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Ritual que vale milhões: MT amplia venda de carne bovina halal para países muçulmanos

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Para conquistar novos mercados e ampliar sua presença no comércio internacional, frigoríficos de Mato Grosso têm intensificado os investimentos no abate halal de carne bovina, método exigido por países muçulmanos para a importação da proteína. No Brasil, 145 plantas frigoríficas possuem certificação halal, sendo 32 no estado, segundo a Fambras Halal, a maior certificadora de produtos halal da América Latina.

Halal significa permitido e, para que o processo seja certificado, é necessário seguir uma série de critérios rigorosos. Primeiro os bovinos vivos são inspecionados para garantir que estão saudáveis e o manejo é realizado de forma calma para não estressar o animal.

Depois, um profissional muçulmano treinado e certificado realiza o ritual do Zabihah, que é o abate halal, o degolador abate o animal com um corte único, profundo e rápido na região do pescoço, sendo feita a invocação do nome de Allah nesse processo. Outro procedimento é suspender a carcaça para que o sangue escoe completamente por gravidade.

Cada carcaça é então identificada, rastreada e recebe o selo halal. A carne certificada fica armazenada em local separado, para não haver nenhum tipo de contaminação cruzada e garantir a integridade do produto conforme as normas religiosas.

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Em Mato Grosso, os 29 frigoríficos certificados para abate halal estão distribuídos em 22 municípios, entre eles Várzea Grande, Rondonópolis, Tangará da Serra, Sinop, Água Boa, Alta Floresta, Diamantino, Confresa, Juruena, Juara e Colíder.

Entre os principais destinos da carne bovina mato-grossense que exigem o abate halal estão mercados estratégicos como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Indonésia, Malásia, Singapura, Egito, Argélia e Turquia. O consumo mais comum da proteína bovina nesses países é feito de forma grelhada, cozida ou ensopada.

Para Mato Grosso, que detém o maior rebanho bovino do Brasil, ampliar espaço no mercado muçulmano representa grandes oportunidades de negócio. Isso porque a certificação halal agrega valor ao produto, amplia o acesso a mercados premium e fortalece a competitividade da carne mato-grossense no cenário global.

“O mercado halal é estratégico e vem crescendo de forma consistente. Mato Grosso tem trabalhado para ampliar sua presença nesses países, garantindo não só volume, mas qualidade e conformidade com as exigências internacionais. Isso abre portas e aumenta a rentabilidade de toda a cadeia produtiva”, destaca o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.

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(Thalyta Amaral – Assessoria)

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MT bate recorde de abate de animais jovens e amplia participação nas exportações brasileiras

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Mato Grosso registrou entre janeiro e abril de 2026 o maior percentual de abate de bovinos jovens da série histórica iniciada em 2006 pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). No período, 44% dos animais abatidos no estado tinham até 24 meses de idade, índice muito acima do registrado no início da série, quando esse percentual era de apenas 2%.

O avanço do abate precoce acompanha a modernização da pecuária mato-grossense, com maior investimento em genética, nutrição e intensificação da produção. Além de melhorar a qualidade da carne, com maior maciez, padronização e acabamento, o modelo também é apontado pelo setor como uma alternativa para aumentar a eficiência da atividade e reduzir a emissão de gases de efeito estufa.

“Animais mais jovens permanecem menos tempo no sistema produtivo, o que reduz a emissão de metano por cabeça e aumenta a eficiência da pecuária. Além disso, o abate precoce contribui para uma carne de melhor qualidade, mais padronizada e alinhada às exigências do mercado internacional”, afirma o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.

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O desempenho da produção ocorre em meio ao avanço das exportações de carne bovina do estado. Em abril de 2026, Mato Grosso registrou recorde de embarques para o mês, com 84,1 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC) exportadas, volume 2,1% superior ao registrado em março e 18,98% acima do mesmo período de 2025.

A receita das exportações mato-grossenses somou US$ 408,66 milhões, crescimento de 9,38% em relação ao mês anterior e de 47,86% na comparação anual.

Dados do Imea, com base na Secretaria de Comércio Exterior (Secex), mostram ainda que Mato Grosso respondeu por 24,62% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil em abril de 2026, mantendo a liderança nacional nos embarques da proteína.

A China permaneceu como principal destino da carne bovina mato-grossense, concentrando 59% das exportações do estado em abril. No cenário nacional, os chineses responderam por 51,55% dos embarques brasileiros no período.

“Mato Grosso vem consolidando sua posição como principal exportador de carne bovina do país. Esses resultados mostram a capacidade do estado de aumentar a produção, ganhar eficiência e atender mercados cada vez mais exigentes em qualidade e regularidade”, destaca o diretor de Projetos do Imac.

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(Assessoria)

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