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Economia & Mercado

MT bate recorde de abate de animais jovens e amplia participação nas exportações brasileiras

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Mato Grosso registrou entre janeiro e abril de 2026 o maior percentual de abate de bovinos jovens da série histórica iniciada em 2006 pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). No período, 44% dos animais abatidos no estado tinham até 24 meses de idade, índice muito acima do registrado no início da série, quando esse percentual era de apenas 2%.

O avanço do abate precoce acompanha a modernização da pecuária mato-grossense, com maior investimento em genética, nutrição e intensificação da produção. Além de melhorar a qualidade da carne, com maior maciez, padronização e acabamento, o modelo também é apontado pelo setor como uma alternativa para aumentar a eficiência da atividade e reduzir a emissão de gases de efeito estufa.

“Animais mais jovens permanecem menos tempo no sistema produtivo, o que reduz a emissão de metano por cabeça e aumenta a eficiência da pecuária. Além disso, o abate precoce contribui para uma carne de melhor qualidade, mais padronizada e alinhada às exigências do mercado internacional”, afirma o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.

O desempenho da produção ocorre em meio ao avanço das exportações de carne bovina do estado. Em abril de 2026, Mato Grosso registrou recorde de embarques para o mês, com 84,1 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC) exportadas, volume 2,1% superior ao registrado em março e 18,98% acima do mesmo período de 2025.

A receita das exportações mato-grossenses somou US$ 408,66 milhões, crescimento de 9,38% em relação ao mês anterior e de 47,86% na comparação anual.

Dados do Imea, com base na Secretaria de Comércio Exterior (Secex), mostram ainda que Mato Grosso respondeu por 24,62% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil em abril de 2026, mantendo a liderança nacional nos embarques da proteína.

A China permaneceu como principal destino da carne bovina mato-grossense, concentrando 59% das exportações do estado em abril. No cenário nacional, os chineses responderam por 51,55% dos embarques brasileiros no período.

“Mato Grosso vem consolidando sua posição como principal exportador de carne bovina do país. Esses resultados mostram a capacidade do estado de aumentar a produção, ganhar eficiência e atender mercados cada vez mais exigentes em qualidade e regularidade”, destaca o diretor de Projetos do Imac.

(Assessoria)

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Economia & Mercado

Guerra segue e mercado deverá reagir com forte alta nos combustíveis e lubrificantes

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A guerra no Oriente Médio segue com reflexos diretos no mercado internacional de petróleo com tendência de forte aumento nos preços dos combustíveis e lubrificantes no Brasil. Nesta quinta-feira, o barril do petróleo tipo Brent crude oil atingiu a marca de US$ 120, em meio ao aumento das tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto da produção mundial.

Analistas de mercado e instituições financeiras apontam que, em caso de prolongamento do conflito ou interrupção no fluxo da commodity, os preços podem subir ainda mais, elevando o custo global da energia e pressionando cadeias produtivas em diversos países.

No Brasil, os efeitos tendem a ser sentidos de forma gradual, mas inevitável. A política de preços praticada pela Petrobras acompanha as cotações internacionais, o que deve resultar em repasses ao consumidor nas próximas semanas.

Em Mato Grosso, onde a gasolina já é comercializada em torno de R$ 6,70 por litro, há o temor de que os preços ultrapassem a marca de R$ 7,00 nos postos, caso o cenário internacional se mantenha pressionado.

O diesel, principal insumo do transporte e das atividades agrícolas, também deve registrar alta, ampliando os custos logísticos e operacionais em toda a cadeia produtiva.

Lubrificantes em alta

Além dos combustíveis, o aumento no preço do petróleo impacta diretamente os lubrificantes e outros derivados petroquímicos. Fabricantes já relatam elevação nos custos de produção, o que tende a ser repassado ao mercado.

O encarecimento desses insumos afeta desde o transporte até a manutenção de máquinas e equipamentos, ampliando o impacto econômico.

Agro sob efeito

Principal motor da economia de Mato Grosso, o agronegócio está entre os setores mais expostos à alta dos combustíveis. O aumento no preço do diesel encarece operações como plantio, colheita e transporte da produção.

O cenário se soma a um momento já desafiador para o setor, que enfrenta custos elevados e queda nos preços internacionais de commodities agrícolas.

Com margens pressionadas, produtores podem reduzir investimentos e ajustar o ritmo de produção, o que tende a refletir na economia regional.

Efeito em cadeia atingirá consumidor

O aumento nos combustíveis tem impacto direto sobre o custo do frete, o que influencia os preços de alimentos e outros produtos essenciais. A tendência é de repasse gradual ao consumidor final, contribuindo para a elevação da inflação.

Organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional, já alertam que a continuidade do conflito pode provocar desaceleração econômica global, com efeitos sobre preços, produção e consumo.

Enquanto o cenário permanece incerto, o mercado acompanha os desdobramentos da guerra e seus impactos sobre o fornecimento de petróleo, fator determinante para a evolução dos preços nas próximas semanas.

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