola 2.0, permitindo que consumidores tenham mais tempo para renegociar dívidas bancárias. A medida mantém as regras atuais do programa e busca ampliar o número de acordos firmados entre pessoas físicas e instituições financeiras, oferecendo uma nova oportunidade para regularização financeira.
MT 40 Graus

Mato Grosso voltou a concentrar as maiores temperaturas do país. Dados do Inmet mostram que nove dos onze municípios mais quentes do Brasil estão no Estado. Nova Xavantina liderou o ranking, com 38,7°C, seguida por Cuiabá (38,1°C), Rondonópolis e Santo Antônio do Leverger (38°C). Também aparecem na lista Querência, Porto Esperidião, Barra do Bugres, Canarana e Cocalinho, confirmando a intensidade da onda de calor em pleno período de estiagem.
Safra desigual
A colheita do algodão alcançou 13,11% da área cultivada em Mato Grosso, com produtividade média superior a 304 arrobas por hectare, enquanto a segunda safra de milho já chega a 90,66% da área plantada, com média de 128 sacas por hectare. Apesar dos bons indicadores estaduais, produtores da região de Tangará da Serra e Deciolândia ainda contabilizam prejuízos provocados pelas chuvas de 19 de junho, que comprometeram a qualidade da fibra em diversas lavouras, transformando a chamada “pluma branca” em “pluma cinza”.