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Leilão de áreas públicas busca acelerar expansão do parque industrial de Tangará da Serra

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Empresários e investidores interessados em instalar ou ampliar empreendimentos em Tangará da Serra já podem participar do Leilão Eletrônico de Imóveis nº 001/2026, lançado pela Prefeitura Municipal. O processo contempla áreas públicas localizadas no Jardim Industrial e no Jardim dos Ipês e tem como objetivo estimular novos investimentos, fortalecer o setor produtivo e gerar empregos no município.

O edital foi publicado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e prevê a alienação de terrenos destinados exclusivamente à implantação de atividades empresariais. A iniciativa integra a política municipal de incentivo ao desenvolvimento econômico, buscando ampliar a ocupação planejada das áreas industriais e diversificar a base produtiva local.

Diferentemente de um leilão convencional, o maior lance financeiro não será o único critério para definir os vencedores. Após a etapa de lances, os proponentes deverão apresentar, no prazo de até 30 dias, um Projeto de Viabilidade Econômico-Financeira, que será analisado pela Sedec e pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico (Condec).

Entre os aspectos que serão avaliados estão o potencial de geração de empregos, o faturamento estimado, a utilização de matéria-prima regional, o grau de inovação, a sustentabilidade do empreendimento, a integração com cadeias produtivas locais, o ramo de atividade e a estrutura prevista para implantação da empresa. Dessa forma, o município busca assegurar que os imóveis públicos sejam destinados a projetos capazes de promover desenvolvimento econômico e retorno social.

Leia mais:  Bets drenam renda das famílias enquanto agro enfrenta crédito caro e novas pressões

Para participar, os interessados deverão realizar cadastro prévio e habilitação na plataforma eletrônica do leiloeiro oficial, apresentando toda a documentação exigida no edital. A sessão pública do leilão está marcada para o dia 6 de agosto, em ambiente virtual.

Segundo a Prefeitura, a iniciativa reforça a estratégia de atrair novos empreendimentos industriais e de serviços, ampliando a oferta de empregos, incentivando investimentos privados e fortalecendo a economia de Tangará da Serra.

Na sequência, íntegra do edital:

EDITAL LEILÃO SEDEC 072026

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Bets drenam renda das famílias enquanto agro enfrenta crédito caro e novas pressões

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O agronegócio e a economia brasileira estão no centro de uma discussão que vai além das lavouras e dos mercados. Na edição deste sábado (22) do Momento Agrícola, o engenheiro agrônomo, produtor rural e consultor Ricardo Arioli aborda o avanço das apostas online, o baixo investimento em pesquisa, os efeitos das recuperações judiciais e a nova mistura de etanol na gasolina. O programa também trata das dificuldades em cadeias de proteínas e frutas e traz entrevistas sobre o ITR e o mercado da soja.

Bets corroem renda das famílias

O primeiro bloco destaca o impacto das chamadas bets sobre o orçamento doméstico. Estudo do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), com base em dados do Banco Central, estima perda líquida de R$ 62,5 bilhões das famílias brasileiras com apostas online em 2025. O cálculo considera a diferença entre os valores enviados às plataformas e os recursos recebidos posteriormente pelos apostadores.

A perda líquida equivaleu a 0,68% da Renda Nacional Disponível Bruta das famílias, proporção superior à referência de 0,50% do PIB associada ao Bolsa Família. Mais do que entretenimento, o fenômeno representa uma expressiva transferência de renda para um setor que não gera bens nem amplia a capacidade produtiva, em contraste com investimentos capazes de estimular produtividade, emprego e inovação.

A comparação com a pesquisa científica reforça o alerta. Dados analisados pelo Ipea e divulgados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação mostram que o Brasil destinou 1,19% – o equivalente a US$ 27 bilhões – do PIB à pesquisa e desenvolvimento em 2022 e 2023. Alemanha, Japão, Estados Unidos (3,45% do PIB, ou US$ 1 trilhão), Coreia do Sul e Israel superaram 2,5%. A China, que trem se destacado em inovação tecnológica, investiu US$ 546 bilhões. A diferença evidencia o atraso brasileiro em uma área estratégica para agregar valor ao agro, desenvolver tecnologias e ampliar a competitividade.

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Recuperações judiciais ampliam impacto na economia

O programa também retoma o crescimento das recuperações judiciais no agronegócio. Levantamento da Serasa Experian registrou 474 pedidos no primeiro trimestre de 2026, alta de 21,9% sobre as 389 solicitações do mesmo período de 2025. Mato Grosso liderou o ranking, com 135 pedidos.

Os efeitos vão além dos produtores e empresas envolvidos nos processos. A dificuldade financeira reduz compras de insumos, adia investimentos, compromete transportadores e fornecedores e torna o crédito mais restritivo. Em regiões dependentes da atividade rural, a crise tende a atingir também comércio, serviços e mercado de trabalho.

Os produtores rurais constituídos como pessoa jurídica somaram 196 pedidos, alta de 73,5% em um ano. Empresas da cadeia do agronegócio registraram 96 solicitações, crescimento de 18,5%, enquanto produtores pessoa física tiveram 182 pedidos, queda de 6,7%. Os números mostram que a pressão alcança diferentes elos da cadeia e pode encarecer o crédito justamente às vésperas do financiamento de uma nova safra.

Gasolina passa a ter 32% de etanol

Outro tema de impacto no campo e no consumo é a adoção temporária da gasolina E32. Desde 1º de agosto, a gasolina comum e a aditivada passaram de 30% para 32% de etanol anidro, conforme a Resolução CNPE nº 9/2026. A medida vale por 180 dias, com possibilidade de uma prorrogação, enquanto a gasolina premium permanece com 25%.

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Para o setor sucroenergético, a mudança tende a ampliar a demanda pelo biocombustível e reduzir a necessidade de gasolina importada. Para consumidores e transportadores, os efeitos dependem dos preços, do rendimento e das características dos veículos. A alteração é considerada incremental, embora o consumo possa variar conforme o modelo.

No segundo bloco, Arioli comenta os prejuízos da suinocultura, mesmo com o crescimento das exportações; o avanço dos produtos biológicos, dependente de regulamentação adequada; e o contraste entre a queda das exportações brasileiras de milho e os recordes da Argentina. O programa também aborda a crise dos produtores de laranja, pressionados por custos, preços e condições de mercado.

Nos dois blocos finais, Leonardo Oliveira, da Léo Consultoria, orienta sobre os cuidados na declaração do Imposto Territorial Rural (ITR). Na última entrevista, o professor Liones Severo, da SIM Consult, analisa o novo patamar dos preços da soja e o Plano Quinquenal da China, voltado à redução da dependência de importações de alimentos por razões de segurança. As conversas ampliam o debate sobre gestão tributária, planejamento produtivo e os reflexos das decisões chinesas no mercado internacional.

Ouça o Momento Agrícola na íntegra:

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